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Análise Tática #18 – A perspectiva do jogo pela Sky Cam

Na noite da última quinta-feira, semana 11 da temporada, a NBC transmitiu a partida entre Tennessee Titans e Pittsburgh Steelers por um novo ângulo: a SkyCam ou na tradução mais livre e sacana possível, a câmera do Madden (paga nois, EA Sports).

Evidentemente, o ser humano é uma espécie que cultiva hábitos, e apesar de uma excelente novidade, muitos telespectadores estranharam e reclamaram bastante da nova perspectiva. Se você leitor, é daqueles que, assim como eu, é um  entusiasta do video-game ou da tática do esporte, já estava acostumado com a novidade e provavelmente gostaria que todas as transmissões do seu time fossem assim, para que você possa xingar aquele pereba específico com MAIS PROPRIEDADE e no calor do AO VIVO.

Entretanto, é perfeitamente compreensível que a maioria do público que acompanha a NFL, principalmente no Brasil, não saiba diferenciar um 4-3 under de um 4-3 over, e isso não desclassifica em nada a experiência em relação àquelas pessoas que saibam todos os check-with-me possíveis em situações de passe em uma West Coast Offense. Aliás, entendimento da tática não é fator obrigatório para você acompanhar a NFL, apenas acrescenta em sua experiência, que já é ótima caso você não queira desbravar este campo do conhecimento.

Depois dos panos quentes, vamos ao que interessa. A câmera aérea é um conceito que foi introduzido no futebol americano através da XFL (liga alternativa que teve apenas uma temporada em 2001). Hoje, todas as quatro emissoras que compartilham os direitos de imagem da NFL nos EUA utilizam em suas transmissões. Nesta temporada, a NBC a utilizou previamente no segundo tempo do Sunday Night Football entre Patriots e Falcons, quando a neblina tomou conta do Gillete Stadium e tornou impraticável o uso dos ângulos tradicionais. Na última quinta, esse recurso voltou a ser utilizado como a principal fonte de imagens da partida pelo fato de o TNF ser o ambiente de testes da liga – o que também explica o Color Rush.

Em situações específicas, a direção de TV decidiu retornar aos ângulos tradicionais, como ataques na redzone e terceiras descidas longas. Em outros pontos, o ângulo alternativo não agradou muito, como jogadas de retorno em special teams. Nas situações restantes, foi um deleite acompanhar o desenvolvimento de rotas, quarterbacks realizando a progressão de leitura, bloqueios se desenvolvendo no jogo corrido e comportamento da defesa.  Agora, vamos ELUCIDAR com o auxílio de imagens, o melhor e o pior dessa nova proposta.

O Passe Longo

Observe a seguinte situação:

Os Steelers estão em formação trips-bunch, Roethlisberger (esse nome eu escrevo sem pesquisar no Google) em shotgun e LeVeon Bell à sua esquerda. Antonio Brown, o alvo da jogada, não aparece nesse frame, já que o operador da câmera a aproximou demais do campo (ponto negativo para a utilização do recurso, que se aproveita melhor para a observação tática em tomadas mais abertas). Observe que na linha ofensiva todos os jogadores à exceção do center estão em posição de dois apoios. Juntando todas essas informações, podemos determinar que a jogada será de passe.

Quanto à defesa, os Titans apresentam um safety no fundo do campo, enquanto os corners se aproximam do box (região entre os tackles) por resposta à formação trips-bunch dos recebedores. Observando a jogada em movimento, repare que Ben Roethlisberger, atleta experiente, reconhece a marcação em zona e atrai o safety para o lado direito do campo. Eli Rogers desempenha uma rota nessa região e ajuda a fixar o adversário nessa região do campo. Big Ben conta com excelente proteção da linha ofensiva e percebe Antonio Brown no mano a mano com seu recebedor, um matchup favorável em 90% das vezes – até eu, que não consigo fazer um espiral decente com a bola oval, passaria para o 84 em marcação individual. Bola na endzone e touchdown.

A Interceptação

Nessa jogada protagonizada por Marcus Mariota, o posicionamento defesa e ataque pré-snap é semelhante ao mostrado nas imagens anteriores, com exceção que a defesa dos Steelers mostra um “casco” de cover-2. Se você leu o texto da semana passada, aprendeu sobre o esquema de zone blitz e como os jogadores da secundária rotacionam em direção a um sentido do campo de forma a cobrir o espaço deixado pelos jogadores extras que pressionam o quarterback.

Nesse caso, os Titans utilizam uma combinação de rotas comeback, go e post no lado esquerdo do campo. Devido à blitz, Mariota é obrigado a lançar antes do timing da jogada, a receita para o caos, já que ataques são como relógios e QBs precisam de ritmo.

Na jogada em movimento, pode-se ver a pressão vindo pelo strongside (lado que está posicionado o TE Delanie Walker, camisa 82), apressando o passe, apesar de um pocket razoavelmente limpo. Repare que o jogador do miolo da linha dos Steelers não engaja na pressão, respeitando a possibilidade do scramble de Mariota, postura conhecida como QB-spy. A secundária dos Steelers alterna os jogadores que cobrirão o fundo do campo e Mariota solta uma bola muito alta, que passa por cima da cabeça de Rishard Matthews e é interceptada.

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O Jogo Corrido

Podemos afirmar que o principal ganho de perspectiva que a câmera aérea proporciona é em situações de jogo corrido. No ângulo lateral, acompanhamos o desenvolvimento do lance sem vermos como os bloqueios, principais elementos da jogada, são construídos. Basicamente torcemos para que o carregador da bola atravesse a barreira de jogadores e apareça do outro lado.

A transmissão da NBC nesse momento preferiu retornar ao método tradicional, com ângulo da sideline, e foi esse o padrão ao longo da partida: toda vez que um time chegava à redzone, isso acontecia. Agora vamos utilizar o recurso da coaches film para observar o lance anterior em perspectiva semelhante a que a câmera aérea nos proporciona.

Se você leu o texto de semanas atrás sobre Dolphins-Falcons, lembrará-se da filosofia de bloqueios conhecida como zone-blocking, em que cada jogador da linha ofensiva deve bloquear o jogador à sua frente ou ao seu lado na direção em que a jogada se desenvolve. Aqui, temos exatamente essa situação. Os Steelers partem de uma corrida stretch para a direita, em que LeVeon Bell deverá acompanhar a linha e ler o local em que se abrirá o espaço que deverá atacar. O running back dos Steelers é o mais elusivo da liga, então as corridas em zone-blocking são predominantes no playbook de Todd Haley.

LeVeon Bell consegue ler o bloqueio, mas a defesa dos Titans fecha bem o segundo nível no ponto futuro e reduz a jogada que poderia resultar em TD para um ganho de cinco jogadas.

Semanas #8 e #9: os melhores piores momentos

Depois de uma semana de férias, estamos de volta! O motivo das férias é simples: se os GIFs demoram a carregar para você (recomendamos acessar a coluna de um computador – ainda mais o da firma, consuma os dados, ninguém pode te impedir), imagine para quem tem que caçar nos arquivos do Gamepass. Por 10 reais mensais de cada leitor dessa página, prometemos que a coluna sai logo depois do Monday Night Football.

*Os lances que aconteceram na Semana 8 estão sinalizados.

Vamos ao que interessa:

1 – Fuck It, I’m Going Deep Fan Club 

Durante muitos anos, sexy Rexy Grosmann conquistou a liga com seus passes longos, daqueles que você olha e pensa “que caralhos está acontecendo?”. Em sua homenagem, foi criado o “Fuck It, I’m Going Deep Fan Club“, algo que poderia ser traduzido como “Fã Clube do Foda-se, Vou Tentar o Lançamento Longo”.

