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Semana #4: os melhores piores momentos

A cada semana que passa, percebemos que não entendemos nada sobre futebol americano. A única certeza é que a NFL continua nos brindando com momentos grotescos para manter essa coluna – uma das poucas instituições que ainda funcionam no Brasil – de pé.

1 – Começando com o pé direito (mais uma vez): o Thursday Night Football

Football Starts Here é o slogan do jogo de quinta-feira a noite. Em uma adaptação livre, acreditamos que Bad Football Starts HereO último jogo, claro, não foi diferente. Mike Glennon mostrou porque sua melhor característica como QB é ser alto.

2 – Ainda sobre jogadas estranhas de gente estranha.

Admita, Travis Kelce é, sim, um cara estranho. Estranho, mas com sorte.

3 – Jimmy Graham: até quando?

Graham é overrated, mas não é ruim. Porém os Seahawks abriram mão de um dos melhores Centers da liga (que viria a calhar no meio daquele bando de retardados que eles chamam de linha ofensiva) e de uma escolha de primeira rodada para adquiri-lo junto aos Saints.

Ele até já fez algumas jogadas aqui e acolá, mas, em meio a lesões, Jimmy também protagonizou momentos como os de domingo, em que as duas INTs de Russell Wilson foram em passes na sua direção. Veja uma delas aqui, e a outra, gerada por um drop de Graham, abaixo.

4 – Imagens que trazem PAZ.

4.1 – Eli Manning correndo

Uma mistura de tartaruga manca com tijolos nos pés. Por algum motivo, deu certo.

4.2 – Blake Bortles correndo

Sabemos que Blake não possui as melhores capacidades cognitivas do mundo, e ele deixa isso bem claro quando vai pra trombada ao invés de sair de campo. Em um universo paralelo, ele é um gênio. Ao menos foi uma oportunidade única (para ele) de fazer um defensor passar vergonha.

4.3 – Malik Hooker <3

Porque o mundo merece ver isto. Esse stiff arm foi lindo demais (o adversário morreu, mas passa bem).

4.4 – Josh McCown

Josh McCown é um game manager, eles disseram. Ele não vai estragar tudo, eles disseram.

4.5 – As definições de “totalmente livre” foram atualizadas

Acabem com o New York Football Giants enquanto ainda há tempo.

5 – Gente errada no lugar errado

Jay Cutler e Matt Ryan no Wildcat. Porque ninguém nunca pensou nisso antes?

5.1 – Motivo um: 

5.2 – Motivo dois:

6 – Os intocáveis

Algumas defesas têm dificuldades com conceitos simples, como a ideia de que, para parar uma jogada, você deve derrubar o coleguinha.

6.1 – Bilal Powell

Porque a defesa de Jacksonville é a força do time.

6.2 – Giovani Bernard

Em Alabama isso não seria um touchdown, pelo menos não intocado após não fazer nada além de correr em linha reta.

7 – Chegando ao fundo do poço – e lá encontrando uma pá.

Marquette King é divertido, mas é só um punter, e punters, por natureza, são destinados a fazer pouca coisa. Insatisfeito com a forma como as coisas são, Marquette resolveu ter seu minuto de fama. “O campo tem 100 jardas… Eu só preciso de 11… Eu consigo!”, ele deve ter imaginado.

Então decolou, por conta própria, para conseguir o 1st Down em um Fake Punt. Você já deve saber o resultado: não deu certo. Ainda descontente com o resultado, King descontou sua frustração jogando a bola no adversário. O que era pra ser um simples punt se tornou um pesadelo.

8 – Troféu Dez Bryant

Você já sabe: o troféu Dez Bryant é o único que premia aquele jogador de nome que desaparece quando você mais precisa dele.

Nessa semana, Amari Cooper com 2 recepções para 9 jardas em 8 (!!!) targets. Essa atuação inesquecível rendeu uma alfinetada em nosso Podcast e garantiu a Cooper o Prêmio Dez Bryant da semana. Parabéns, garoto!

Cena rara ultimamente.

9 – Bônus:

9.1 – O Pick Six Brasil ganha um inimigo

Porque se Josh Doctson tivesse segurado a bola não precisaríamos sortear um prêmio.

9.2 – O Pick Six Brasil ganha um amigo

Porque Blake Bortles não quer que tenhamos que sortear mais prêmios.

Você pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

PS: Gostaríamos de saber se esse modelo de post, com as imagens ao invés dos links, é mais interessante. Quem puder dar o retorno lá no Twitter será de grande valia. Amamos (mentira) todos vocês!

Semana #3: os melhores piores momentos

A semana 3 já virou história. Entenda como quiser.

Porém, ao contrário dos milhões de veículos que falaram sobre a rodada da NFL (abraço para os amigos do Jornal Nacional, em especial William Bonner, leitor frequente do site), você sabe que aqui não teremos os melhores momentos ou uma análise política do que vem acontecendo nos EUA.

Sem mais enrolações, vamos para o que de pior aconteceu na rodada!

1 – Começando com o pé direito – Los Angeles Rams @ San Francisco 49ers

Antes do jogo todos nós, especialistas, acreditávamos que seria uma pelada. Talvez a partida não tenha sido a mais técnica da história do futebol americano, mas certamente foi a mais divertida da temporada (pelo menos até então).

Mesmo vencendo o jogo, os Rams protagonizaram um show de horrores. Especificamente os Special Teams dos Rams protagonizaram um show de horrores. Foram três turnovers gerados por algo que acreditamos ser ruindade aliada a burrice extrema. Confira conosco no replay:

Tavon Austin (sempre divertido lembrar do seu salário) não conseguiu segurar um punt e a bola ficou com San Francisco. Clique aqui para ver a merda sendo feita.

O guerreiro #10 dos Rams não percebeu que era só não fazer merda que a vitória estaria encaminhada e retornou o kickoff. A bola acabou com os 49ers. Clique aqui para ver a merda sendo feita, parte II.

São necessários muitos idiotas juntos para que um Onside Kick não seja recuperado. Verifique por conta própria os responsáveis pela pataquada. Clique aqui para ver a merda sendo feita, parte III.

Devolvam o Special Teams dos Rams que aprendemos a amar e respeitar.

2 – Richard Sherman: vai chorar na cama que é lugar quente.

Sherman conseguiu algo que poucos jogadores podem se orgulhar de ter no currículo. Ele cometeu três faltas em uma mesma jogada. Sua inteligência anulou uma interceptação do próprio time e ainda catapultou o ataque dos Titans da própria linha de 44 para a linha adversária de 30 jardas. Gênio.

Durante a jogada, ele cometeu uma pass interference e, após a INT, um holding.

Não satisfeito com as marcações dos juízes, ele reclamou e foi advertido por conduta antidesportiva.

3 – O mundo está repleto de imbecis.

O título é autoexplicativo.

3.1 – Por que alguns defensores são tão idiotas?

Uma coisa que nos incomoda – e deveria incomodar você também -, é quando algum defensor é batido, mas, por algum motivo que não a ação dele próprio na jogada, o passe é incompleto. A câmera então corta para esse defensor e ele celebra como se tivesse feito algo extraordinário. Não fez.

Na jogada que separamos vemos que o CB (desconhecido para nós) está um ou dois passos atrás do recebedor, mas o passe é muito longo e o avanço é zero. Isso não impede o jovem guerreiro #20 de achar que ele fez um ótimo trabalho.

3.2 – Ainda sobre comemorações idiotas de gente imbecil.

Quanto mais palavras dedicarmos a esse jovem, mais perderemos. Basicamente, o imbecil não viu o pedido de fair catch e fez um tackle nervoso. Saiu comemorando, até o momento que percebeu a bandeirinha amarela. Tem que malhar mais o cérebro e menos o braço, colega.

Como eu sou burro!

3.3 – Soltando a bola na beira da endzone 2: o inimigo agora é outro.

O lance mais sensacional da semana 3 ficou por conta do imbecil que esqueceu que você só marca touchdown quando entra na endzone. A jogada é inexplicável e só dá para entender vendo.

4 – Andy Dalton: ele é quem pensamos que ele era.

Pela terceira vez seguida, o famoso hat-trick, Andy Dalton está nos piores momentos da semana.

Dessa vez foi por não ver um recebedor livre logo a sua frente. Talvez a jogada não estivesse aqui se não fosse o ótimo trabalho de Tony Romo, que mostrou como Andy Dalton é burro – ou cego.

5 – Imagens que trazem PAZ.

5.1 –  Porque ver Pacman Jones passando vergonha é muito divertido.

5.2 – Todo mundo já ficou para trás quando andando em grupo porque parou pra amarrar o cadarço. Na NFL esse problema também existe.

5.3 – Se você vai ser um Linebacker ruim, pelo menos seja discreto. Além disso, o site não gosta de LBs que escolhem camisas na casa dos 40. Por tudo isso, sempre que possível traremos Alex Anzalone passando vergonha.

5.4 – Não é um momento horrível, mas ver Larry Fitzgerald em campo é muito divertido. Nesta jogada, ficou feio para o CB. Amamos você, Fitz.

6 – Virou passeio.

Porque nenhum fake punt com uma vantagem de 37 pontos deve passar batido. Parabéns ao Jacksonville Jaguars pela iniciativa. Tem é que pisar no pescoço mesmo.

7 – Prêmio Dez Bryant da Semana

O único prêmio que premia uma atuação desastrosa de um jogador de renome.

Cam Newton lançou três interceptações – uma delas de forma muito especial – contra o que os Saints alegam ser uma defesa. Isso colaborou para que Carolina marcasse apenas 13 pontos contra New Orleans. Talvez os tempos de MVP nunca voltem mais. Parabéns, Cam!

Chateado.

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Semana #2: os melhores piores momentos

Mais uma semana se passou. Infelizmente Blake Bortles ainda não lançou nenhuma Pick Six, mas mesmo assim temos muita coisa ruim para comentar. Afinal, a rodada foi um show de horrores e já estamos nos questionando se futebol americano é tão legal assim.

1 – Começando com o pé esquerdo – Houston Texans @ Cincinnati Bengals*

Já sabemos que os jogos de quinta-feira a noite são horríveis, e não seria esse em específico que mudaria isso. A expectativa já não era alta e, mesmo assim, podemos dizer que a partida ficou abaixo das expectativas. Falando em bom português: foi uma merda.

