Fantasy Football: cinco erros mais comuns

08/ago/16


A popularização da NFL trouxe um novo vício aos fãs brasileiros: Fantasy Football. O joguinho proporciona bastante diversão e ajuda a conhecer jogadores e times diversos, mas é desejável também vencer. Nada melhor do que derrotar aquele coleguinha de liga arrogante ou ganhar o churrasco apostado – mesmo que, em alguns casos, demorem a pagá-lo. Mesmo assim, recomendamos quitar as dívidas antes do início da próxima temporada. Fica a dica, amigos.

Enfim, para alcançar a glória no Fantasy, é obrigatório tomar decisões racionais que minimizam riscos de desastre. Entretanto, fatores como ansiedade, desconhecimento, falta de preparo e excesso de clubismo podem frustrar os planos de uma temporada bem sucedida. Para ajudar quem ainda não conhece os caminhos do sucesso, selecionamos os cinco erros mais comuns, que você certamente quer evitar.

Não conhecer o sistema de pontuação da liga

Por serem totalmente customizáveis, as ligas de Fantasy podem ter diversos sistemas de pontuação. Saber exatamente como seus jogadores vão pontuar e quais são as posições mais valorizadas é o primeiro passo para um draft e uma temporada bem sucedidos. Analisar o sistema de pontuação da sua liga é fundamental para determinar quais posições ou quais tipos de jogadores são mais valorizados. Em ligas em que é adicionado um ponto extra por cada recepção (PPR), por exemplo, os WRs tendem a ser mais relevantes que RBs, que não recebem tantos passes. Com esse tipo de pontuação, RBs que tendem a estar mais envolvidos no jogo aéreo também ganham relevância. Jogadores como Danny Woodhead e Giovani Bernard são mais importantes nesse tipo de pontuação do que em ligas em que não há bonificação por recepções. Observe também a oferta/demanda: há ligas que exigem que dois QBs estejam em seu lineup titular. Em uma liga de 12 times, seriam 24 QBs sendo utilizados todas as semanas. Como há apenas 32 times na NFL, existe uma demanda por QBs muito maior que a oferta. Nesse caso, é prudente priorizar QBs no draft para evitar ter que escalar os Geno Smiths e Blaine Gabberts que há por aí. Cada liga tem sua peculiaridade. Descubra o que proporcionará vantagem competitiva ao seu time.

Considerar as semanas de bye no draft

Vai chegar aquele momento do draft em que você já draftou cerca de quatro ou cinco jogadores e começa a olhar para a coluna das semanas de bye. Você perceberá que dois de seus WRs já draftados têm exatamente as mesmas semanas de folga. Desesperado por pensar no cenário aterrorizante de não ter jogadores para escalar, você deixará de draftar o melhor WR disponível apenas porque ele também estará em bye na mesma semana que seus dois titulares. Não faça isso. Não deixe de escolher o melhor jogador disponível no momento de sua escolha somente porque ele tem a mesma semana de folga que os jogadores que já foram draftados. Acredite: lá na semana 11 seu time será completamente diferente do que você selecionou. Pelo menos, deveria ser, ou você está fazendo algo muito errado. Contusões, baixo rendimento em campo e, até mesmo, trocas no Fantasy transformarão o seu time e a preocupação que você tinha com os byes se tornará irrelevante. Então esqueça a coluna dos byes.

Draftar Kickers e Defesas/Special teams antes dos últimos rounds

Um dos erros mais comuns e bizarros no Fantasy Football é draftar kickers e defesas antes dos últimos três rounds do draft. Na ânsia de preencher o time titular, que precisa de um K e de uma D/ST, os managers acabam deixando de draftar WRs e RBs valiosos simplesmente para que seu time esteja devidamente preenchido. Acredite: a defesa do Seattle Seahawks é maravilhosa na vida real, porém no Fantasy ela é perfeitamente substituível. Defesas dependem muito mais do adversário do que de sua própria qualidade. Você prefere escalar a espetacular defesa do Denver Broncos contra o maravilhoso ataque do Arizona Cardinals, que teve média de mais de 30 pontos por jogo em 2015, ou prefere escalar uma defesa mediana, como a do New England Patriots, contra um ataque horroroso como o do Los Angeles Rams? Pode acreditar que é possível conseguir uma defesa como a do Patriots nos free agents. E ainda você terá o bônus de não ter passado algum jogador ofensivo relevante em rounds do meio do draft. Kickers não merecem nenhum tipo de argumento para que não sejam draftados cedo, porque kickers não são gente. Pergunte para um torcedor do Minnesota Vikings.

Também vale torcer para seu RB não engordar.

Também vale torcer para seu RB não engordar.

Desconsiderar propostas de troca

Há ligas em que é quase impossível que aconteça uma troca. Com medo de estar fazendo péssimos negócios ou com apego excessivo a seus jogadores, os managers não chegam nem a negociar trocas, o que elimina um dos aspectos mais divertidos de uma liga de Fantasy. Trocas são saudáveis e podem ajudar a consertar um draft equivocado ou melhorar um time que já é bom. Todos querem levar vantagem nas trocas, e é por isso que elas acontecem, mas tente enviar propostas justas que possam ao menos iniciar uma negociação. Oferecer Matt Ryan e Torrey Smith por Cam Newton e Allen Robinson é absurdo e faz com que você possa ser ridicularizado perante seus colegas de liga. Não deixe de ridicularizar o amigo que oferecer uma troca semelhante. Faça trocas, ou pelo menos negocie.

Ser clubista

Esquecer o seu time de coração talvez seja uma das tarefas mais difíceis quando se trata de Fantasy Football. Como um bom apaixonado, você vai querer ter a maior quantidade possível de jogadores do seu time. Isso não é uma boa ideia. Imagine o seguinte time: QB Aaron Rodgers, WR Jordy Nelson, WR Randall Cobb, RB Eddy Lacy, RB James Starks, TE Jared Cook, K Mason Crosby, D/ST Packers. Um torcedor do Green Bay Packers acharia lindo, mas não é. Além de ser praticamente impossível de ser colocada em prática, essa não é a forma mais inteligente de se construir um time. Imagine um dia em que o Green Bay Packers não esteja inspirado e anote apenas 10 pontos em um jogo: você provavelmente perderá. Imagine agora um dia em que Aaron Rodgers e Jordy Nelson estão on fire e, juntos, combinaram para três TDs: provavelmente seus outros Packers não terão pontuação alta e você terá sempre o seu teto de pontuação limitado. O clubismo se manifesta no Fantasy também a partir do ódio. Um torcedor do NY Giants odeia, com toda a razão, o Dallas Cowboys. O desprezo por tudo aquilo que lembra vagamente aquela estrela maldita poderá fazer com que ele perca a chance de draftar jogadores como Dez Bryant ou Tony Romo no momento certo. Controle seu ódio, amigo! Ou pelo menos tente.

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