1.1 – Semana 8: 

1.1.1 – Phillip Rivers

Apresentando o famoso conceito de punt com braço.

1.1.2 – Trevor Siemian

Prometemos nunca mais cair no conto de Trevor Siemian.

1.2 – Semana 9: 

1.2.1 – Brock Osweiler 

HAHAHAHAHAHA

Agora, com o auxílio da SUPER-CÂMERA™, veja que Brock Osweiler lançou o passe de olhos fechados.

1.2.2 – Joe Flacco 

Nem a deep ball é elite mais.

1.2.3 – Brock Osweiler (sim, de novo)

A cobertura era tripla. Afinal, o que poderia dar errado?

O segredo para evitar passes como esses é mirar no buraco do peru, tal qual recomenda Jon Gruden, técnico campeão de Super Bowl.

2 – O hat trick da desgraça, estrelando Blair Walsh: 

Blair Walsh (aquele). O homem havia errado um chute de 28 jardas contra os Seahawks nos playoffs. Como parte do acordo (única explicação possível), ele recebeu um contrato em Seattle algum tempo depois. E recompensou o time como sabe: errando três Field Goals na derrota apertada contra os Redskins. Foram erros de 44, 39 e 49 jardas. Separamos a reação dele em cada um.

3 – Homens que queriam voar:

3.1 – Semana 8: Antonio Brown

3.2 – Marshall Newhouse

4 – Jameis Winston 

Jameis é um cara muito energético, e seu espírito de liderança é invejável. Porém, como tudo nessa vida, em excesso faz mal. E Jameis se excedeu. Muito. Em seu discurso antes da pelada contra o Saints, Jameis disse algo como “comer o W” (eat the W, que seria algo como comer a vitória – nem em inglês faz sentido mesmo). A reação dos seus colegas de equipe diz tudo. 

5 – Tentativas de truques engraçados que deram errado

Apenas parem.

5.1 – Semana 8: Tyreek Hill

Isso que dá ser exposto a Trevor Siemian.

 

5.2 – O “retorno” de kickoff dos Saints

Temos certeza que no papel estava lindo.

Por esse ângulo fica ainda mais bizarro.

6 – Defesas fazendo o impossível

Já vimos drills em que cones apresentaram mais resistência. Vamos deixar as imagens falarem por si só.

6.1 – New York Giants

6.2 – Dallas Cowboys

7 – Tretas.

As famosas CENAS LAMENTÁVEIS. O retorno da NFL raiz.

7.1 – AJ Green vs Jalen Ramsey 

7.2 – Mike Evans vs Marshon Lattimore

8 – Imagens que trazem PAZ

8.1 – Semana 8: Ainda na NFL raiz, quando o gato invadiu o campo

8.2 – O Special Teams dos Chiefs

Por isso não gostamos de trabalhos em grupo.

8.3 – Semana 8: Lances raros

Entenda porque o jogo entre Ravens e Dolphins não foi tão encantador quanto se imaginava.

9 – Troféu Dez Bryant da Semana 

O Prêmio que premia o jogador de nome que desaponta quando precisamos dele. Só vamos dar um prêmio para semana 9 (já mostramos como você pode ajudar a coluna a crescer – e, por mais 20$ mensais, teremos dois Troféus Dez Bryants por semana).

Foram 6 recepções para 118 jardas (em 12 alvos), mas Julio Jones, ao dropar a bola sendo marcado por ninguém mais ninguém menos que GASPARZINHO, o CB camarada, levou pra casa o Troféu Dez Bryant da Semana. O jogo terminou 20-17 para Carolina, e os torcedores de Atlanta não podem deixar de imaginar o que aconteceria se Jones tivesse feito o que até aquele seu tio velho e racista teria feito: agarrar a bola.

10 – Nossos lances preferidos da semana

10.1 – Semana 8: Travis Benjamin

Você que joga Madden (paga nóis, EA Sports) com certeza já correu pra trás e acabou se fodendo por isso. Travis Benjamin achou razoável correr para trás (“agora eu se consagro!”, pensou ele), e acabou sofrendo um Safety. Gênio.

10.2 – Kirk Cousins

O homem que sacrificou o seu running back para os deuses do futebol americano. Descanse em paz, Rob Kelley.

 

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

Semana #6: os melhores piores momentos

Semanalmente, grandes jogadas são feitas. Mas também, semanalmente, péssimas jogadas são feitas. Esta coluna está interessada apenas no segundo grupo: porque os highlights você pode assistir em qualquer lugar, o que houve de ruim, só aqui, no Pick Six.

1 – Sequências assustadoras

Não tão boas quanto a franquia Sharknado, mas mostrando que tudo que está ruim, pode piorar.

1.1 – O Detroit Lions 

Em um primeiro momento, o jovem Jamal Agnew (já retornou algumas bolas para a endzone, mas tem o azar de jogar em Detroit, logo você não o conhece) conseguiu sofrer um fumble medonho ao tentar retornar um punt: ele jogou a bola pra trás, e escapou de um Safety por pouco.

Um passe incompleto depois, Matthew Stafford conseguiu a lendária Pick Six na Endzone. Diz a lenda que ver muitas dessas na vida é um sinal de sorte.

1.2 – Kansas City Chiefs e Pittsburgh Steelers 

Não é porque são bons times que eles estão imunes as cãibras mentais. Acompanhe aqui como Alex Smith está inspirado na sua campanha de MVP: está jogando como Peyton Manning.

O Steelers queria jogo e, em um belo momento de fair play, decidiu que os dois pontos já eram suficientes e o Chiefs poderia reaver a bola. Antonio Brown e cia. ainda fizeram um belo teatro para disfarçar. Parabéns pela atitude!

2 – Decisões assustadoras 

Não tanto quanto aquela sua ideia de apostar no Tennessee Titans como o time a ser batido na AFC em 2017.

2.1 – Denver Broncos

Brock Osweiler teve sua oportunidade de ouro ao ser contratado pelo Denver Broncos. E então a sorte sorriu novamente para Brock: Trevor “is he good enough?” Siemian se machucou e ele pôde comandar o ataque de Denver por algumas jogadas. Mas os Broncos sabiam que era melhor não se arriscar e, mesmo depois que Osweiler fez um spike para parar o relógio, o time decidiu que era melhor acabar com a brincadeira ali mesmo.

Poesia.

2.2 – Jacksonville Jaguars

Os Jaguars descobriram da pior maneira que, perdendo por 10 pontos, chutar um Field Goal de 54 (!) jardas na segunda (!!) descida (!!!) não era uma boa ideia.

Pra enquadrar.

3 – Punts: uma ciência muito mais complexa que você imaginava.

Depois de Jay Cutler, definitivamente a jogada que mais traz alegria para a nossa coluna. Já apareceu duas vezes hoje, e ainda há espaço pra mais.

3.1 – “A bola tá vindo, o que é que eu faço?”

Porque o Thursday Night Football NUNCA falha.

3.2 – O momento que você conheceu a posição de Long Snapper 

Com todo respeito, mas essa é a única posição do esporte que até cegos podem jogar. Você não pode ser pago pra isso e ser ruim. Nunca.

3.3 – Os times especial do Los Angeles Rams

Uma presença constante por aqui. Algumas vezes de forma positiva, outras de forma negativa. Dessa vez, foi lindo.

4 – Joe Flacco

Um ótimo lance para você usar de exemplo quando estiver explicando o esporte pra @: não pode lançar a bola pra frente depois que você passou da linha de scrimmage. Apesar de ter gente que joga o jogo (e ganha muito dinheiro para isso) que não sabe da regra, ela ainda é muito importante.