Andy Dalton continuou inerte, enquanto seu ataque batia um recorde histórico: os Bengals são o primeiro time desde 1939 a começar o ano com dois jogos em casa e conseguir não marcar nenhum TD.

Esperamos que o jogo sirva de lição para que a NFL nunca mais permita que essas duas equipes se enfrentem e, se for pra deixar acontecer, que pelo menos não seja em um jogo de horário nobre.

*Em respeito ao amigo leitor, não vamos colocar o link dos melhores momentos.

2 – Calvários eternos: porque times ruins não podem ter coisas legais.

2.1 – New Orleans Saints

Todos sabíamos que o bando de jogadores que o time tem e que não jogam no ataque não podia ser chamado de defesa. Aparentemente, eles não sabiam. Ao invés de investir no grupo no draft e na free agency, a equipe foi atrás de alguns acessórios de luxo, como Adrian Peterson.

Resultado: a defesa de New Orleans fez Sam Bradford parecer Tom Brady, e Tom Brady parecer Peyton Manning na temporada regular. Enquanto os defensores passavam vergonha (veja aqui e aqui), Peterson estava se adaptando muito bem a nova função de esquentador-de-banco. 
Tenhamos piedade de Drew Brees.

2.2 – San Diego Los Angeles Chargers

Tal qual os Saints, a desgraça dos Chargers vem de outros tempos. Se alguns torcedores (os que sobraram) imaginavam que o azar no final das partidas ficaria em San Diego, já sabemos que não é o caso.

Depois de perder em Denver com um Field Goal bloqueado, a equipe se viu novamente em posição de anotar um FG, dessa vez não para empatar, mas para vencer o jogo. Você já sabe o que aconteceu e, quando Younghoe Koo errou o chute, o estádio explodiu de alegria. Nunca mais acreditaremos que esse time pode vencer algo.

2.3 – New York Jets

Era bem provável que os Jets tomariam uma tamancada dos Raiders – e realmente aconteceu. Mas, em determinado ponto do jogo, a equipe de Nova Iorque havia feito dez pontos, cortado a vantagem de Oakland pra 14-10 e forçado um punt.

A esperança durou pouco: o guerreiro #84 não conseguiu segurar a bola, que foi recuperada pelos Raiders. Dali, Marshawn Lynch anotou o TD e a coisa degringolou de vez.

“A bola tá vindo, o que eu faço?”

A briga pela primeira escolha do draft continua.

3 – Imagens que trazem PAZ.

3.1 – Talvez Jared Goff não seja mesmo um bust, mas ele não precisa acertar o árbitro da sideline para provar isso. Talvez seja apenas uma estratégia ousada que vai muito além da nossa compreensão.

3.2 – Adoramos os fake punts do Los Angeles Rams, mas é inconcebível que, em 2017, ainda tenha gente que caia nisso.

3.3 – Uma discussão frequente que temos aqui no site é se “Deus lança touchdowns com passes merda“? Em mais uma edição de ‘Só joga na defesa porque não consegue segurar a bola’, vemos que é quase isso.

3.4 – Porque, nesse caso, a imagem vale mais que mil palavras. Esperamos que esteja tudo bem.

4 – O retorno de Garbage Time Bortles

Blake Bortles foi o vencedor do primeiro troféu Blake Bortles, o único prêmio que premia a melhor atuação durante o Garbage Time (aqueles minutos finais em que o resultado já está definido, e você nem sabe mais porque está assistindo o jogo).

Não precisamos esperar muito para que Bortles voltasse a mostrar porque é o principal gênio dessa arte. Blake entrou no último período, quando a partida já estava decidida, com 11 de 25 passes completos, 89 jardas e duas interceptações. Nesse último quarto, Bortles completou seus 9 passes, para 134 jardas e um touchdown. Aguardamos ansiosamente os novos capítulos dessa saga.

5 – Prêmio Dez Bryant da Semana

Sabemos que ele não existiu na semana 1, afinal, só pensamos na ideia agora. O Prêmio Dez Bryant será semanalmente dado àquele jogador de muito nome e muita mídia, mas que não jogou nada na rodada. A inspiração? O jogador que empresta seu nome ao prêmio: quando você mais precisa dele, Dez Bryant não estará lá.

O primeiro vencedor do Prêmio Dez Bryant da semana é Ezekiel Elliott, seu companheiro de equipe. Zeke terminou o jogo contra os Broncos com memoráveis 9 carregadas para um total de 8 jardas. Parabéns!

Magoou.

A semana que vem prometeVocê pode nos ajudar a fazer essa coluna semanalmente! Viu algo de horrível que acha que deve ser destacado? Mande para o nosso Twitter que com certeza vamos considerar!

Semana #1: os melhores piores momentos

Depois de muito tempo, finalmente a NFL voltou! Foram alguns meses de espera para que voltássemos a ver o Cleveland Browns perdendo, o Indianapolis Colts fazendo merda e o Detroit Lions iludindo sua torcida. Mas para sair do senso comum, vamos apresentar o que de PIOR aconteceu na semana 1 da liga. Os highlights da NFL.com e do SportsCenter não nos interessam: apenas se alguém passou vergonha no processo.

1 – QB Play

Precisamos reconhecer: o talento entre os quarterbacks é o melhor da história do futebol americano. Até mesmo por isso, jogadores como Colin Kaepernick não tem espaço em uma liga que está recheada com titulares e reservas de altíssima qualidade na posição.

Para ilustrar o alto nível de jogo dos signal callers da NFL, separamos algumas atuações de destaque. Você pode nos ajudar a decidir quem foi pior.

1.1 – Scott Tolzien: 9/18; 128 jardas; 2 INTs

Tolzien lançou duas pick six, sendo a primeira na sua tentativa de passe número 1 no jogo. Já a segunda foi quase um replay da primeira. Seu rating seria melhor se ele fosse um jogador de Los Angeles. É sério. Ele não durou muito tempo na partida, dando lugar para Jacoby Brissett no início do último quarto. Compartilhe o vídeo para estragar o dia de algum torcedor dos Colts.

1.2 – Andy Dalton: 16/31; 170 jardas; 4 INTs; um fumble perdido

Um jogo ruim de Andy Dalton ainda surpreende alguém? Contra a boa defesa dos Ravens, ele não conseguiu fazer nada produtivo. Sinceramente, não sabemos mais o que dizer sobre Dalton, apenas sentir. A desgraça alheia pode ser vista aqui.

‘Não pode se’

1.3 – Carson Palmer: 27/48; 269 jardas; 1 TD; 3 INTs

O INSS possui uma fila preferencial para aqueles que não conseguem jogar bem contra a defesa de Detroit. Levando o tape do jogo, Palmer tem uma oportunidade única de vazar logo da liga e parar de passar vergonha.

2 – OL Play

Dizem que jogos são ganhos – ou perdidos – nas trincheiras. Algumas equipes ignoram o plural da palavra, achando que uma linha defensiva de qualidade basta para vencer partidas – lógica curiosa; você tenta fazer o QB adversário passar dificuldades, mas esquece que o seu sofre do mesmo mal. É o caso das três franquias que citaremos abaixo. Você pode nos ajudar a decidir quem foi pior.

2.1 – New York Giants: 3 sacks

Foram apenas 3 sacks permitidos, mas os Giants sofreram com a incompetência de sua linha ofensiva principalmente por medo (justificado). Sabendo que o grupo não conseguiria proteger Eli por muito tempo, o plano de jogo consistiu em passes curtos. Não deu certo e o ataque conseguiu apenas 3 pontos. Além disso, os jogadores conseguiram a proeza de permitir um sack enquanto se apresentavam na transmissão. Veja a letargia do ataque nos melhores momentos.

2.2 – Seattle Seahawks: 3 sacks

Uma imagem vale mais que mil palavras. Russell Wilson, se conseguir se manter vivo, dificilmente conseguirá levar esse ataque longe. Assista os melhores momentos, quem sabe você não descobre se pode ser contratado para ser um jogador dos Seahawks na posição?

Existiu ou não existiu?

2.3 – Houston Texans: 10 sacks

Tom Savage não sabemos nem se existe, e Deshaun Watson não está preparado pra ser um QB titular na NFL. Não ajuda a nenhum deles jogar com uma peneira a sua frente. É melhor o time pagar o LT Duane Brown. Você pode ver a OL de Houston consagrando a defesa de Jacksonville aqui.

3 – O começo avassalador do Detroit Lions

A sequência de jogadas que iniciou o jogo em Detroit (infelizmente vimos muito da peleja) foi medonha: Matthew Stafford lançou um Pick Six e, no drive seguinte, o ataque sofreu um three and out. Na hora de fazer o punt, algo deu absolutamente errado: o punter tentou resolver com as pernas, e acabou morrendo no processo – o time teve que contratar outro cara pra posição.

Felizmente a defesa conseguiu evitar um TD dos Cardinals para então cometer uma falta no chute e dar mais uma chance de Arizona chegar a endzone. Felizmente (?) não aconteceu – Carson Palmer não estava jogando nada.

4 – Imagens que trazem PAZ

Preferimos as jogadas horríveis – aquelas que nos fazem rir – àquele highlight que até aquele seu amigo chato que acha futebol americano é “demorado demais” vai curtir.

4.1 – Jets e Bills: Só de ler o nome das duas equipes você já sabe que vem bosta. Acompanhe conosco: Tyrod Taylor lançou uma interceptação, que parecia que ia ser retornada para touchdown. Até o jogador dos Jets – que não sabemos quem é – tropeçar em seu companheiro de equipe, que também não sabemos quem é. Para piorar, ele quase sofreu um fumble no processo. Clique aqui se você ainda não entendeu.

4.2 – A defesa dos Saints: Eles já são ruins e precisam de turnovers para conseguir ser pelo menos razoáveis. Não foi o caso na segunda-feira. Veja!

4.3 – Blake Bortles: Allen Robinson se machucou (seriamente, está fora da temporada) e Blake foi lhe consolar DANDO TAPINHAS NO JOELHO MACHUCADO. É sério.

