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Tempo de recomeçar

Uma das franquias mais estáveis da NFL inegavelmente atravessa um período turbulento: Ozzie Newsone, único GM desde que os Ravens desembarcaram em Baltimore há pouco mais de 20 anos, deixará o cargo após esta temporada.

Steve Bisciotti, também conhecido como O HOMEM QUE PAGA A CONTA, admitiu recentemente que John Harbaugh, inquestionável até então, balançou no cargo após não chegar aos playoffs pelo terceiro ano consecutivo – eliminação confirmada em um jogo patético diante de um Cincinnati Bengals que não tinha mais nada a perder, exceto a dignidade – seja lá o que isto signifique.

Todo o cenário desenhado aponta que, em 2018, o Ravens joga pela vida de Harbaugh e, claro, de Joe Flacco – que está sob os holofotes (e não do ponto de vista positivo) como nunca esteve em nenhum momento de seus 10 anos de NFL até aqui.

Reconstruindo sem implodir

O Baltimore Ravens protagonizou algum BAFAFÁ no último draft, com um trade up ao final o primeiro round para selecionar Lamar Jackson, quarterback de Lousville vencedor do Heisman Trophy; uma decisão até certo ponto lógica, considerando que Joe Flacco assinou um novo contrato de seis anos pela bagatela de US$125 milhões há duas temporadas e, como habitual, muitas questões pairam sobre o QB que liderou o Ravens na conquista do seu mais recente Super Bowl.

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É honesto se perguntar se Joe conseguirá, em algum momento, aproximar-se do nível de atuação que o consagrou em 2012; tanto a idade (33), como inúmeras lesões reduziram a eficiência do quarterback com o passar do tempo. É bem verdade, claro, que o elenco de apoio não contribuiu, mas é o preço a se pagar quando se investe toneladas de cap space (também conhecido como DÓLARES) em um QB de qualidade (no mínimo) questionável.

Neste contexto, também é justo pensar se os Ravens não deveriam emular um movimento similar ao que o Texans fez há pouco tempo, ao sacrificar um ano (e um draft) para se livrar do contrato de Brock Osweiler. Recomeçar com Lamar, claro, um jovem ainda extremamente cru, mas com imenso potencial físico, não seria uma atitude digna de repreensão – obviamente Jackson não está pronto para assumir o controle da franquia (talvez nem da própria vida), então assistir a última chance de RGIII enquanto o garoto de Louisville realiza a transição para o football profissional, faria algum sentido; neste cenário, os Ravens não iriam para os playoffs em 2018, mas bem, também parece improvável que eles cheguem lá se considerarmos os últimos três anos de Joe Flacco.

As novas (velhas) armas

Podemos considerar que Baltimore teve uma significativa melhora no seu corpo de recebedores  – mas as mesmas palavras foram ditas quando eles contrataram Jeremy Maclin em 2016, e todos sabemos o final desta história (errado é quem espera diferente). De qualquer forma, Michael Crabtree é uma ameaça real na endzone (são 25 TDs nas últimas três temporada), mas ele já ultrapassou a casa dos 30 anos, então é possível (e provável) que seus melhores dias sejam apenas uma lembrança.

Além disso, da FA também vieram John Brown (ex-Cardinals) e Willie Snead (ex-Saints) – é improvável acreditar que Snead contribua de fato (como sabemos, Joe Flacco não é Drew Brees), mas Brown, apesar de sofrer com diversos problemas médicos nos últimos anos, tem algum potencial.

Os TEs também são novos: tanto Hayden Hurst quanto Mark Andrews vieram do draft, dando a perspectiva de que os Ravens conseguirão ameaçar o seam, algo que não acontecia desde aquela época em que Dennis Pitta estava vivo.

De qualquer forma, embora não pareça um cenário completamente animador, as perspectivas são melhores do que as oferecidas por Mike Wallace, Jeremy Maclin e Breshad Perriman (in memorian) em 2017 – e também não é como se piorar fosse uma opção.

Pelo chão, Baltimore redescobriu o jogo corrido após dois anos fedendo. Alex Collins, que chegou no início de setembro após ser chutado de Seattle, correu para 973 jardas e seis TDs, deve continuar sendo a primeira opção, afinal os Ravens parecem acreditar que o desempenho de Alex não se trata de um ponto fora da curva, mas sim que este pode inclusive crescer se ele permanecer saudável. Kenneth Dixon também está voltando de lesão, mas resta saber se John Harbaugh confiará no menino (spoiler: não).

Já a OL, que permitiu menos de 30 sacks no último ano, traz Marshal Yanda e Alex Lewis de volta dos mortos – parece, porém, não ser suficiente, já que gente como Matt Skura e James Hurst tendem a ser incapazes de bloquear um pato manco.

Se nada der certo, já sabemos o que esperar: basta chegar ao meio do campo e esperar Justin Tucker fazer alguma mágica.