Caso você não tenha percebido, a linha de scrimmage é ali na linha de 10.

5 – Pessoas entrando de bunda na endzone

A tendência mais forte do inverno americano.

5.1 – Golden Tate III

O homem que imortalizou essa arte. Nós amamos Golden Tate. (Veja o touchdown, também vale a pena.)

5.2 – Braxton Miller

Nada como enfrentar o Browns. Você talvez nem conhecia esse homem. Nós o conhecemos deste lance.

5.3 – O guerreiro #13 de Kansas City 

6 – Imagens que trazem PAZ.

6.1 – Kevin Hogan 

Tem que ser muito gênio pra lançar um Intentional Grounding em que a bola sequer sai da endzone.

6.2 – Adrian Peterson quebrando tornozelos

Diretamente do túnel do tempo, mais precisamente do ano 2009.

6.3 – “Os Intocáveis”

A série que conquista fãs a cada semana.

6.4 – Kiko Alonso

Porque não apenas crianças gostam de voltar pra casa com souvenirs.

6.5 – Frank Gore

Assassinando o Edge, Gore entra aqui na cota do clubismo.

7 – Prêmio Dez Bryant da Semana

Não tem Prêmio Dez Bryant nessa semana. Quando a coluna for paga, você poderá reclamar.*

*Nenhuma atuação medonha chamou muito a atenção, e já tínhamos conteúdo suficiente dessa vez.

8 – Artie Burns

No touchdown que o guerreiro #13 dos Chiefs entra na endzone com a bunda, Burns protagonizou um momento, no mínimo, curioso. Ele para na jogada pra reclamar. E ainda perde o tackle na sequência. Burns é o camisa 25.

 

Em Pittsburgh a hora é agora

O torcedor dos Steelers talvez seja o mais mimado da NFL. A franquia, ao contrário dos “grandes do momento” (vocês mesmos, Patriots e Seahawks) traz, em toda sua história, uma cultura vencedora – não é à toa que é o time com mais Super Bowls vencidos.

É bem verdade que houve uma falta de títulos desde o final da década de 1970, mas, quando Ben Roethlisberger chegou a equipe, a equipe parecia destinada a mais uma era brilhante. Roethlisberger levou Pittsburgh a dois títulos e ainda uma derrota na final, mas desde 2010 os Steelers não disputam um Super Bowl.

E se no início da carreira de Big Ben a defesa era as principal estrela do time, hoje a situação é diferente. Com Le’Veon Bell e Antonio Brown, aliados ao veterano QB, Pittsburgh vê hoje o seu ataque como um dos melhores da NFL, e o motivo de entrar em cada temporada com altas expectativas.

Mas os três têm tido dificuldades de se manter saudáveis durante os playoffs, como evidenciam as três últimas derrotas da equipe na pós temporada:

  • Em 2014, contra os Ravens, o ataque sofreu muito por não contar com Bell, que havia se machucado no último jogo da temporada regular.
  • Em 2015, contra os Broncos, nem Brown nem Bell jogaram. O ataque foi muito apático e saiu, mais uma vez, derrotado.
  • Em 2016, contra os Patriots, Bell saiu machucado no início da partida, e a estratégia de correr com a bola acabou muito afetada (nesse caso, o time perderia de todo jeito, mas talvez não fosse fácil como foi pra New England).

As sucessivas derrotas de Pittsburgh, quando imaginava-se que o time poderia chegar mais longe, deixam o torcedor preocupado: Big Ben está no final da carreira, e já tem falado em aposentadoria (acreditamos que para chamar atenção, no entanto). Isso, aliado às incertezas em relação a Le’Veon Bell, que, por questões contratuais, não sabemos até quando estará na equipe, faz com que os Steelers estejam praticamente em win now mode.

Comandando o show

Ben Roethlisberger já se estabeleceu como um dos principais QBs da NFL e isso não está em discussão para nós. O importante para ele esse ano é estar saudável em janeiro – sabemos que ele perderá alguns jogos durante a temporada regular, para desespero de quem o escolheu no Fantasy.

Le’Veon Bell é o segundo melhor running back da liga – reiteramos que só discorda quem não assiste o Arizona Cardinals. Seu backup não será mais DeAngelo Williams, mas James Conner, menino prodígio e queridinho da cidade.

Mais que amigos: friends.

O corpo de WRs é comandado por Antonio Brown, que também encabeça o topo das listas de melhores recebedores da NFL. Para tirar um pouco da carga de Brown, os Steelers contam com o retorno de Martavis Bryant, que perdeu a última temporada por suspensão. Bryant é – adivinhem – um dos melhores WRs 2 no football. De relevantes, completam o grupo Eli Rogers, que foi bem ano passado, e JuJu Smith-Schuster, escolha de segunda rodada no atual draft.

Os TEs, que costumam ser muito utilizados no ataque dirigido pelo ótimo coordenador Todd Haley, serão Jesse James e Vance McDonald. Não inspiram muita confiança, mas é possível que os vejamos com alguma frequência durante a temporada.

Por fim, precisamos falar sobre a linha ofensiva. O grupo, que pode não figurar na discussão de ser o melhor da liga, é, ao menos, um dos melhores. Toda a linha, que começa com o Center Maurkice Pouncey, passa pelos Guards Ramon Foster e David DeCastro, e termina com os Tackles Allejandro Villanueva e Marcus Gilbert, é composta apenas por jogadores bons ou excelentes. Tanto bloqueando para o passe, quanto para a corrida, esperamos que a OL seja um fator diferencial e que permita a equipe vencer jogos em 2017.

O objetivo aqui é ser pelo menos razoável

A defesa dos Steelers já foi a principal força da equipe, mas, recentemente, não tem inspirado muita confiança. Na final da AFC, além do ataque inoperante, Pittsburgh viu sua defesa permitir 36 pontos aos Patriots, o que tornou a missão de vencer em Foxborough praticamente impossível. Como o caminho para o Super Bowl muitas vezes passa pelo Gillete Stadium, a unidade precisa melhorar bastante essa temporada para permitir que o time sonhe com uma passagem para Minneapolis.

A linha defensiva aposta na volta do DE Cameron Heyward para se estabelecer como um sólido grupo, que contará ainda com o DT Javon Hargrave e o DE Stephon Tuitt como titulares. Se todos se manterem saudáveis, pode ser uma DL de respeito. O depth atrás deles, porém, preocupa.

O corpo de LBs talvez seja o grupo mais interessante da defesa, já que conta com veteranos, veteraníssimos e jovens talentos. Ryan Shazier é um excelente ILB, e, quando está saudável (infelizmente não sempre) é – está sim ficando repetitivo – um dos melhores da liga. Já do lado de fora, o ancião James Harrison é certeza de sólidas atuações. Na mesma posição, espera-se que as escolhas de primeira rodada Bud Dupree (em 2015) e TJ Watt (em 2017) contribuam pressionando os QBs adversários.

Parece que foi ontem.

Por fim, a secundária é o grande calcanhar de aquiles, não só da defesa, mas de todo time. E antes que algum torcedor clubista vá discordar, é só olhar para as movimentações recentes, que deixam isso bem claro. Insatisfeitos com seus jogadores, diretoria e comissão técnica fizeram uma boa reformulação no grupo, a poucos dias do início da temporada: o CB Ross Crockell foi enviado para os Giants por um McLanche Feliz; o CB Joe Haden foi contratado; e ainda foi feita uma troca, envolvendo dois pirulitos, para adquirir o S JJ Wilcox. Além deles, restam na unidade, com pedigree, apenas o CB Artie Burns, escolha de primeira rodada em 2016, e o S Mike Mitchell.