Bônus: o Monday Night Football

A ESPN americana montou uma equipe diferente para a transmissão do jogo entre Chargers e Broncos. Beth Mowins foi a primeira mulher a narrar um jogo da NFL, e achamos que ela foi muito bem – melhor que Joe Buck, por exemplo.

Mas, ao seu lado, colocaram Rex Ryan, que não tem cacoete nenhum para comentar uma partida (apesar de ter alguns insights interessantes). E, na sideline, o repórter foi Sergio Dipp*.  Os 30 segundos que ele teve durante a transmissão foram um desastre: claramente nervoso, ele misturou informação nenhuma com desespero total. Para piorar, nem o câmera estava preparado: acharam que um cara aleatório era Vance Joseph, head coach de Denver.

Um ídolo.

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*Estamos torcendo para que ele se recomponha depois do vexame. Sergio reagiu super bem as brincadeiras e temos que reconhecer que não é nada fácil estar em uma transmissão ao vivo no horário mais nobre da TV americana – ainda mais quando inglês não é sequer a sua língua nativa. Força, Sergio!

O caminho até o Hall da Fama: 7 jogadores que não estarão lá

Em meio ao período de inatividade da NFL há muito pouco que se discutir. Vez ou outra surge alguma notícia bombástica, algo como “técnico X diz que jogador Y está tendo uma ótima offseason”. O resto do tempo é preenchido por training camps e gifs inúteis.

Neste cenário de vazio em nossas almas e corações, não espere nenhuma notícia ou análise profunda sobre um tópico qualquer, ainda mais neste site desprezível que você aprendeu a amar. Mas, claro, não é porque estamos lhe dizendo que esse texto não fala sobre algo importante que você precisa parar de lê-lo: por ser uma lista, você pode só passar o olho nos nomes, não ler explicação alguma e ir diretamente as redes sociais do autor ofendê-lo.

(Sério, tá aqui o link).

Não, seu jogador preferido não está no Hall da Fama, trouxa!

Um dos tópicos que pode despertar maior paixão em torcedores é o Hall da Fama. Só de falar isso você já consegue escutar de longe um apaixonado pelo San Diego Chargers (R.I.P) gritando que Phillip Rivers é melhor que Eli Manning. Pode até ser, mas quem vai ter um busto em Canton e a jaqueta dourada daqui a alguns anos será o homem que nos deu a alegria de ver Tom Brady derrotado em um Super Bowl. Duas vezes.

Então, com o intuito de iluminá-lo, após um estudo extenso e com diversas bases científicas, preparamos uma lista com alguns nomes que, além de Rivers, não estarão em Canton. Pode se desesperar.

1. Andrew Luck

O barbudo mais bonito da liga entrou na NFL com toda a carreira já programada: o melhor prospecto da história seria um dos melhores QBs da história, que venceria inúmeros Super Bowls e terminaria com um dos bustos mais belos do Hall da Fama.

Pena que esqueceram de combinar isso com o time que o draftou. O Indianapolis Colts, que outrora já contou com a tríade de pior comando (Irsay-Grigson-Pagano) em qualquer liga esportiva, não tem ajudado Luck em sua jornada. A menos que Chris Ballard consiga dar um golpe em Jim Irsay ou Chuck Pagano nasça novamente, a tendência é que a miséria de Andrew seja mantida.

Chance de estarmos errados: 12%

2. Richard Sherman

Não negamos: é um excelente jogador. Mas talvez não tão bom quanto ele imagine. Porém, fora (e às vezes até mesmo dentro de campo), é chato para caralho. Toda essa chatice fará com que eventualmente os Seahawks fiquem cansados e o troquem por um pacote de balas com alguma franquia irrelevante, que marcam presença naquela lista intitulada “franquias-com-que-ninguém-se-importa” (oi, Tennessee Titans!), evitando com que Richard se dirija para a eternidade. Quando ele perceber que não será selecionado, certamente brigará com o comitê, que o deixará de fora para sempre.

Chances de estarmos errados: 25%

3. Dez Bryant

Dez muitas vezes figura no topo da lista de algumas pessoas como melhor WR da NFL. Mas a verdade é que ele não tem uma temporada com mais de 1000 jardas desde 2015. Você pode inventar qualquer tipo de desculpa, porém os números mostram que mesmo se jogasse os 16 jogos no último ano, pela sua média, não chegaria a famigerada marca.

TY Hilton, por exemplo, que você provavelmente acha que é um WR mais “do meio do pacote”, tem números mais consistentes. Aceitem: Bryant terminará sua carreira na NFL lembrado por um drop e não tem nada que os torcedores dos Cowboys possam fazer pra mudar isso.

Chance de estarmos errados: nenhuma (0%). Podem cobrar.

4. Le’Veon Bell

Tido por muitos como o melhor RB da liga, algo compreensível, já que ninguém assiste os Cardinals para ver que David Johnson é melhor, Bell só teve duas temporadas com mais de 1000 jardas terrestres – e só jogou mais do que 13 jogos uma vez em sua carreira, já tendo inclusive cumprido uma suspensão por acender um cigarro diferenciado.

Por não se manter saudável e considerando a pouca vida útil dos running backs na liga, podemos tirar as pretensões do menino Le’Veon de receber uma jaqueta dourada. No entanto, seus companheiros de equipe, Ben e Antonio, terão o acessório para mostra a ele no reencontro do Super Bowl que venceram juntos. Ah, Bell também não tem Super Bowl para alavancar suas credenciais.

Sad, but true.

Chances de estarmos errados: 26%

5. Travis Kelce

Travis Kelce era a principal arma do ataque mais chato da NFL até a chegada do garoto-foguete Tyreek Hill. Não sabemos em que mundo ser a válvula de escape de Alex Smith leva alguém até Canton. Além disso, Kelce só teve uma temporada com mais de 1000 jardas na carreira.

Chance de estarmos errados: 35% (tudo depende de quando Alex Smith for chutado de Kansas City)

6. Gerald McCoy

Gerald McCoy é um excelente jogador e poderia muito bem acabar no Hall da Fama. Mas, pense bem: quando te perguntam sobre um bom jogador, mesmo um defensor, você NUNCA pensa nele. Quando por um acaso do destino, ele habita sua mente, você até poderá vislumbrar sua habilidade, mesmo não tendo visto um jogo dos Bucanneers nos últimos quatro anos.

Chance de estarmos errados: 20%

7. Jimmy Graham

O mundo está dividido entre duas pessoas: as que sabem e as que não sabem que Jimmy Graham é overrated. Além de não ter noção alguma da “arte de bloquear”, o cidadão só teve duas de suas oito temporadas na liga com mais de 1000 jardas.

Isso sendo uma TORRE e jogando com dois QBs baixos. Graham é apenas um bom jogador, e qualquer oportunidade que temos de trazer essa realidade deve ser aproveitada.

Chance de estarmos errados: 0,1%

7.1 Mike McCarthy

Ele treinou Brett Favre e Aaron Rodgers. É o famoso “assim até eu”. Mesmo tendo uma jornada longa na liga e vencendo um Super Bowl (acreditamos que o playcalling MEDROSO não permitirá um novo Lombardi), McCarthy ficará de fora do Hall da Fama, onde só os verdadeiros grandes técnicos podem pisar.

Chance de estarmos errados: 5%

Descubra: o editor odeia um desses caras.

Bônus:

8. Jogador que estará no Hall da Fama, quer você queira ou não, quer você goste ou não:

Justin Tucker. Assista ele acertando um FG qualquer de 830 jardas e tente discordar.

Chances de estarmos errados: menores do que no caso do Dez Bryant.

Retrospectiva: uma coleção das besteiras que falamos

A longa offseason da NFL é um período de muita reflexão para todos nós que, de alguma forma, estamos envolvidos com o melhor esporte do mundo. Não há muito o que falar sobre football: o draft já está no passado, tanto calouros quanto free agents já têm seus contratos assinados e tudo que os jogadores têm que fazer no momento é engordar, gastar seus milhões de dólares e aproveitar o tempo livre para se envolver em problemas com a polícia. No verdadeiro período de férias da NFL, não há notícias e nem nada de novo para ser analisado.

Mas nós do Pick Six decidimos usar esse período de marasmo para fazer uma auto-crítica e exorcizar alguns demônios. Em comemoração ao quase um ano de atividades do site, fui escolhido para ser uma espécie de ombudsman e conduzir uma investigação profunda sobre as bobagens que foram ditas por nossos integrantes em 2016. Sim, disparamos vários absurdos que merecem ser relembrados e expostos. Acertamos um pouco, também, mas erramos bastante.

E você, leitor, que teve seus olhos maltratados por um monte de lixo, merece a verdade e a justiça. Se não temos bobagens novas para escrever, temos bobagens antigas para ressuscitar e expor no grande tribunal da internet. Vamos a algumas delas.

Atlanta Falcons

Talvez a principal mea culpa que precisamos fazer seja em relação a praticamente tudo que foi publicado a respeito do Atlanta Falcons. Nós conseguimos menosprezar um time que chegou ao Super Bowl com um dos melhores ataques da história durante todo o ano que passou. Em agosto, por exemplo, Murilo publicou um texto fazendo previsões patéticas sobre a temporada do Falcons e disparou a seguinte pérola:

“A grande e dura verdade é que NINGUÉM SE IMPORTA. O Falcons cumpriu sua missão na NFL quando deu Brett Favre para Green Bay. Poderia ter acabado ali e nos poupado de todo o resto – inclusive deste preview. Seis vitórias e fechem a franquia na temporada que vem; não queremos escrever sobre eles novamente.”

Ivo, responsável pelos primeiros Power Rankings do site, não ficou muito atrás e publicou as seguintes pérolas em sequência nas três primeiras semanas da temporada:

Semana 1

“Será muito legal ver Matty Ice lançando TDs para Julio Jones e perdendo jogos. Este será o Falcons deste ano, com uma defesa que não pára ninguém e um ataque que depende quase exclusivamente de Julio – sabemos que Devonta Freeman é uma mentira e estava sob o efeito de entorpecentes no início da temporada passada.”