Ponto de equilíbrio

Os Ravens seriam um fracasso se sua defesa fossa abaixo da média – o que está longe de ser o caso; o sistema defensivo, que retorna praticamente intacto, permite que a equipe se mantenha competitiva: Baltimore cedeu o sexto menor número de pontos em 2017 (18.9) e liderou a liga em takeaways (34). Mas quando a pressão aumentou, a corda estourou; como nos momentos finais do duelo contra o Steelers em dezembro, ou o já citado CREPÚSCULO DE ANDY DALTON, quando um TD de 49 jardas deixou a equipe fora da pós-temporada.

De qualquer forma, a secundária é a força motriz do sistema: Jimmy Smith é um ótimo CB e Marlon Humphrey, que já impressionou em sua temporada de estreia, deve evoluir ainda mais. Tavon Young também retorna de lesão e dá ainda mais profundidade para o setor. Já o grupo Safeties tem talento de sobra em Eric Weddle e Tony Jefferson.

A DL ainda é capaz de pressionar os QBs adversários, graças a Terrell Suggs – que mesmo já cruzando a barreira dos 35 anos, vem de uma temporada com mais de 10 sacks. Além disso, Baltimore cercou Suggs com diversos jogadores jovens e talentosos, para aprender com um dos melhores atletas da posição: Matt Judon, Za’Darius Smith, Tim Williams e Tyus Bowser podem aproveitar muito a presença de Terrell – Judon, aliás, teve 8 sacks em 2017.

O corpo de LBs, porém, levanta algumas dúvidas: CJ Mosley é um monstro, mas não esteve em sua melhor forma no último ano – sobretudo graças a uma cirurgia no ombro. Ele deve retornar melhor, claro, mas outros nomes do setor, como Patrick Onwuasor (fede), tem sido uma decepção até aqui.

Palpite:

Os Ravens, por muito tempo, recusaram-se a partir para mudanças drásticas, sempre afirmando que estavam a um ou dois jogos dos playoffs (o que, enfim, não deixou de ser verdade). Mesmo assim, desde que venceu o SB XLVII, Baltimore está 40-40 na temporada regular – ser medíocre é uma boa opção na vida de uma pessoa comum, mas parece não ser uma estratégia inteligente em esportes profissionais. De qualquer forma, tudo passa por Joe Flacco: se ele redescobrir sua capacidade de conectar grandes jogadas (agora sem a importante ajuda de Rahim Moore), é possível brigar por playoffs. Se ele não o fizer, bem, pode ser a hora de começar a olhar para Lamar Jackson com mais carinho – talvez seja o que acontecerá após um 8-8.

A terceira (e última) chance

Tirando alguns poucos idosos que insistem em, vez ou outra, aparecer no Twitter PickSix para dar palpite e relembrar que acompanham os Titans desde 1992, quando eles ainda sequer existiam (acho), alguns de nós somos parte da primeira geração a acompanhar NFL – pelo menos, a primeira a ver insistentemente (mesmo perdendo com uma constância absurda) e consumir informação diária sobre a liga americana. Aceitemos, tudo isso começou há, no máximo, 9 ou 10 anos.

E talvez uma das intrigas mais impressionantes, um daqueles círculos fechados do qual lembraremos em 2036 esteja se formando em 2018: um dia diremos com saudades, “ah, que grande besteira eles fizeram, como a NFL era legal e a XFL hoje é sem graça”. Bom, os Redskins, que não são relevantes para muita coisa desde aquela troca épica com os Rams, são parte dessa história.

A melhor parte é que não falaremos de RG3 aqui porque é hora de SEGUIR EM FRENTE. Tudo começa, na verdade, na falta de fé em Kirk Cousins, que lucrou 300 trilhões com três franchise tag (que poderiam ter aparecido como garantia em um contrato de 5 anos), para ser substituído por Alex Smith, que também ganhará uns bons milhões em fim de carreira – às vezes, é fácil esquecer que Smith tem o mesmo tempo de liga que Aaron Rodgers.

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Mas Smith só estava disponível no mercado, mesmo após uma temporada de quase-MVP – mais sobre isso à frente – porque o seu time, os Chiefs, investiram muito no draft para pegar Pat Mahomes, um “braçudo lá” que o time acredita que trará mais verticalidade ao ataque, enquanto Smith foi o cara com mais jardas em passes longos em 2017 (muito bom se livrar de Todd Haley).

Esse texto havia prometido um círculo, certo? Pois não paramos por aí. Os Chiefs gastaram muito na troca no draft de 2017 porque precisavam estar na frente dos Saints, que teoricamente via em Mahomes o QB do seu futuro, substituto de Brees.

E na última quarta-feira, como não conseguiu selecionar Mahomes, os Saints arrumaram outro que pode ser o substituto de Brees quando ele seguir rumo à aposentadoria: Teddy Bridgewater, ex-QB dos Vikings, cujo joelho assustou Rick Spielman, que resolveu buscar uma alternativa mais segura e teoricamente confiável em Kirk Cousins, saído dos Redskins – que acredita que Alex Smith é realmente quem pode levá-los ao Super Bowl.