Palpite: Pittsburgh tem um grupo ofensivo extremamente explosivo e talentoso, mas que pode desmoronar por conta de lesões ou da maconha. Como são muitas as peças, acreditamos que o ataque carregará uma defesa mediana até o dia que encontrarem uma defesa inspirada, e que pode ou não pode ser o New England Patriots. De toda forma, não achamos que o que o time tem é o suficiente para chegar ao Super Bowl.

 

Top Pick Six #1: os 15 melhores WRs da NFL

Rankings. Nós amamos rankings. Por mais que eles não signifiquem muita coisa (NADA), é sempre legal termos rankings para nos apegarmos. Quem é o melhor QB da história? Qual foi o melhor Super Bowl já disputado? Qual a recepção mais milagrosa? Enfim, rankings! Pensando nisso, resolvemos nos perguntar: atualmente quem são os melhores jogadores nas principais posições da NFL?

Encabeçando uma série de rankings que faremos (WR, CB, TE, DE, RB, S, K e LB), vamos abrir com os wide receivers. A NFL já teve grandes nomes da posição, como o lendário Jerry Rice, o monstro Michel Irvin, os falastrões Chad Ochocinco e Terrell Owens e outros gênios da posição, como Randy Moss, Marvin Harrison, Isaac Bruce e Torry Holt.

Ao todo oito pessoas fizeram uma lista com seus 15 melhores WRs que devem estar na temporada de 2017. Não é uma lista que contém os 15 melhores do ano passado. Não é uma lista contendo os 15 melhores para o futuro da franquia. É uma lista com os 15 melhores, com jogadores essenciais e que podem fazer a diferença para seus times agora.

Para confecção do ranking se o jogador estava na posição 1, lhe atribuí 1 ponto. Na posição 2, 2 pontos, e assim sucessivamente. Se o jogador não apareceu na sua lista, atribuí 16 pontos. O jogador com menos pontos, em média, (soma dos valores dividido pelo total de votos) ficou em primeiro lugar e assim por diante. É possível verificar as somas na tabela ao final desta coluna.

Participarão da formulação dos rankings semanais:

Integrantes do Pick Six: Cadu, Digo, Ivo, Murilo e Xermi.

Duas pessoas referência na internet quando o assunto é NFL e que, diferente de nós, realmente sabem o que falam sobre football: Felipe, do @oQuarterback e Vitor, do @tmwarning.

– E um leitor convidado por ranking!

Embaixo dos nomes dos jogadores, coloquei a ordem que cada um de nós classificou este jogador. Caso ele não esteja no top 15 de alguém, um traço está no lugar. A ordem é Xermi, Digo, Cadu, Murilo, Ivo, Felipe, Vitor e Henrique. Vamos ao que interessa!

15° Doug Baldwin
10 | – | 15 | – | – | 8 | 15 | –
Time: Seattle Seahawks
Idade: 28 anos
Draft: 2011, Undrafted
College: Stanford
2016 stats: 16 jogos, 94 recepções, 1128 jardas, 7 TDs

Baldwin é um dos melhores valores que estão no elenco dos Hawks. Jogador que não foi draftado, mas que soma boas temporadas pelo time de Seattle, Doug tem sido fundamental nas boas campanhas de sua equipe. Mesmo o time não lhe dando muitas oportunidades – Russell Wilson não é conhecido por ser um cara que sempre passa pra muitas jardas, além do esquema ter sempre sido focado no jogo terrestre – Baldwin é peça chave no elenco de Pete Carroll e teve participação direta nas duas finais que seu time fez nos últimos anos. É, com certeza, um dos principais alvos de Russell Wilson.

14° Jarvis Landry
– | – | – | 11 | 8 | 14 | 11 | 15
Time: Miami Dolphins
Idade: 24 anos
Draft: 2014, round 2, pick 63
College: LSU
2016 stats: 16 jogos, 94 recepções, 1136 jardas, 4 TDs

Talvez eu, Digo e Cadu não tenhamos incluído Landry em nossos rankings por ele não ter conseguido fazer grandes temporadas, o que era esperado de um jogador de sua categoria. O amiguinho de Odell poderia se dar melhor em outro time, e vem sofrendo com os jogos fracos de seu QB Ryan Tannehill. De qualquer forma, ficou válida a décima quarta posição para o campeão do torneio de Best Hands do Pro Bowl. Com um pouco mais de ajuda se seus companheiros de equipe, pode chegar no top 10 em 2017.

Pena que joga com o Tannehill.

13° Alshon Jeffery
– | 8 | 10 | 14 | 11 | – | – | –
Time: Chicago Bears
Idade: 26 anos
Draft: 2012, round 2, pick 45
College: South Carolina
2016 stats: 12 jogos, 52 recepções, 821 jardas, 2 TDs

Esse é um dos que mais discordo de meus colegas votantes. Talento puro, mas não demonstra. Lesões atrás de lesões atrapalham muito a carreira de Jeffery. Sem contar os quarterbacks de seu time, que não são lá essas coisas (Jay, cof, cof, Cutler). Em todo caso, até aceito que coloquem ele no ranking, mas em oitavo não dá, Digo! Talvez eu me engane, mas acredito que Jeffery é um desses atletas que teve uma ou duas boas temporadas e não se recupera mais. Veremos agora, já que provavelmente ele irá para outro time na free agency, se eu, Felipe, Vitor e Henrique mandamos muito mal de não colocá-lo em nossos rankings, ou se estávamos certos e meus colegas de site errados.

TOP PICK SIX #2: Os 15 melhores CBs da NFL

12° Allen Robinson
9 | 6 | 11 | – | – | – | – | –
Time: Jacksonville Jaguars
Idade: 23 anos
Draft: 2014, round 2, pick 61
College: Penn State
2016 stats: 16 jogos, 73 recepções, 883 jardas, 6 TDs

De mito em 2015 para bust em 2016, essa é a história de Allen Robinson por enquanto. Jogou demais pelos Jaguars há 2 anos, porém na temporada passada deixou a desejar, muito por conta da fraca performance de Blake Bortles, o que pode ter pesado para 5 dos 8 votantes não terem o incluído em seus rankings. Muitos associaram o fracasso de Bortles ao esquema de jogo, até por isso houve substituição na comissão técnica. Com um novo head coach na cidade, a esperança é de que, por fim, o Jaguars volte a ser um time competitivo. Se isso acontecer, e pelo visto poucos acreditam que seja possível, o jogador de 23 anos será um dos principais responsáveis. Atleticismo e talento ele já mostrou que tem!

11° Amari Cooper
15 | – | 9 | 12 | 13 | 10 | 13 | 10
Time: Oakland Raiders
Idade: 22 anos
Draft: 2015, round 1, pick 4
College: Alabama
2016 stats: 16 jogos, 68 recepções, 1153 jardas, 4 TDs

Cooper teve uma temporada de calouro excelente, porém ano passado caiu de produção. Isso é o mais estranho, visto que o time do Raiders melhorou muito, fez uma campanha sensacional, com um QB que jogou muito. Por isso acredito que Cooper caiu muito nos rankings, mas não me surpreenderia se ele subisse no próximo ano. Derek Carr é a nova cara da franquia e, se não fosse sua lesão no fim da temporada, o time poderia ter ido mais longe. A tendência é que Cooper melhore cada vez mais, elevando seu jogo ao nível dos grandes nomes da posição nos próximos 2/3 anos.