Semana 2

“Todos sabemos que o Falcons não chegará longe, mas se derrotar o Saints duas vezes terá seu título moral.”

Semana 3

“Segue o sonho de vencer New Orleans duas vezes e conquistar o seu título moral. Freeman, Coleman e Ryan atuaram como se a defesa do Saints não existisse – e na verdade não existe. A dúvida fica se o ataque conseguirá repetir a atuação contra uma defesa de verdade. Spoiler: não.”

Simplesmente épico.

Para fechar com chave de ouro, em seu ranking de Quarterbacks, Digo limitou Matt Ryan à mediocridade eterna quando escreveu as seguintes palavras:

“Ryan, já é hora dos torcedores dos Falcons aceitarem, chegou ao seu melhor com aquela vitória nos playoffs (ainda que siga com boas campanhas na temporada regular) contra os Seahawks.”

Murilo completou a cagada:

“De qualquer forma, a pergunta que fica para esta temporada é até onde pode ir o Atlanta Falcons? Querendo ou não, ela está ligada a outra importante questão: até onde pode ir Matt Ryan? [Spoiler I: nenhum deles irá a lugar nenhum]”

Como todos sabem, o Falcons chegou ao Super Bowl destruindo as defesas adversárias e Matt Ryan foi eleito o MVP da temporada, transformando as nossas previsões pessimistas em grandes piadas de mau gosto.

Porém, é necessário fazermos uma ressalva: o segundo tempo do Super Bowl e a maior pipocada de todos os tempos mostraram que, bem lá no fundo, tínhamos um pouco de razão.

Desculpa, cara!

Carolina Panthers

Ainda na NFC South, enquanto o Atlanta Falcons era subestimado, o Carolina Panthers era extremamente supervalorizado. Ainda sob os efeitos da temporada de MVP de Cam Newton e da aparição no Super Bowl perdido para (a defesa do) o Denver Broncos, não hesitamos em disparar  previsões extremamente otimistas para o Panthers. Novamente, Murilo foi responsável por iniciar a metralhadora de bosta:

“Não há um time na NFC South que tenha hoje um front seven tão potente nem, me arrisco a dizer, um QB tão talentoso. Logo, os Panthers vão chegar tão longe enquanto a sorte de não enfrentar grandes defesas ou ataques aéreos inspirados (ou pegá-los baleados, vide Cardinals) permitir.”

Ele ainda completou a cagada ao dizer que “não tem como o Carolina Panthers perder essa divisão” no nosso primeiro e único podcast (sim, acredite, ele existe e está disponível para download no site).

Ivo, seguindo a mesma “linha editorial”, afirmou em seu primeiro Power Ranking, que tinha o Panthers em quinto, que “mesmo com a derrota na estreia, o Panthers levará com facilidade sua divisão e tem tudo para chegar forte nos playoffs”.

Tudo que podemos fazer nesse momento de glória é rir e, talvez, cogitar o encerramento das atividades do site por vergonha. O Carolina Panthers não só não venceu a divisão como terminou em último, com apenas seis vitórias. Além disso, Cam Newton sofreu colapsos épicos e nem de longe lembrou o jogador que venceu o prêmio de MVP em 2015.

Jacksonville Jaguars

O Jacksonville Jaguars é um time que consegue enganar todo mundo em todos os anos. É impressionante. Sempre acreditamos que o time tem talento e está próximo de vencer, mas sempre temos nossos sonhos frustrados. É muito parecido com o Brasil: queremos acreditar que um dia possa se tornar uma potência, mas acaba sempre destruído pela podridão. Nada vai mudar isso. A falsa esperança coletiva no Jaguars levou ao seguinte diálogo no já mencionado podcast:

Murilo: “Jaguars tem o melhor coletivo da AFC South!”

Digo: “Eles são o melhor time e vão ganhar a divisão.”

Cadu: “Eu concordo!”

Três idiotas discutindo football e nenhum foi capaz de impedir que isso se tornasse público.

Em um trecho de artigo que previa a temporada de Jacksonville, Murilo foi um visionário e previu a própria existência desse texto e das cobranças que estariam por vir:

“Adoramos errar previsões e você, querido leitor, está autorizado a nos cornetar daqui três ou quatro meses, mas afirmamos que Blake Bortles está pronto para dar o próximo passo.”

Na verdade, ele estava certo: Bortles acabou dando o próximo passo, porém em direção ao abismo. Para finalizar, Digo teve um momento de brilhantismo em um texto sobre o que seria do Patriots em 2016 e previu uma vitória do Jaguars em New England. É simplesmente ridículo:

“Brady não mostra nenhum sinal de ter 39 anos, até uma derrota bizarra para os Jaguares de Jacksonville debaixo de muita neve em Boston. Você ouviu aqui primeiro.”

Enganou vários trouxas.

Fantasy

Xermi foi o responsável por escrever nossas colunas sobre Fantasy em 2016. Entre conselhos maravilhosos como “escale Nelson Agholor sem medo”, Xermi levou seu time a uma honrosa 11ª posição entre 12 times na liga de Fantasy mais importante do mundo.

Além disso, conseguiu levar o time do Pick Six apenas a uma desastrosa 9ª colocação na liga com leitores do site, com apenas seis vitórias na temporada regular. Você já sabe em quem não confiar para o Fantasy 2017.

Diversas

Completamos esse texto com alguns aforismos que merecem ser mencionados. Digo, por exemplo, em sua birra com Joey Bosa disse o seguinte: “esse time (Chargers) parece destinado à mediocridade e torceremos contra eles por alguns anos até que alguém admita que fez cagada em relação a Joey Bosa”.

A parte sobre a mediocridade do Chargers é bastante compreensível, porém Bosa mostrou em pouco tempo que pode ser um talento raro. Digo ainda garantiu em seus balanços sobre a temporada que Denver Broncos e Minnesota Vikings estavam garantidos nos playoffs. E para fechar sua contribuição com o universo, disse que “se RGIII jogar tudo o que sabe, esse time (Browns) pode passar o Ravens”. Não temos como justificar isso.

Já Murilo desconsiderou completamente a qualidade do Miami Dolphins, que acabou se mostrando um time razoável e conseguiu chegar aos playoffs: “na oitava semana tudo já estará perdido e o Dolphins estará em algum lugar entre o limbo, o nada e a última posição da divisão. O objetivo deve ser alcançar cinco vitórias, mas com três já será possível comemorar”.

Ivo também se mostrou bastante pessimista quando colocou o Dallas Cowboys na posição 25 de seu Power Ranking (atrás de New York Jets e San Francisco 49ers, acreditem) e desconsiderou a ascensão de Dak Prescott: “resta a Dallas torcer para Romo voltar logo (e então se lesionar novamente).”

Ainda tivemos a capacidade de colocar o modorrento Los Angeles Rams na 13ª posição de um de nossos rankings, o que é completamente inaceitável e é a maneira certa de encerrar um texto com tantas cagadas.

Futuro

Você deve estar se perguntando se todas essas admissões de culpa servirão para que erremos menos no futuro. A resposta é simples e óbvia: não, não nos importamos com isso e vamos continuar por tempo indeterminado. Preparem seus olhos. Eles ainda vão sangrar bastante. Além disso, se você chegou até aqui é porque adora ler uma bobagem.

Troféu Alternativo Pick Six #1: premiando aquilo que realmente importa

O ser humano é fascinado por premiações, não importa o quão relevantes elas sejam. Do Miss Universo ao vencedor do Prêmio Puskas, da final do BBB a eleição para síndico do condomínio, invariavelmente queremos contemplar alguém com um troféu, mesmo que imaginário.

Na NFL não seria diferente e passamos horas e horas discutindo ou mesmo procurando uma hipotética justiça em premiações definidas de maneira arbitrária – e diversas vezes um tanto quanto óbvias.

Pensando nisso e inspirados na já tradicional premiação que os colegas do Bola Presa fazem para as bizarrices da NBA, o Pick Six lança sua premiação alternativa, afinal, sabemos que o Framboesa de Ouro é muito mais divertido que o Oscar, não é? Então antes de coroarmos os vencedores, anunciamos nossas categorias.

TROFÉU WES WELKER: com ele premiamos o “melhor” drop da temporada e homenageamos o WR (indiretamente?) responsável por um dos melhores momentos de Gisele Bundchen na NFL. Além, claro, de estar no hall dos grandes drops que o SB já nos proporcionou.

TROFÉU SKIP BAYLESS: uma homenagem a uma das maiores metralhadoras de bosta que a imprensa norte-americana já produziu. Dá nome a este glorioso prêmio o cidadão que já afirmou que Manti Te’o seria o próximo Ray Lewis, que preferia RGIII a Andrew Luck, Josh Freeman a Cam Newton e, bem, vamos parar por aqui. Então o vencedor desta honraria é o integrante da dita “imprensa especializada” responsável por proferir mais asneiras ao longo da temporada.

Metralhadora de bosta.

TROFÉU MICHAEL FABIANO: ele é o guru do fantasy da NFL.com. Mas também já destruiu muitos sonhos dourados neste jogo com suas dicas imbecis, então nada mais justo que o atleta que foi uma decepção na temporada de Fantasy Football levar para casa uma estatueta com o nome do mito Michael Fabiano.

TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN: Rex Grossman deve ser o garoto propaganda do que é ser um quarterback medíocre: com menos de 50 partidas iniciadas, ele tem mais derrotas do que vitórias – e mais interceptações do que touchdowns. Mesmo assim, escorado por uma forte defesa, ele chegou ao Super Bowl XLI, quando silenciou os críticos com vitórias contra Seahawks e Saints nos playoffs – para logo depois voltar a realidade e ser destruído por Peyton Manning e companhia na grande decisão. Por isso o prêmio para melhor atuação de jogador irrelevante homenageia o ex-QB do Chicago Bears (e de mais uma dúzia de outros times)!

TROFÉU BLAKE BORTLES: Blake é um dos reis da irrelevância, o cara mais clutch quando nada importa, possivelmente o único capaz de fazer três touchdowns nos seis minutos finais, quando seu time precisaria de uns seis, mas isso pouco interessa. Por isso o troféu que leva seu nome premia o verdadeiro MVP: o MVP DO GARBAGE TIME.

TROFÉU JIM KELLY: Kelly levou o Buffallo Bills a quatro Super Bowls seguidos. E perdeu todos. Nada mais justo que dar nome ao prêmio que agraciará o melhor jogador de time que só perde.

TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR: sejamos honestos: o prêmio original, Comeback Player of The Year, é um dos mais sem sentido já criados pela NFL – não pela mensagem, claro, mas pelo simples fato de que todo ano três ou quatro jogadores merecem ganhar essa desgraça e raramente temos uma unanimidade. Então criamos o NCPOY, para premiar aquele ser que teoricamente teria um grande retorno, mas na verdade era melhor nem ter voltado dos mortos.

TROFÉU CRAQUE NETO: “Acabei de saber que o Ronaldo está trazendo o Seedorf para o Corinthians”. Mais não precisamos falar. E com esta honraria premiamos a maior besteira escrita ou falada por um integrante do Pick Six – acreditem: falamos muita besteira.

TROFÉU DAVE SHULA: Dave Shula nunca fez muita coisa para justificar um cargo como HC na NFL. Exceto, claro, ser filho de Don e irmão de Mike Shula. Tanto que quando chegou ao cargo e lá ficou por cinco longos anos obteve uma gloriosa carreira em Cincinnati, com 19 vitórias e 52 derrotas. Por isso o troféu que premia o conjunto da obra de piores e mais bizarras decisões de um HC na temporada leva seu nome!

TROFÉU JAMARCUS RUSSELL: JaMarcus talvez seja o maior bust da história da NFL. Primeira escolha geral do draft de 2007 pelo Oakland Raiders, em três temporadas Russell deixou a liga com um recorde de 7-18, 18 TDs e 23 INT. Ah, a escolha seguinte a ele foi um tal de Calvin Johnson, mas não vamos falar sobre isso. De qualquer forma, a honraria que leva seu nome premia a escolha de primeiro round que em sua temporada de estreia provou ter potencial para se tornar um tremendo bust.

TROFÉU TRENT RICHARDSON: Trent chegou a NFL como terceira escolha de primeira rodada do draft e, sendo gentil, sua carreira se resume a corridas de três jardas seguidas por um tombo com a cara no chão. Além de um especialista na arte dos bloqueios, já que sendo o próprio bloqueio, ele era poupado do trabalho de bloquear. Para homenageá-lo, este troféu premia a decepção do ano – e, algumas vezes, da vida.

TROFÉU CHUCK PAGANO: Chuck Pagano foi um dos responsáveis por uma das jogadas mais ridículas da história da NFL (relembre este momento mágico). Por isso o troféu que premia a jogada mais imbecil da temporada leva seu nome!

Agora vamos aos vencedores:

TROFÉU WES WELKER: Odell Beckham teve uma estreia na pós-temporada, digamos, complicada. Mas a culpa poderia recair sobre Justin Bieber. A piada, claro, só se tornou possível porque o WR e seus colegas de time decidiram ir para Miami logo após a vitória contra os Redskins, que eliminou o rival de divisão – e, apesar de todos terem voltado a tempo para se preparar para o jogo contra Green Bay, preferimos polemizar.

De qualquer forma, vamos nos ater aos drops, ambos ridículos para um atleta do nível de Odell. O primeiro veio em uma 3&5 dentro da linha de 30 jardas do Packers quando o placar ainda estava zerado. E foi um drop ridículo. Já o segundo, bem, essa era um touchdown certo. Claro, a culpa da eliminação não deve recair apenas sobre Odell – Sterling Shepard também jogou fora um TD fácil, mas Odell Beckham Jr é o merecedor da primeira edição do TROFÉU WES WELKER de pior drop do ano.

Menção honrosa: Tashaun Gipson & Prince Amukamara. Eles merecem!

Esse dia foi massa.

TROFÉU SKIP BAYLESS*: terminada a temporada para algumas equipes, alguns “jornalistas” percebem uma situação difícil: a vontade de falar sobre o time é grande, mas não há muito o que ser dito. Alguns resolvem não falar nada, outros preferem falar sobre outros assuntos. Mas esses não nos interessam. Vamos destacar aqui aquele que decidiu que a melhor opção era falar merda. Muita merda. É o caso de Brad Wells ou, se você preferir, apenas mais um “Zé Mané” que habita esse mundo.

Wells “cobre” o Indianapolis Colts e já foi o editor chefe do blog da equipe no SB Nation. Hoje ele é só mais um rostinho não tão bonito no Twitter. Segundo o próprio, ele sequer tem fontes em Indianapolis, ou pelo menos foi o que disse em meados outubro.

Esse manja.

Porém, quando o ano acabou, talvez ele tenha se sentido muito à toa e resolveu que seria uma boa ideia brincar com nossa cara, cravando que os Colts iriam atrás de Jon Gruden para cargo de head coach, pois Chuck Pagano balançava no cargo. Além disso, disse também que, a menos que Peyton Manning fosse contratado, Ryan Grigson permaneceria como GM em Indy. Brad Wells ficou quase duas semanas martelando sua “tese” nas redes sociais para que, no final, tudo acontecesse exatamente ao contrário. Até ele achou estranho, o que traduziu brilhantemente como “algo aconteceu”. É claro que algo aconteceu, Brad: você bateu a cabeça em algum momento da sua vida.

Você deve imaginar que, depois disso, Brad Wells resolveu ficar calado. Mas persistente que é, ele retomou sua saga em 2017 com muita #analise. Para ele, seria razoável que os Colts cortassem o CB Vontae Davis, também conhecido como “o único defensor da defesa dos Colts”. Davis está no último ano de seu contrato em Indianapolis e, apesar de uma temporada abaixo para de seus padrões, foi selecionado para o Pro Bowl nas duas temporadas anteriores.

Mas isso não é tudo. Para Brad Wells, que só não é um GM da NFL porque (ainda) não temos cotas para idiotas, o novo GM deveria trocar o WR TY Hilton, líder da NFL em jardas na última temporada. Como argumentos, ele destacou que “ninguém liga para isso” e que o recorde dos Colts na temporada foi 8-8. Sensato, se você for um idiota.

Por fim vale ressaltar que, apesar de ser uma fonte de desinformação, Brad Wells é um cara simpático: ele só conta vantagem por seu número de seguidores de vez em quando. Por tudo isso, Brad Wells é o vencedor do TROFÉU SKIP BAYLESS de integrante da imprensa especializada que mais falou bosta ao longo do ano.

Olha meus followers, galera!

*Colaborou @ColtsNationBR

TROFÉU MICHAEL FABIANO: temos plena consciência de que a culpa não é só dele. Aliás, talvez ele nem tenha culpa, afinal de contas tudo o que pode ser medíocre nessa última temporada em Los Angeles, foi em nome de Jeff Fisher. Mas não é como se 2015 tivesse sido muito melhor; Case Keenum era o mesmo, algo como um saco de bosta, e Todd Gurley ainda assim pareceu o substituto de Adrian Peterson, mesmo voltando de uma lesão de joelho, correndo para mais de 1100 jardas em 13 jogos.

Saudável era esperado que Gurley carregaria sozinho um ataque medíocre, a aposta perfeita para ser um dos primeiros escolhidos no draft. E assim diversos incautos gastaram as primeiras escolhas com Gurley em suas equipes de Fantasy. Resultado: em 2016 ele pareceu que estava voltando de uma lesão grave, correndo para uma média de menos de um first down a cada três corridas. Sugado para o mundo de tristeza de Jeff Fisher, Gurley acabou sendo a principal decepção do ano no fantasy e por isso vence o TROFÉU MICHAEL FABIANO.

Deu ruim.

TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN: Se você não joga fantasy, a chance de já ter ouvido falar nele é muito baixa. Se você acompanha a NFL regularmente e joga fantasy, essa chance aumenta, mas você provavelmente deixou passar. A verdade é que Dwayne Allen é um dos raros casos em que um jogador já é draftado destinado a reserva, afinal ele chegou aos Colts junto com Coby Fleener, para ser, sei lá, o quarto ou quinto alvo de Andrew Luck – e, mesmo com as constantes lesões e agora saída de seu titular, sua maior produção anual foi de apenas 45 recepções, em sua temporada de rookie.

Isso já seria suficiente para caracterizá-lo como irrelevante no grande mundo da nossa liga favorita. Mas, claro, every dog has its day. O de Allen chegou em uma bonita tarde de dezembro, em um jogo (praticamente) tão irrelevante como ele mesmo. Mas, por alguns momentos, foi bonito. Fora de casa, contra o New York Jets, aproveitando-se da inspiração de Andrew Luck, o tight end recebeu nada menos do que 3 TDs somente no primeiro tempo de partida, a metade de seu total na temporada e, junto com ninguém menos que Antonio Brown, um dos dois jogadores a receber 3 passes na endzone em 2016, ganhando assim o TROFÉU SEXY REX(y) GROSSMAN de momento estrela dentro de uma vida de irrelevância. Não surpreendentemente, Dwayne Allen recebeu somente mais um passe nesse jogo, acabando com apenas 70 e poucas jardas.

Que que tá acontecendo, caras?

TROFÉU BLAKE BORTLES: voltemos para aquele glorioso TNF entre Titans e Jaguars (saudades!), vencido pelos amigos de Mariota por 36 a 22. Se você olhar apenas para as estatísticas, dirá que Blake Bortles jogou bem. E você estará errado. Os números gerais mostram que Blake completou 33 de 54 passes, para 337 jardas e três touchdowns. Mas vamos isolar os números: no primeiro tempo, Blake completou 8 de 16 tentativas para 64 jardas e o Titans foi para o vestiário com o placar apontando 27 a 0. Já no segundo tempo, Blake completou 25 de 38 passes para 273 jardas… mas, e daí? Com quase quatro touchdowns de vantagem, a defesa de Tennessee dormia em campo enquanto assistia o quarterback de Jacksonville completar dúzias de passes curtos e o relógio implodir. Estamos sendo injustos? Então isolemos as estatísticas da carreira de Blake até a semana #8 da última temporada:

Primeiro período: 1.598 jardas, 4 touchdowns

Segundo período: 2.356 jardas, 15 touchdowns

Terceiro período: 1.912 jardas, 13 touchdowns

Quarto período: 3,364 jardas 26 touchdowns

Blake é um gênio do quarto período, quando nada mais importa. Porque se Bortles estivesse fazendo isso para liderar o Jaguars as vitórias, tudo bem, mas na verdade estamos longe, muito longe disso. Na week #2, por exemplo, os 14 pontos de Jacksonville contra o Chargers vieram no último período, quando San Diego já vencia por 35 a 0. Por tudo isso Blake Bortles leva com folga a primeira edição do TROFÉU BLAKE BORTLES – e infelizmente acreditamos que ele levará todos os anos.