10° Larry Fitzgerald
11 | – | – | 15 | 10 | 12 | 9 | 7
Time: Arizona Cardinals
Idade: 33 anos
Draft: 2004, round 1, pick 3
College: Pittsburgh
2016 stats: 16 jogos, 107 recepções, 1023 jardas, 6 TDs

Uma baita injustiça por parte dos meus colegas Digo e Cadu. Larry é um dos melhores WRs da história, com certeza vai pro Hall da Fama. OK, mas o ranking é pra 2017… Mesmo assim, Larry deveria estar nele. Em 2016 ele liderou a NFL em recepções com 107, mesmo já tendo 33 anos. Em fim de carreira, Fitz pensou em se aposentar, mas resolveu retornar pra mais uma temporada com os Cardinals. Os pássaros do Arizona devem ter um ano melhor em 2017 do que o que tiveram em 2016, quando eram considerados favoritos na conferência e acabaram tendo uma temporada decepcionante.

09° DeAndre Hopkins
8 | 7 | 7 | 9 | 12 | 13 | 4 | 14
Time: Houston Texans
Idade: 24 anos
Draft: 2013, round 1, pick 27
College: Clemson
2016 stats: 16 jogos, 78 recepções, 954 jardas, 4 TDs

Coitado desse garoto. Um talento nato, que vai se perdendo por conta de um QB horrível (leia-se Brock Osweiler / Edward Cullen). De qualquer forma, Hopkins é bom demais para ser deixado de fora de qualquer ranking de WRs. As recepções sensacionais de Hopkins nos últimos dois anos fizeram os torcedores dos Texans não sentirem saudades do grande Andre Johnson. Esperamos que Bill O’Brien ache uma luz no fim do túnel e consiga um QB decente para Houston (Romo?), aí poderemos ver mais deste grande talento que é DeAndre Hopkins.

08° T.Y. Hilton
6 | 10 | 8 | 8 | 9 | 11 | 8 | 12
Time: Indianapolis Colts
Idade: 27 anos
Draft: 2012, round 3, pick 92
College: Florida International
2016 stats: 16 jogos, 91 recepções, 1448 jardas, 6 TDs

Difícil jogar contra os números de Hilton em 2016. Atuou em todos os jogos e, de quebra, foi o líder em jardas recebidas da temporada. Jogando em um ataque explosivo junto com Andrew Luck, Hilton só não foi melhor porque o Colts tem uma linha ofensiva de papel, o que acarreta em pressão excessiva em seu QB e, por consequência, menos recepções e jardas para ele. De qualquer forma, acredito em nova boa temporada de T.Y., que a cada ano que passa mostra que foi uma baita escolha no draft de 2012, quando os Colts usaram apenas uma escolha de terceiro round para drafta-lo. Com a saída de Ryan Grigson, espera-se um melhor draft por parte do time de Indianapolis e, com isso, melhora na linha ofensiva que tanto atrapalha esse time recheado de talentos.

“Beijos, Brad Wells”.

07° Jordy Nelson
12 | 12 | 12 | 5 | 7 | 7 | 6 | 9
Time: Green Bay Packers
Idade: 31 anos
Draft: 2008, round 2, pick 36
College: Kansas State
2016 stats: 16 jogos, 97 recepções, 1257 jardas, 14 TDs

Opiniões diferentes aqui nesse ranking, comigo, Digo, Cadu e Henrique colocando Nelson mais abaixo, e Murilo, Ivo, Felipe e Vitor mais acima. Acredito que meus outros 3 colegas que também colocaram Nelson mais abaixo acham que muito do talento dele vem de seu QB, Rodgers, que faz qualquer um estar apto a receber uma bola. Sabemos que não é assim, tão óbvio, e que Nelson tem talento. Mas para estar no top 5, o jogador tem que ser mesmo muito bom (indireta para excesso de clubismo). Agora  veremos o que acontece, a idade pode pesar e o jogador passou por lesões nas duas últimas temporadas.

06° Mike Evans
4 | 9 | 3 | 7 | 5 | 5 | 10 | 5
Time: Tampa Bay Buccaneers
Idade: 23 anos
Draft: 2014, round 1, pick 7
College: Texas A&M
2016 stats: 16 jogos, 96 recepções, 1321 jardas, 12 TDs

Um dos principais nomes de 2016, Mike Evans jogou muito. Temos que tirar o chapéu para este garoto que é um dos melhores em sua posição. Acho que o Digo e o Vitor estão loucos de colocá-lo em nono e décimo, e arrisco dizer que o Murilo também está louco de deixá-lo em sétimo. Evans é uma máquina, ganha jogadas em double coverage, é rápido, forte e habilidoso. Com certeza vai figurar no top 5 por muito tempo. Com a evolução do jogo de Jameis Winston, seu QB, ele pode melhorar ainda mais. Não espero nada menos que uma nova temporada de mais de mil jardas e dez touchdowns para 2017.

05° Dez Bryant
7 | 4 | 6 | 6 | 4 | 6 | 7 | 6
Time: Dallas Cowboys
Idade: 28 anos
Draft: 2010, round 1, pick 24
College: Oklahoma State
2016 stats: 13 jogos, 50 recepções, 796 jardas, 8 TDs

Não fossem as lesões, Dez poderia até estar ranqueado mais alto. Porém há algum tempo ele já vem sofrendo com isso, perdendo jogos durante a temporada e prejudicando seus números com a camisa dos Cowboys. Mas mesmo com essas lesões, Dez tem tudo pra fazer um grande ano em 2017. Se ficar saudável, arrisco dizer que entra no top 3. Isso porque o Cowboys achou um excelente QB em Dak Prescott e, com a atenção das defesas focada em parar o jogo corrido de Ezekiell Elliott, Bryant pode sobrar. Nenhuma loucura aqui, acredito que os oito votantes deste ranking estão corretos em suas posições quanto à Dez Bryant.

TOP PICK SIX #3: Os 15 melhores TEs da NFL

04° A.J. Green
5 | 5 | 5 | 3 | 3 | 4 | 3 | 2
Time: Cincinnati Bengals
Idade: 28 anos
Draft: 2011, round 1, pick 4
College: Georgia
2016 stats: 10 jogos, 66 recepções, 964 jardas, 4 TDs

A.J. Green é a primeira unanimidade no top 5 e ele merece estar aqui. Não fosse a lesão que sofreu no fim da temporada, Green teria tido sua sexta temporada seguida com mais de mil jardas recebidas. Apesar de Andy Dalton não ser nada demais, ele também não compromete. Mestre em conexões longas, Green deve se recuperar bem na offseason e voltar a ter mais um ano bom, acima de mil jardas recebidas, Pro Bowl nas costas e talvez uma volta dos Bengals aos playoffs – para, claro, passar vergonha em janeiro.

03° Odell Beckham Jr
3 | 1 | 2 | 4 | 6 | 3 | 5 | 4
Time: New York Giants
Idade: 24 anos
Draft: 2014, round 1, pick 12
College: LSU
2016 stats: 16 jogos, 101 recepções, 1367 jardas, 10 TDs

O que falar deste gênio do football? Odell, apesar de momentos “chilquentos”, é um tremendo jogador. Não à toa Digo o colocou como o WR número 1. Cadu deixou o clubismo de lado e o colocou como número 2. O fato é que as recepções incríveis de Odell, com uma mão só, acabam por vezes mascarando o quão bom esse jogador é. Rotas precisas, velocidade e atleticismo são só algumas das suas qualidades. O futuro da franquia está aqui. Eli Manning é um bom QB, mas já em fim de carreira. Isso deve fazer o Giants procurar um novo QB logo, pois seria um desperdício ter um talento como esse jogando com QBs ruins.

Peguei.