“Virei punter“.

TROFÉU JIM KELLY: Não há qualquer dúvida de que Drew Brees é um dos maiores QBs da história da NFL e um dia terá seu busto exposto em Canton, no Hall of Fame da liga. Comandando o potente ataque do New Orleans Saints, Brees conseguiu se tornar o detentor de grande parte dos recordes de jardas e de passes completados da liga. Entre 2006 e 2016, por exemplo, o QB do Saints liderou a liga em jardas passadas em sete temporadas, ultrapassando a marca de 5000 jardas em cinco delas, também o recorde da NFL. Brees coleciona 54 partidas em sua carreira com 70% dos passes completados e sem interceptações. Em 2015, ainda empatou o recorde de passes para TD em um mesmo jogo, com sete. De forma resumida, se você procurar os recordes de passe da NFL encontrará diversas vezes o nome Drew Brees. O problema é que Brees está condenado a jogar em um time constantemente ruim. Desde que chegou ao New Orleans Saints, em 2006, mesmo obtendo diversos recordes e performances históricas, Brees só viu o recorde da equipe mostrar mais vitórias do que derrotas em cinco temporadas. Nas últimas três, por exemplo, o Saints deixou Jeff Fischer orgulhoso: 7-9. A mediocridade do time parece ser a regra e nem um dos melhores QBs da história consegue superá-la. Nesta última temporada a história não foi diferente e por isso Drew Brees é o vencedor do TROFÉU JIM KELLY de jogador bom condenado a um time ruim.

“Não aguento mais essa merda”

TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR: Em 2012, quando foi eleito Rookie of the Year e comandou o potente e surpreendente ataque do Washington Redskins, Robert Griffin III nos deixou uma excelente primeira impressão. Ameaça pelo ar e pelo chão, RGIII era o pesadelo das defesas adversárias, que pareciam não encontrar resposta para o seu dinamismo. O sonho, porém, durou pouco: contusões minaram o que tornava Griffin um QB diferente e, como resultado, seguiram três temporadas com números horríveis, com polêmicas diversas e, finalmente, com Griffin sentado no banco assistindo o sucesso de Kirk Cousins.

A dispensa pelo Washington Redskins, após o fim da temporada 2015, poderia ser a chance de recomeço para RGIII, que escolheu assinar com o sofrido Cleveland Browns. A mistura de um QB que ainda nos traz boas lembranças com um time desesperado por um salvador nos fez acreditar que uma bela história poderia estar sendo construída. Estávamos completamente enganados. Griffin novamente teve uma contusão séria e parece ter consolidado a imagem de QB de vidro. Mesmo no pouco tempo que esteve em campo, nada de bom foi mostrado: em cinco partidas, RGIII lançou dois TDs, três INTs e sofreu 22 sacks, números suficientes para vencer o não tão desejado TROFÉU NOT COMEBACK PLAYER OF THE YEAR.

Fu-deu.

TROFÉU CRAQUE NETO: Os primeiros textos (sérios) do Pick Six foram focados em extensos previews da temporada de cada um dos 32 times da NFL. Ao final de cada um deles, fazíamos apostas sobre o que se podia esperar para o ano que estava começando. Não se pode acertar todos, claro, e ainda que exista muita coisa certa, os erros são mais incríveis. Sério: talvez valha a pena revermos todos só para comparar o antes e depois. E um em especial aconteceu no preview do Atlanta Falcons:

“Palpite: a grande e dura verdade é que NINGUÉM SE IMPORTA. O Falcons cumpriu sua missão na NFL quando deu Brett Favre para Green Bay. Poderia ter acabado ali e nos poupado de todo o resto – inclusive deste preview. Seis vitórias e fechem a franquia na temporada que vem; não queremos escrever sobre eles novamente.”

Hum, acho que nos equivocamos levemente. Atlanta teve o ataque mais eletrizante do ano (e um dos melhores da história), junto com MVP e o título do Super Bowl… Bem, ao menos até o terceiro quarto. E nós merecemos o TROFÉU CRAQUE NETO.

TROFÉU DAVE SHULA: Quando um time vai de favorito ao Super Bowl a uma campanha de 6 vitórias sem sequer esboçar qualquer reação ao longo da temporada, especialmente contando com a volta do (ao menos pensávamos) segundo melhor jogador, a primeira pessoa a ser cobrada será o treinador. Obviamente não é culpa dele se os drops se multiplicaram de maneira absurda, a proteção falha constantemente, os LBs antes absolutos começam a perder tackles ou se o GM deixa seu melhor jogador defensivo partir, mas existe uma história que mostra que talvez a cabeça de Ron Rivera estava em outro lugar.

Cam Newton, MVP da temporada de 2015, teve problemas com as bagagens na viagem a Seattle e acabou sem uma camisa social para usar na viagem, optando assim por uma gola rolê, com a qual, em suas próprias palavras, “não faria sentido algum usar uma gravata”. Entretanto, o traje de viagens dos Panthers, estabelecido por Rivera, exige o uso de gravata. Resultado: o grande Derek Anderson iniciou o jogo como titular e lançou uma interceptação em seu primeiro passe, contando com um drop de seu RB. Com isso, Seattle marcou logo um FG fácil e saiu na frente no jogo. Então Ron Rivera recebe o primeiro TROFÉU DAVE SHULA do Pick Six.

Tá tranquilo, tá favorável.

TROFÉU JAMARCUS RUSSELL: Após Sam Bradford não ter se tornado o messias que salvaria a franquia e Nick Foles ter se revelado um presente de grego, Jared Goff deveria ser a solução dos problemas para o Rams, tanto que Los Angeles trocou duas escolhas de primeira rodada, outras duas picks de segundo round e mais duas escolhas de terceira rodada para consegui-lo. Mas ele passou dez semanas, 70 dias de temporada regular, sentado no banco enquanto assistia uma tragédia chamada CASE KEENUM. Ninguém é banco de Case Keenum por dez rodadas por acaso. E quando entrou em campo, Jared não tornou as coisas melhores: em sete partidas, foram 1089 jardas, para 5 touchdowns e 7 interceptações – e um rating de 63.6. E em nenhuma atuação ele teve mais de 65% dos passes completos. Seu “grande” momento aconteceu na week #11, contra os restos mortais de um San Francisco 49ers já cambaleante. Ok, sabemos que é culpa de Jeff Siher, mas por tudo isso, Jared Goff levou com tranquilidade o TROFÉU JAMARCUS RUSSELL!

TROFÉU TRENT RICHARDSON: Invariavelmente um dos prêmios mais concorridos da temporada. Há muitos candidatos: Allen Robinson teve um ano trágico, assim como Blake Bortles – mas este talvez só tenha retornado a realidade. DeAndre Hopkins era outro de quem talvez esperássemos mais, assim como Todd Gurley, nosso vencedor do TROFÉU MICHAEL FABIANO. Darrele Revis, então, foi umas das coisas mais tristes de se asssitir em um campo de football nesta temporada. Mas nenhum deles foi de MVP a, bem, uma tragédia ambulante.

Cam Newton teve um 2015 dos sonhos. Mais do que isso, haviam motivos claros para confiar que não se tratava de um mero “produto do meio”: Cam nos lembrou Peyton Manning fazendo uma linha ofensiva medíocre parecer a Muralha da China™ e emulou Drew Brees, fazendo recebedores igualmente abaixo da média, como Corey Brown ou Ted Ginn Jr, produzirem decentemente.

Com a volta de Kelvin Benjamin, seu melhor amigo de 2014, se esperavam grandes coisas em 2016. Mas sua temporada de MVP pareceu um sonho distante. Mesmo lançando o maior número de passes de sua carreira, Cam teve 300 jardas menos que em 2015 e praticamente a metade de TDs: foram apenas 19 TDs (mais 5 TDs corridos), para 14 INTs e um rating de 75.8. O maior número de interceptações desde sua temporada de rookie e o pior rating de sua carreira. Até mesmo seus números de corridas, uma de suas maiores armas, foram os piores de sua história.

Ressaca pós Super Bowl? Os pesadelos com Von Miller e um certo fumble não recuperado teriam atrapalhado o sono e suas atuações? Se ele usasse uma gravata sempre tudo melhoraria? Ou Newton nunca foi tudo aquilo e 2015 foi apenas uma temporada da qual teremos saudades, mas jamais se repetirá? Só descobriremos nos próximos meses. Enquanto isso Cam Newton leva o TROFÉU TRENT RICHARDSON de decepção do ano.

Bonita gravata.

TROFÉU CHUCK PAGANO: É difícil descrever certas situações, então deixemos as imagens falarem. Apenas assistam e tentem nos explicar o que aconteceu. Esse talvez seja o maior legado de Rex e Rob Ryan para os Bills. Talvez seja o maior legado da família Ryan para a NFL. Mesmo eles tendo sido demitidos uma semana antes. Foi lindo, mas não entendemos nada – e talvez seja melhor assim; se nem o Twitter oficial do Bills entendeu, por que nós entenderíamos? Então ficaremos com a tese de que tudo não passou de um PROTESTO por todo sofrimento passado pelo roster de Buffalo nas mãos de Ryan ao longo da temporada, que leva o primeiro TROFÉU CHUCK PAGANO.

Temporada que vem tem mais!

8 maneiras estúpidas que jogadores (e um punter) encontraram para se machucar

Lesões são um dos grandes medos de um jogador profissional, ainda mais na NFL, já que a temporada é muito curta e é importantíssimo estar no seu melhor nível em todos os jogos. Apesar disso, lesionar-se é muito comum entre jogadores; estar sempre saudável é exceção.

Entretanto, todos os dias, jogadores de futebol americano se esforçam para provar que estão longe de serem gênios que valem os milhões de dólares que recebem anualmente.

Essa coletânea é mais uma prova disto: uma coleção de maneiras idiotas em que, por culpa própria ou de outros fatores, atletas acabaram se lesionando.

Jason Pierre-Paul não sabe brincar com fogos de artifício

Essa talvez seja a história mais famosa, especialmente por ser mais recente. Jason Pierre-Paul, defensive end dos New York Giants, vindo de uma ótima temporada, uma das grandes promessas defensivas da NFL, pronto para destruir linhas ofensivas mais um ano e ganhar um contrato multimilionário, resolveu aproveitar o tradicional de feriado de 4 de julho como um bom americano: explodindo fogos de artifício. O problema é que, como um festeiro descuidado, um deles explodiu em sua mão.

Resultado final: várias cirurgias e, em um ato de coragem para tentar acelerar a sua recuperação, JPP amputou 2 dedos da mão. Perdeu todo o treinamento da offseason, alguns jogos da temporada regular e, quando jogou, foi obrigado a usar uma luva bizarra que prejudicou seu desempenho. Além disso, sabe-se lá quando ele voltará a ter oportunidade de garantir aquele contrato gigantesco que, como os tais fogos de artifício, escapou entre seus dedos (desculpem!)

Cause, baby, you're a firework / Come on show 'em what you're worth

Cause, baby, you’re a firework / Come on show ‘em what you’re worth

Gramados não são piscinas: não mergulhe!

Esta lesão não é exatamente de um jogador que já estava na NFL, mas um que era destinado a ela. Adrian Peterson já era um monstro no college football e provavelmente uma das primeiras escolhas do draft de 2007. Só que, na sua última temporada por Oklahoma, em um jogo ganho (27-9, final do último quarto), ele conseguiu mais uma de suas grandes corridas, 53 jardas para o touchdown e a brilhante ideia de mergulhar de cabeça na endzone

Resultado final: uma clavícula quebrada e AP nunca mais voltou a jogar pelos Sooners, e perdendo a oportunidade de bater vários recordes da universidade. Além disso, passou todo o período pre-draft imerso em dúvidas sobre sua condição física, o que fez com que “caísse” no draft, só sendo selecionado na sétima posição pelo Minnesota Vikings.

Os super protetores

Se há algo que nunca esqueceremos é que jogadores de futebol americano ganham MUITO DINHEIRO, então seria natural imaginar que eles se importassem menos que reles mortais com “ter que ir e comprar de novo” algo que eventualmente quebrou, especialmente se, para salvar tal objeto, seja necessário algum movimento muito brusco e perigoso. Bem, não é o caso de Nate Burleson e Darren McFadden.

Comecemos com Burleson. Acidentes de carro são mais comuns do que deveriam entre jogadores da NFL, mas normalmente envolvem drogas ou álcool. Nesse caso, a culpada foi uma pizza. Sim, uma pizza!

Nate voltava tranquilamente para casa com duas caixas de pizza no banco do passageiro, quando a de cima deslizou um pouco e ele tentou salvá-la. Fez um movimento brusco, perdeu o controle do carro e bateu na divisória no meio da pista, quebrando o braço em dois lugares e perdendo boa parte da temporada de 2009.

Pior que ele (afinal pizzas SÃO sagradas) só o que fez McFadden, um jogador já conhecido mais por seu potencial desperdiçado entre lesões que por suas atuações. Eis que Darren estava belo e feliz com seu celular, quando, como já aconteceu com todos nós, o celular cai e em um movimento protetor o gênio se joga para tentar salvá-lo. Resultado: caiu sobre o cotovelo e quebrou o osso, o que o fez perder sessões de treinamento e deixar sua titularidade no Dallas Cowboys mais ameaçada do que nunca.

Já sobre o celular, não temos maiores informações, tampouco sabemos seu paradeiro.

“Não sabemos comemorar”

Aqui a coletânea é grande. Provavelmente é ainda maior do que os já listados, mas vamos aproveitar o que temos à disposição. Dois romperam o joelho e um… bem, deixemos para o final.

O primeiro idiota é Lamarr Houston. Último quarto, os Bears perdendo por 25 pontos, QB reserva dos Patriots em campo, Lamarr Houston consegue um sack. Ao invés de simplesmente voltar para sua posição como seria normal àqueles que estão tomando 25 cocos na cabeça, Houston resolve comemorar com um salto a la Cristiano Ronaldo e, como seria esperado, rompeu o ACL, ficando de fora do resto da temporada.

O próximo da nossa lista fez algo parecido, mas pelo menos tinha razão em estar comemorando. Bill Gramática, jogador dos Cardinals, acertou um chute de 43 jardas no primeiro quarto contra o Giants e saiu comemorando dando um soco no ar, não como faria Pelé, mas como fez Lamarr Houston, Bill caiu de mau jeito e estourou o joelho.

E por último, a comemoração das comemorações, o gênio dos gênios: Gus Frerotte, enquanto jogava pelos Redskins. Sunday Night Football, começo de jogo, o quarterback marca um TD corrido e sai comemorar emocionado, então faz o que qualquer pessoa normal faria, não é? Dá uma cabeçada no muro que separa os torcedores do campo de jogo. Resultado: machucou o pescoço e saiu do jogo, prejudicando seu time, que acabou empatando em 7-7.

O curioso caso do punter Chris Hanson

Obviamente devíamos ter um integrante dessa classe maravilhosa de jogadores que não são exatamente jogadores de futebol americano. Mais do que isso, Chris Hanson é protagonista de dois acidentes bizarros.

O primeiro ocorreu em 2002, na casa do kicker Jaret Holmes, quando uma panela de fondue virou e causou queimaduras de primeiro e segundo grau nos pés dos dois. Por sorte, o acidente foi durante as férias e eles já estavam prontos para o Training Camp.

O segundo ocorreu no ano seguinte, quando o time do Jaguars havia começado a temporada com três derrotas e o treinador Jack del Rio tentou trazer uma nova filosofia para o vestiário: “Keep Chopping Wood” (algo no sentido de “continue lutando, ultrapassando os obstáculos”). Para isso, ele levou um toco de árvore e um machado para o vestiário, e os jogadores iam cortando pedaços do toco todos os dias após os treinamentos.

Um belo dia, após o treinamento, Hanson e outro kicker, Seth Marlen, foram os primeiros no vestiário, quando o punter resolveu deixar a sua marca no toco também. Mas ele errou. Sim, ele errou! Bem, machado fincado no pé direito (pelo menos não era o pé bom, de novo), sangue por todo o vestiário, punter fora da temporada e pior: o treinador provavelmente teve que buscar um novo slogan para a equipe.

Árbitros também podem causar lesões

Essa história ocorreu dentro de campo, mas não teve nada a ver com a partida. Ou quase nada. O árbitro Jeff Triplette lançou o pano amarelo, em uma ação corriqueira de jogo. Só que dessa vez o pano voou e acertou diretamente o olho direito de Orlando Brown, um dos jogadores de linha ofensiva mais bem pagos daquele ano.

Brown levou a mão ao olho e logo em seguida empurrou a zebra ao chão, o que causou sua expulsão. Foram três anos para se recuperar da lesão e uma indenização de mais de 15 milhões de dólares ao jogador por parte da NFL.

Sinta a ameaça.

Sinta a ameaça.

Más companhias

Além de pouco inteligentes, também é notório que a maioria dos jogadores da NFL vem de lugares, digamos, “complicados” e seguem frequentando tais locais mesmo depois de estarem na liga. Por isso, parece quase natural que se envolvam em acidentes. Em um destes se envolveu Linval Joseph, que havia acabado de assinar um contrato de 5 anos e 31,5 milhões de dólares com Minnesota Vikings (<3).

Joseph estava na saída de um clube perto da hora de fechamento em agosto, pouco antes do início da temporada, quando um atirador disparou aparentemente de maneira aleatória pelo lugar e atingiu o defensive tackle de raspão na perna, além de mais nove pessoas. Joseph acabou perdendo a maioria dos jogos da preseason, apesar de não ter sofrido maiores problemas na temporada regular.

Válido lembrar: Plaxico Burress ficou dois anos preso após atirar acidentalmente na própria perna em um clube de Nova York.

Geno Smith apanha por $600

IK Enemkpali era um linebacker em seu segundo ano de NFL, que resolveu convidar o QB titular do seu time, o New York Jets, para um football camp na offseason do ano passado e até pagou a passagem para que ele comparecesse. Por problemas pessoais, Geno Smith não pode ir. IK então pediu que ele devolvesse os 600 dólares que teoricamente lhe haviam custado a passagem, com o que Smith concordou.

O problema aconteceu quando o Geno aparentemente esqueceu de devolver o dinheiro e, em uma manhã de treinamentos, foi confrontado pelo linebacker. Ninguém tem informações exatas de como aconteceu, mas a discussão acabou com um soco que quebrou a mandíbula do então quarterback titular dos Jets.

Graças a lesão, Smith ficou fora várias semanas e com isso perdeu a titularidade para Ryan Fitzpatrick, que quase levou o time aos playoffs – o que não aconteceria com Geno. Apenas pela campanha positiva, 10-6, os torcedores do Jets já podem agradecer IK Enemkpali!

Enemkpali ainda descolou uma vaga nos Bills do comédia Rex Ryan.

Enemkpali ainda descolou uma vaga nos Bills do comédia Rex Ryan.

9 problemas bizarros com a lei por que passaram jogadores da NFL

Além de lances espetaculares e jogos emocionantes, outra razão que pela qual a NFL está sempre entre as principais manchetes é a quantidade absurda de crimes e prisões em que se envolvem seus jogadores. Pode ser porque a maioria veio de vizinhanças pobres ou porque a quantidade de pancadas na cabeça prejudica seus cérebros e lhes impede de tomar decisões corretas, mas mesmo assim o número de casos é absurdo, e pelos mais variados motivos, desde dirigir sob influência de entorpecentes (os famosos DUIs), até situações mais graves como violência doméstica e maus-tratos de animais.