02° Julio Jones
2 | 2 | 1 | 2 | 1 | 2 | 2 | 3
Time: Atlanta Falcons
Idade: 28 anos
Draft: 2011, round 1, pick 6
College: Alabama
2016 stats: 14 jogos, 83 recepções, 1409 jardas, 6 TDs

Julio é a única unanimidade no top 3 e isso fez com que a ele fosse agraciada a segunda posição deste ranking. Não é pra menos: as recepções milagrosas que ele fez no Super Bowl deixaram qualquer um de boca aberta. Um acerto na mosca dos Falcons no draft de 2011, Jones vem sendo, desde que entrou na liga, uma das estrelas de seu time. Com a evolução e amadurecimento de Matt Ryan, o time do Falcons se tornou uma poderosa máquina ofensiva que, pelo ar, chega a dar pena dos adversários. Pra 2017, acredito em mais uma boa temporada de Jones e dos Falcons.

TOP PICK SIX #4: OS 15 MELHORES LBS DA NFL

01° Antonio Brown
1 | 3 | 4 | 1 | 2 | 1 | 1 | 1
Time: Pittsburgh Steelers
Idade: 28 anos
Draft: 2010, round 6, pick 195
College: Central Michigan
2016 stats: 15 jogos, 106 recepções, 1284 jardas, 12 TDs

O único jogador que levou cinco votos pra número 1, tem que acabar o ranking no topo. Antonio Brown é um monstro e todos sabemos. Uma verdadeira steal no draft de 2010, Brown foi selecionado apenas no sexto round, na pick 195. Um jogador versátil, com precisão invejável, ele vem ajudando os Steelers a se manterem no topo. É outro que pode sofrer caso Big Ben se aposente, mas acredito que Ben ainda volta pra essa temporada e Brown terá pelo menos mais um ano fenomenal, com Pittsburgh novamente nos playoffs.

Algumas curiosidades:

– 3 jogadores foram unanimidade no top 5 (Brown, Jones, Green);

– Apenas 1 jogador foi unanimidade no top 3 (Julio Jones);

– 9 jogadores são comuns aos 8 rankings (Brown, Jones, Beckham, Green, Bryant, Evans, Nelson Hilton, Hopkins);

– Um total de 23 jogadores diferentes foram citados, veja na tabela final abaixo;

– O top 15 contempla 9 jogadores da NFC e 6 da AFC;

– 8 jogadores foram escolhas de primeiro round em seus drafts (Jones, Beckham, Green, Bryant, Evans, Hopkins, Fitzgerald, Cooper);

– Somente dois são campões do Super Bowl (Nelson e Baldwin – já Julio Jones foi por apenas três quartos);

– DeAndre Hopkins é o jogador que aparece com maior diferença de posição (10) entre dois rankings: 14° pelo Henrique e 4° pelo Vitor;

– Antonio Brown foi o jogador mais citado como número 1, em 5 dos 8 rankings;

– Apenas dois times, Broncos e Jets, tiveram 2 jogadores citados: Thomas/Sanders e Marshall/Decker. Nenhum dos 4 está entre os 15 melhores;

– Ficaram fora do top 15, em ordem: Brandon Marshall (NYJ), Julian Edelman (NE), Demaryius Thomas (DEN), DeSean Jackson (WAS), Sammy Watkins (BUF), Emmanuel Sanders (DEN), Eric Decker (NYJ), Stefon Diggs (MIN);

– 21 dos 32 times da liga tem jogadores nos rankings. Não foram citados jogadores de: BAL, CLE, TEN, KC, SD, PHI, DET, CAR, NO, STL, SF;

– Todos os atletas citados são milionários!

Confira todos os votos do nosso “colegiado”:

Uma turminha do barulho: não tente duvidar destes caras

Há uma convenção, espécie de contrato de social, entre time e torcedores, pautada pela velha máxima: não importa como você comece, desde que termine bem. E independente do que aconteça diante do New England Patriots, o Pittsburgh Steelers certamente terminará a temporada 2016-2017 bem. É o clássico caso em que a entrega já saiu melhor que encomenda, afinal, em um mês de agosto já relativamente distante, não havia consenso até onde esta equipe poderia chegar.

Hoje, contando com dois dos melhores jogadores ofensivos da NFL, um quarterback bicampeão do Super Bowl e um treinador que, concordem ou não, tem em si três toneladas de confiança, Pittsburgh é muito mais que um azarão.

Contra o tempo?

Vencer New England no Gillette Stadium é algo em que os Steelers, historicamente, não tem tido êxito. Consideremos ainda que eles estão indo a um lugar onde Bill Belichick e o New England Patriots têm uma campanha 16-3 nos playoffs, incluindo um 4-1 em finais da AFC. Pese ainda o fato de que Pittsburgh teve uma semana a menos de descanso e enquanto suava litros de sangue contra o Chiefs, New England cozinhava o Texans – ou você realmente acreditou que em algum momento Brock Osweiler fosse capaz de fazer algo?

Uma eventual derrota, porém, traria um significado simples, e não seriam necessárias análises quilométricas para compreender que, por enquanto, os Patriots são melhores que eles – qual a novidade, já que costumeiramente New England tem sido melhor que toda a liga? Não seria o fim do mundo.

E é aqui que reside o maior legado desta temporada para o Pittsburgh Steelers: não estamos diante da última chance de Tomlin e Roethlisberger vencerem o Vince Lombardi. A janela de tempo, na verdade, se abriu e para as próximas temporadas eles já entram em campo como favoritos à AFC: o ataque, já assustador, tem uma gama de possibilidade inexploradas para se tornar ainda melhor, enquanto o sistema defensivo, responsável por diversos calafrios nos torcedores nas últimas temporadas, neste ano provou que está sendo reconstruído de maneira eficiente por Kevin Colbert (GM) e Keith Butler (DC).

Claro, há questões a serem consideradas: Big Ben naturalmente não está ficando mais novo e toda vez que um QB avança pela casa dos 30 anos começam a surgir sinais de queda de produção. Mas você olha para Roethlisberger e tem certeza que lhe restam ao menos mais três ou quatro temporada em alto nível. Algo difícil de imaginar para Tom Brady, cinco anos mais velho. Sim, estamos duvidando de Brady, então provavelmente quebraremos a cara – mas esta é outra história.

Tudo isto nos mostra que tanto Tomlin como Big Ben terão outra chance de vencer, que está não é a última chance de ambos. O que não significa que eles não podem fazer isso também neste ano.

Você ainda não viu o melhor deste ataque

A OL se tornou mais sólida e já é uma das mais consistentes da NFL, algo ótimo para um QB como Roethlisberger, que ao longo de sua carreira aprendeu a não ter medo de ser triturado fisicamente pelos adversários. Atrás dela LeVeon Bell foi um dos melhores jogadores da liga e a cada jogo percebemos que sim, apesar de números já absurdos, ele pode fazer muito mais.

Além disso, ainda há janelas para Big Ben encontrar soluções que não atendam pelo nome de Antonio Brown; é claro que alguém com o talento de Brown será o principal alvo, mas também é consenso que Roethlisberger, ao longo de sua carreira, sempre fabricou ótimos alvos secundários, o que não aconteceu com a mesma proporção nesta temporada: Jesse James ainda engatinha enquanto luta contra o legado de Heath Miller; Ladarius Green recebeu 20 milhões de dólares para passar nove semanas no departamento médicos esquentando suas havaianas; Eli Rodgers e Sammie Coates por vezes ainda pecam pela inexperiência e Martavis Bryant está ocupado demais estudando o mercado de ervas medicinais.

A pós-temporada é o momento perfeito para Big Ben garantir o próximo contrato milionário de algum ser humano ainda em busca de sua real vocação. E se algum recebedor secundário aproveitar efetivamente toda a atenção que Brown atrai, Big Ben tornará o ataque aéreo dos Steelers melhor. E ainda há Le’Veon Bell que, enfim, sem nenhuma frescura de snap count por parte de Pittsburgh, sabemos que irá correr 40 vezes por jogo e o adversário que lide com esta bomba.

A oitava arte

Recentemente discutimos a relação entre esporte e arte e, bem, de qualquer forma, se poucos conseguem criar formas de expressão artística, qualquer pessoa digna de talento pode transformá-la. Existiram, claro, grandes atrizes antes de Meryl Streep, mas apesar de “Mamma Mia”, é inegável que a Meryl de “Sophie’s Choice” e “Kramer vs Kramer” trouxe sua própria revolução pessoal dentro do gênero, dando origem a um novo estilo e moldando as próximas gerações de atrizes. O que Le’Veon Bell está fazendo não é assim tão diferente; é como se ele levasse o balé a um campo de football.

Nesta temporada, Le’Veon se tornou o primeiro jogador da história da NFL com uma média superior a 100 jardas corridas e 50 jardas recebidas por partida e elevou a posição a um outro patamar! Contra Kansas City, no Divisional Round, foram incríveis 170 jardas.

Hoje, ninguém compreende como efetivamente Bell consegue encontrar espaços em todas as tentativas, encontrar o corte perfeito no instante de tempo exato em que poderá lhe proporcionar 5 ou 6 jardas extras. É um jogador que está redefinindo o que é ser um running back.

Não sei se vi algum RB como ele durante minha carreira ou mesmo voltando no tempo para estudar caras que jogaram antes de mim”, disse LaDainian Tomlinson, ex-RB de Chargers e Jets e atualmente comentarista da NFL. “Nunca vi alguém parar completamente tudo que ele pode fazer”, completou.

Durante a temporada regular, em apenas 12 partidas, Bell terminou com mais de 1800 jardas totais e nove touchdowns – em dois jogos de playoffs já foram 337 jardas, recorde para as duas primeiras partidas de um jogador na pós-temporada. Se o Steelers está atrás do Vince Lombardi, talvez Bell seja o melhor caminho: quando Le’Veon se aproxima da linha de scrimmage, ao mesmo tempo em que pode parecer que ele está esperando por uma abertura, na verdade ele pode estar tentando criar espaços. E nesse instante de hesitação, Bell influencia as decisões de todo o sistema defensivo adversário, que se torna incapaz de ler o que irá acontecer.

Bell também transpôs o que é ser um quarterback para sua posição: QBs geniais tem um relógio mental em perfeita sincronia, que lhes permite saber o instante em que a bola deve ser lançada, ou o momento em que não é mais possível permanecer no pocket e é preciso encontrar uma alternativa. Le’Veon possui o mesmo relógio, que lhe permite saber a fração de momento em que ele deve se chocar contra a parede, fazer um corte ou dar a explosão final. “Ele é único porque sua mente lhe dá a capacidade de esperar mais tempo”, diz Tomlinson. “Acredite: você não pode aprender ou desenvolver isso”.

A melhor dupla surgida desde Bruno & Marrone.

Canivete suíço

Antonio Brown é o mais próximo que um WR da NFL contemporânea esteve da perfeição: a defesa não pode recuar e ceder espaço porque ele é extremamente veloz; por outro lado, também não pode marcá-lo de perto, porque simplesmente não existe um CB capaz de acompanhá-lo pelo tempo necessário. Brown é ainda incrível em rotas curtas e após a recepção, correndo, é tão eficaz quantos os melhores RBs. Mas por incrível que pareça o grande trunfo de Antonio Brown surge quando ele é ‘humano’: se quando está em sinergia ele é imparável, quando algo dá errado, ele é capaz de encontrar soluções e ainda sim ser um dos WRs mais difíceis de ser marcado. A “culpa”, claro, também é de Big Ben

Antonio e Roethlisberger treinam semanalmente o que farão quando algo sai do planejado. Para Brown, a solução para quando algo não está no script é simples: voltar ao campo de visão de seu QB. “Você sabe onde seus olhos estão indo, então você só precisa saber como chegar a frente deles. A melhor coisa de jogar com Ben é que você sabe que ele não irá morrer facilmente, então você nunca desiste de suas rotas”, disse o WR.

Por tudo isso, Brown é um alvo constante, 150, 160 vezes por temporada. Então para os adversário, tentar marcá-lo torna-se um looping eterno: a cada snap você precisará estar de olho nele. Acrescente ainda como bônus o fato de Antonio ser canhoto, o que traz uma gama de ângulos diferentes em que ele pode agarrar passes – um terror para qualquer marcador.

É evidente que já há alguns anos a NFL está vivendo um período propício ao jogo aéreo, com talentos abundantes e esquemas que facilitam este estilo, e poucos tem aproveitado esta oportunidade no espaço-tempo da evolução do esporte como Antonio Brown.

Ele é ainda uma estrela em franca ascensão: tem seu próprio programa de entrevistas no site do Steelers, estrelou diversos comerciais para Pepsi e Madden e ainda se aventurou no Dancing With Stars. Onde Brown irá parar? Bem, em uma tarde quente de agosto, durante a preparação para temporada, um torcedor bradou para ele parar de retornar punts, afinal é um dos principais jogadores do time. “Foda-se”, respondeu o WR. “Eu posso fazer tudo”.

Hang loose.

Reconstruindo uma cortina

É claro que o sistema defensivo atual dos Steelers ainda está longe do que foi aquele que um dia foi apelidado de “Cortina de Ferro”. Mas qualquer reconstrução, começa obrigatoriamente pelos primeiros tijolos, aqueles que solidificam qualquer construção. E para Pittsburgh eles são o CB Artie Bruns, o S Sean Davis e o LB Bud Dupree.

Burns tornou esta defesa viável contra o passe e parece melhorar a cada semana; já Davis foi nomeado rookie defensivo dos Steelers na temporada e Dupree transformou o pass rush da equipe, até então próximo do deprimente. É uma unidade com talento, que está encontrando, dentro de suas limitações, um estilo de jogo próprio e eficaz.

Mas o grande nome deste sistema é James Harrison. Contra o Chiefs, Harrison foi perfeito: foram seis tackles (três deles para perda de jardas), dois QB hits e o único sack da equipe na partida. O melhor momento, porém, aconteceu quando o relógio marcava três minutos para o fim: como um caminhão sem freio ele pressionou o T Eric Fisher, induzindo-o a um holding durante a conversão de dois pontos. A nova tentativa teria então uma distância de 12 jardas e todos sabemos que Alex Smith é mentalmente incapaz de ter sucesso nestas condições.

Harrison passou pela NFL Europa em 2007, foi dispensado pelo próprio Steelers em 2013 e dos Bengals em 2014, aposentou-se para ressurgir das cinzas e ser fundamental para sua equipe. E enquanto os holofotes estão em Brown, Bell e Big Ben e em todo o dinamismo deste ataque, foi Harrison e a defesa que venceram um jogo de playoffs em que o Steelers não marcou nenhum TD: em 87 partidas de pós-temporada, só 6 times conseguiram sair vencedores sem entrar na endzone.

É o tipo de partida que vimos a “Cortina de Ferro” ganhar diversas vezes. É o tipo de disputa que vimos Harrison vencer em várias oportunidades em seu auge. Eles precisarão disso contra os próximos adversários que cruzarem seu caminho. E talvez vencer o Patriots em Boston seja humanamente impossível. Mas a verdade é que James Harrison está longe de ser humano. 