Além dos motivos mais comuns (que chegaram a um ponto que o que surpreende são semanas sem prisões, e não o contrário), existem também casos especiais, que mostram quão problemáticos são alguns jogadores. E alguns deles já fazem quase parte do folclore da liga.

Eugene Robinson

Comecemos bem para mostrar como NÃO SALVA UM nesse grande circo que é a NFL. O cornerback estava prestes a jogar o seu terceiro Super Bowl seguido no ano de 1999 pelos Falcons, depois de duas aparições e um título com o Packers. No dia anterior ao grande jogo, Robinson recebeu o Bart Starr Award, que busca premiar atletas que mostram grande caráter e liderança em campo e na comunidade. Durante a noite, o jogador foi preso tentando contratar uma policial que estava disfarçada de prostituta.

Para piorar, perdendo uma importante noite de sono pelo incidente, o CB foi apontado como principal culpado em dois TDs (inclusive uma recepção de 80 jardas que deveria estar marcando) que foram cruciais para a vitória por 34-19 dos Broncos.

Eugene Robinson

Exatamente a cara que ele fez quando foi preso. Talvez.

Jeff Reed

Aqui vai a cota de “kickers também são jogadores de futebol americano”, pelo menos quando o quesito é fazer cagada. Jeff Reed sempre foi conhecido pelo seu estilo simpático, mas também por ser um grande apreciador de álcool.

Em uma bela madrugada em Pittsburgh, Reed foi usar o banheiro de uma loja de conveniência de beira de estrada quando, absurdamente, descobriu que não havia papel para secar as mãos. Ao invés de secar as mãos na calça ou na camiseta como um bom bêbado e seguir com a vida, o kicker se revoltou, destruindo o depósito de papel que estava vazio e xingando os empregados da loja, que chamaram a polícia.

Kenyatta Jones

O offensive tackle do New England Patriots estava se recuperando de uma lesão no joelho e prestes a voltar aos treinos quando, durante uma provável discussão com seu assistente pessoal (aparentemente jogadores profissionais precisam disso), ele o atacou com água fervendo e acabou preso após causar queimaduras de segundo e terceiro grau no assistente. Jones acabou sendo dispensado do time cinco dias depois do incidente.

Após os acontecimentos de 2003, Jones só voltou a ter outra chance de jogar futebol americano em 2008, pelo Tampa Bay Storm da Arena Football League. Obviamente, nesse ano voltou a ter problemas com a lei, sendo preso por tentar urinar na pista de um clube de Tampa e ainda agredir um policial que tentou pará-lo (lembre-se, o OT tinha 1.93m e mais de 120kg).

Justin Miller

Esse mandou muito bem. É quase normal imaginar os brutamontes da NFL buscando (e encontrando) brigas nas baladas por aí, mas não foi só assim que Miller veio parar nessa lista. O, na época, retornador dos Jets estava em uma festa alcoolizado e, de acordo com o relato da agredida, começou a provocar e tentar acertar socos em um outro grupo que também estava ali, enquanto era contido pelos amigos. O problema é que ele “errou” um desses socos aleatórios e atingiu uma das garotas do grupo com que discutia.

Ao perceber o que tinha feito, o homem mais rápido da NFL em 2006 tentou fugir correndo, mas foi seguido e acabou preso por um policial que passava na região. Para piorar, a mulher atacada era chefe da equipe de Barack Obama, o que só trouxe ainda mais atenção ao caso.

Bobby Massie

Como já dito, beber e dirigir é uma atitude comum entre jogadores da NFL. Nesse caso, o na época right tackle de Arizona (essa temporada ele estará em Chicago) tentou ser um pouco mais consciente que a média. Massie estava bebendo em uma região próxima (aproximadamente 2 km) ao centro de treinamentos do time e resolveu dirigir até e estacionar ali, para poder dormir e deixar passar a bebedeira. O problema foi que o segurança do centro não reconheceu o carro do jogador e imediatamente chamou a polícia, que prontamente atendeu ao chamado e prendeu o jogador alcoolizado, o que resultou em uma punição de dois jogos na temporada seguinte ao acontecido (a primeira na história em que um segurança de um clube da NFL foi responsável pela punição do próprio jogador).

**FILE**Atlanta Falcons quarterback Michael Vick scrambles during the first quarter of an exhibition game against the Tennessee Titans on in this Friday, Aug. 19, 2005, file photo in Atlanta. Three games into the season, Michael Vick has yet to get the Atlanta Falcons' passing attack on track. He has completed less than half his throws, is averaging just 123 yards per game through the air and his rating ranks near the bottom of the league. (AP Photo/John Bazemore)

Vick não está na lista porque ele passou dos limites.

Louis Murphy

O medíocre WR dos Raiders foi parado por estar dirigindo com o som do carro muito alto em uma manhã de domingo. Assim tudo começou. Os policiais exigiram identificação, ele se recusou e resistiu ao ser algemado. Assim tudo piorou. Depois de tanta discussão, os policiais fizeram uma revista completa no carro do jogador e o que encontraram foi o que o trouxe para essa lista. Viagra, sem identificação, que de acordo com Murphy era porque ele não queria que sua namorada soubesse que ele precisava do medicamento. No final das contas, ele acabou expondo sua necessidade especial para todo mundo e ainda provavelmente ficando sem seu combustível.

Love Boat

Durante a temporada de 2005, na qual o time do Minnesota Vikings havia começado com 5 derrotas nos primeiros 7 jogos, vários jogadores (as informações chegam a incluir 17 atletas da equipe, entre eles o QB Daunte Culpepper, os DTs Kevin e Pat Williams e o então rookie e futuro bust WR Troy Williamson) organizaram uma festinha com dois barcos alugados no Lago Minnetonka e prostitutas “importadas” de Miami e Atlanta exclusivamente para o evento.

A atenção da polícia foi chamada quando uma mulher lhes chamou porque “sete homens negros saídos de uma limusine urinaram em seu jardim”. No final das contas, além de infinitas histórias bizarras (sério, a internet é incrivelmente cheia delas) sobre acontecimentos na festa e uma tripulação e equipe de limpeza traumatizadas, quatro jogadores acabaram indiciados por exposição indecente e outros crimes menores.

Quem levou a pior de verdade foi o então head coach Mike Tice (hoje treinador de linha ofensiva dos Raiders), que teve o evento como uma das principais razões para sua demissão.

Stanley Wilson II

O mais recente dos acontecimentos aqui relatados. O antigo cornerback de Detroit foi encontrado nu na fonte de uma casa em uma região rica de Portland, depois de tentar invadir essa mesma casa e seus moradores chamarem a polícia. Além disso, Wilson também havia sofrido ferimentos de bala, apesar de não correr risco de vida.

Tudo isso aconteceu sem maiores explicações – talvez mais um motivo para a NFL continuar com seus estudos sobre os efeitos que tantas pancadas causam na cabeça dos jogadores.

Plaxico Burress

O último artista desta lista! Um dos heróis dos Giants no Super Bowl XLII, com um recém assinado contrato de 35 milhões de dólares. Bem, o wide receiver estava curtindo a noite no clube LQ em Nova York, quando, por alguma razão, meteu a mão no revólver que mantinha no bolso de trás da calça jeans, apertando o gatilho sem querer e dando um tiro na própria perna.

O acidente chamou a atenção da polícia, que descobriu que Plaxico não possuía a Glock legalmente – o que, sendo quem ele era, trouxe muita atenção da mídia e o próprio prefeito Michael Bloomberg exigiu que ele fosse punido severamente. O resultado final foi a dispensa dos Giants e 20 meses na prisão, além de alguns (muitos) milhões mais pobre.

1Plaxico

Agradeça a deus seu talento. Dê um tiro na perna pra comemorar.

As 9 postagens mais imbecis do Facebook de Tom Brady (e uma imagem perdida)

É comum atletas profissionais contratarem equipes inteiras para gerenciar e promover o conteúdo publicado em suas páginas nas redes sociais. Esse parece não ser o caso de Tom Brady. Não se sabe ao certo quem é o responsável pela criação do conteúdo postado em seu Facebook OFICIAL (sim, tem a marquinha lá confirmando), porém o QB do New England Patriots abusa de imagens bem humoradas e de montagens grotescas em seus posts. Se não é um primor de qualidade, o Facebook de Brady mostra o lado humano de um dos maiores QBs de todos os tempos.

Com muita alegria (e perplexidade) selecionamos os POSTS MAIS BIZARROS DO FACEBOOK DE TOM BRADY:

1 – Tom Brady e Rob Gronkowski parecem ter um relacionamento que vai muito além da melhor dupla de QB e TE que já pisou em um gramado. Aparentemente, por algum motivo que nem o mais competente dos psicólogos conseguiria explicar, Brady sentiu a necessidade de fazer uma montagem saindo de um bolo cor de rosa em homenagem ao aniversário de Gronk.

Brady Gronk I

Gronk retribuiu com uma pegadinha marota de primeiro de Abril durante uma soneca de Tom.

Brady Gronk II

2 – Por que, Tom? Qual o sentido disso? Você é um dos maiores de todos os tempos, Tom. Não tem necessidade.

Edelman Leap

3 – Tom parece ficar bem animadinho quando seu adversário tem um cavalo como mascote.

Colt Bronco

4 – Talvez as duas derrotas para o NY Giants em Super Bowls consigam explicar o que se passa no subconsciente de uma pessoa que produz a imagem abaixo. Entendemos, Tom. Muito didático: o Patriots, com trabalho em equipe, derrubará o gigante.

Giants

5 – Ainda bem que Tom esclareceu que a imagem AINDA não é real.

Cliff Jumping

6 – Pô, Tom, isso é bullying.

Willfork

7 – Brady é um pai muito amoroso e participativo. Neste vídeo podemos ver o momento em que ele sai debaixo de uma pilha de folhas vestido de peru, o que deixou seus filhos completamente aterrorizados.

8 – Além de murchar bolas, Tom parece buscar vantagem competitiva usando uniformes totalmente inapropriados.

Hockey

9 – Será montagem?

Ping pong

10 – Ok, essa não saiu do Facebook, mas não poderia ficar de fora.

Goat