O Heinz Field sentirá muita saudade da sua própria cortina de ferro

“Ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos”, a mais antiga verdade da NFL (junto com “on any given Sunday…”) provavelmente será a grande responsável pelo fracasso dos Steelers essa temporada – sim, esse texto já começa com conclusões precipitadas.

O fato é que esse time dos Steelers lembra muito aquele Colts dos bons anos desperdiçados de Peyton Manning: um ataque incrível que encantará a NFL durante a temporada regular e uma defesa cujos dois únicos dois bons jogadores são os defensive ends, inevitavelmente pipocando na hora da verdade dos playoffs – vide a derrota para os Broncos na temporada passada, que fez o head coach Mike Tomlin chorar.

Tomlin que tem grande culpa na decadência da sua defesa, pela dispensa do antigo (ênfase em antigo) coordenador defensivo Dick LeBeau, que apesar de realmente já não ser mais o mesmo, bem, não precisou mais que um jogo para que se notasse sua falta: impossível esquecer o papel ridículo que fez a defesa de Pittsburgh no jogo de abertura de 2015.

Para a sorte (ou azar) de uma das maiores torcidas da NFL, o outro lado do time é mais do que capaz de iludi-la durante a temporada regular e carregar esse peso morto que chamam de defesa). Ben Roethlisberger e Antonio Brown (1834 jardas, 10 TDs somente na temporada regular) são provavelmente a melhor dupla QB-WR da NFL no momento (Eli-Beckham podem querer disputar, mas como eles não vão aos playoffs não importam muito) e dói pensar em quão melhores eles poderiam ser não fosse a dupla de idiotas formada por Martavis Bryant e Le’Veon Bell.

1BellBrown juntos

Bell, Brown e Big Ben. O ataque dos sonhos nunca jogou um jogo inteiro junto.

Primeiro a notícia boa

Começamos lembrando que Big Ben lançou para 3938 jardas em 2015, ficando na 14ª colocação na NFL, em apenas 469 tentativas e 12 jogos (11 como titular). Se igualássemos suas tentativas às 661 de Philip Rivers (2º na NFL em número de jardas lançadas), Roethlisberger lançaria para incríveis 5550 jardas, que bateriam o recorde da NFL. Sem um bom running back para os quatro primeiros jogos nem uma boa defesa para os 16, desde que se mantenha medianamente saudável (jogar machucado é bastante rotineiro para ele), talvez o recorde de jardas lançadas não seja uma proposta irreal para o quarterback.

E falando em ter pouco apoio no backfield, não cansaremos de repetir que Le’Veon Bell é um idiota determinado a atrapalhar todos no fantasy football. Após uma temporada de mais de 2000 jardas totais em 2014, Bell foi suspenso pelas duas primeiras partidas de 2015 após ser preso por posse de maconha. Em 2016, ele perderá quatro por não ter se apresentado a um teste de drogas – procedimento padrão da NFL para controlar infratores.

De qualquer forma, Bell é um sério candidato (ou talvez já seja) a melhor RB da NFL e de voltar a produzir as mesmas 2000+ jardas, já que é capaz de participar do jogo aéreo, ao contrário do principal concorrente Adrian Peterson; tudo o que tem que fazer é deixar de idiotices e prejudicar o seu time com jogos de DeAngelo Williams como titular (907 jardas e 11TDs ano passado entre suspensão e lesão de Bell, mas já com 33 anos e provavelmente perto de parar de produzir).

E entre talentosos e idiotas, também impossível deixar de observar o que faz (ou deixa de fazer por “abuso de substâncias”) o WR Martavis Bryant, 154 jardas contra Denver nos playoffs após voltar da suspensão de quatro jogos. Entretanto, como reincidente, recebeu uma punição de no mínimo uma temporada para 2016 (e a ameaça de nunca mais jogador futebol americano profissional se não andar na linha).

Pelo menos os Steelers terão opções e competição para seu lugar: Markus Wheaton e a estrela da pré-temporada Sammie Coates, depois de uma temporada inicial de mais aprendizado que jogo. E esses dois ainda disputarão a condição de “segundo alvo favorito” com o novo TE Ladarius Green, que fez grandes apresentações substituindo Antonio Gates em San Diego e foi trazido para substituir o eterno alvo de segurança de Roethlisberger, o agora aposentado Heath Miller.

Por fim, como mais da metade de times da NFL, Pittsburgh tem problemas na sua linha ofensiva. O LT Kelvin Beachum trocou o time por um clima melhor em Jacksonville e seu substituto é o pouco confiável, veterano da Guerra do Afeganistão, Alejandro Villanueva – que já demonstrou dificuldades na tarefa de proteger o lado cego de Big Ben em 2015.

Além disso, apesar de contar com uma boa proteção anterior, inclusive com o Pro Bowler David DeCastro, o time precisa rezar na esperança de que o C Maurkice Pouncey, um dos melhores da posição, consiga voltar a ter uma temporada saudável.

E agora a notícia ruim

Os DEs Cameron Heyward e Stephon Tuitt (14 sacks entre os dois) e os LBs Ryan Shazier e Bud Dupree. Aí acaba a lista de jogadores que seriam titulares absolutos em mais da metade das defesas da NFL, isso quando não estiverem desajeitados ou executando uma jogada mal planejada pelo coordenador defensivo. Para um time que já foi respeitado como uma defesa intransponível, é muito pouco.

Inclusive, parte daquela temida defesa dos anos 2000 ainda está no elenco. James Harrison (5 sacks em 2015) parece eterno do alto dos seus 38 anos, e ainda é importante para o time especialmente porque Jarvis Jones não justificou todo o hype recebido no draft de 2013 e não consegue assumir a titularidade como pass rusher oposto a Bud Dupree. Outro eterno dos “bons tempos”, que completa esse grupo de linebackers, é Lawrence Timmons (77 tackles e mais 5 sacks em 2015).

Cincinnati Bengals v Pittsburgh Steelers

38 anos e aquela vontade de garoto de agredir adversários.

A situação da defesa é complicada, mas ao contrário dos Colts de Manning (e provavelmente o de Luck também), não podemos culpar o GM Kevin Colbert por não tentar, como mostram suas três primeiras escolhas no draft de 2016 (inclusive, Colbert só escolheu jogadores ofensivos na primeira rodada em 2010 e 2012, e foram dois OLs).

Agora, Javon Hargrave (na terceira rodada) foi trazido para ocupar de imediato a posição de nose tackle entre Tuitt e Heyward, substituindo Steve McLendon, que tampouco teve um bom 2015.

Já o CB Artie Burns e o S Sean Davis foram as duas primeiras escolhas, em uma tentativa de melhorar uma secundária que cedeu 4661 jardas (30ª na NFL) no ano passado. O problema é que, enquanto Davis deve ser imediatamente titular ao lado de Mike Mitchell, Burns foi escolhido mais pelo seu potencial físico e deve passar por um período de adaptação antes de ser confiável (pense em Trae Waynes nos Vikings ano passado). Enquanto isso, o time dependerá de Ross Cockrell, que tem dificuldades nos tackles apesar de cobrir bem, e do também veterano e decadente William Gay para cobrir os WRs adversários. Enfim, estamos diante do roteiro de um pesadelo.

Palpite: Esse ataque é maravilhoso, não há dúvidas. O problema é que a NFL também está cheia de grandes ataques e muitos deles estão no caminho dos Steelers. Se ganhar TODAS as partidas dentro da medíocre divisão (Andy Dalton vai acabar ganhando ela de novo) poderá sonhar com os playoffs, mas acho um 8-8 mais provável. De qualquer forma, como título moral, este ataque ainda será uma bela fonte de opções no fantasy.