Alex Smith

A história de vida de Smith já conhecemos (mesmo que pareça bizarro imaginar que o jogador já tenha 14 temporadas na liga) – e já é a segunda vez na sua carreira que, quando parece que ele chegará ao topo e se tornará um QB sólido e inquestionável, a vida lhe puxa o tapete. Em seu tempo de Chiefs, somente Wilson e Brady ganharam mais jogos, mas o tombo veio até antes da temporada com Pat Mahomes, duvidando da possibilidade de Alex chegar lá como os grandes – mesmo que o QB claramente tenha sido um dos melhores da temporada passada, especialmente no início, lançando apenas 1 INT e 18 TDs antes da bye.

Obviamente, é válido lembrar que poderes sobrenaturais de ganhar títulos são mera especulação – apesar de todos sabermos que também são a mais pura realidade; ou, como melhor dizem os espanhóis: “eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”.

Como sempre, entretanto, tem alguém (normalmente algum bobo) que compra o resto dos outros: Washington investiu Kendall Fuller (um bom CB), uma escolha de 3ª rodada e 94M ao longo de 5 anos (barato, para os padrões atuais), com 71 milhões que basicamente garantem que Smith se aposentará na capital.

A esperança é de que essa aposentadoria seja acompanhada de resultados históricos, mantendo a consistência que o pintou como um jogador até conservador, mas conquistando o grande número de TDs que conseguiu em 2017 (26, máximo na carreira) e o grande desempenho nas bolas longas; inclusive 30% das suas jardas (4.042, também máximo na carreira) vieram através de lançamentos longos para Tyreek Hill e cia.

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Aos 34 anos, Smith parece ter descoberto como jogar o seu melhor football e, no seu terceiro time, tem novamente a oportunidade de se mostrar a solução e um grande QB da liga. Resta assistir e acompanhar se, ao contrário do que acreditaram as grandes mentes ofensivas dos últimos anos da NFL em Jim Harbaugh e Andy Reid, Alex terá capacidade de elevar a capacidade dos seus companheiros de ataque e apoiar o trabalho de uma defesa que ainda passa um sentimento que não alcança ainda o nível das top da NFC.

O WR de 40 milhões de dólares

Paul Richardson. Esse é o homem que é pago para ser o principal alvo de Alex Smith pelos Redskins – levando em consideração que não sabemos direito de onde ele saiu, afinal o seu despertar das luzes para o resto da NFL (703 jardas, 6 TDs pelos Seahawks) não foi grande coisa, parece muita responsabilidade e pressão no jogador, mesmo que os 40M de dólares sejam distribuídos ao longo de 5 anos.

Para dividir as atenções, Jamison Crowder, queridinho de Kirk Cousins, tem produção parecida com a de Richardson. Talento de verdade temos nos frequentadores do DM da equipe: Jordan Reed, TE que ainda não jogou na pré-temporada, e Josh Doctson, que mesmo tendo passado 2017 saudável, não justificou a sua posição de titular, recebendo apenas 35 passes (e precisa fazer mais do que isso para parar de ser xingado por nós – não que ele esteja preocupado, claro).

Ao lado de Smith, ainda não está bem definido quem carregará a bola pelo gramado: Samaja Perine liderou o time em jardas corridas em 2017, mas com uma média de 3.4 jardas por corrida; Chris Thompson é uma opção mais sólida para o jogo aéreo; e Darrius Guice, escolhido no segundo round, estourou o joelho ainda no training camp. De quebra, até o fim da escrita desse texto, o time ainda tinha Adrian Peterson no roster, o que só adiciona mais drama – caso ele fique, muito mais do que potencial.

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De alto nível mesmo, é válido apontar a linha ofensiva: Trent Williams e Scherff são eternos pro bowlers; Morgan Moses e Shawn Lauvao são titulares sólidos há anos, inclusive com contratos longos para garanti-los ali; e Chase Roullier, da sexta rodada do draft de 2017, já se garantiu como Center titular e não deve ser tirado do posto.

A defesa sem Kendall Fuller

Kendall Fuller, empatado com o safety D.J. Swearinger, foi o que mais produziu interceptações na defesa, com 4 cada – e, especialmente enfrentando recebedores no slot, deverá fazer falta, já que era um excelente complemento para Josh Norman, eterno marcador em zona. Além disso, uma secundária que teve um bom 2017 também viu Bashaud Breeland, o CB que complementava a marcação em nickel, partir. Os substitutos deverão ser Fabian Moreau e Quinton Dunbar, mas ainda fica a dúvida sobre quem jogará no slot, uma posição tradicionalmente difícil.

A estrela do front seven é Ryan Kerrigan, que produziu 13.5 sacks em 2017 e nunca menos de 7.5 na carreira. Preston Smith seguiu evoluindo em 2017 e é um bom complemento para Kerrigan; de quebra, a equipe ainda adicionou Pernell McPhee, chutado pelos Bears por não corresponder ao grande contrato que recebeu, mas ainda assim útil para uma rotação.

Direto do draft, a linha defensiva conta com a adição de Da’Ron Payne para abrir espaços, segunda vez seguida que Washington investe uma alta escolha em sua linha; em 2018, Jonathan Allen busca ficar saudável ano para usar todo seu potencial.

Palpite:

O time não parece ter qualquer chance de desafiar Philadelphia pelo título da divisão a menos que Alex Smith consiga fazer mais do que produziu em 2017, e durante a temporada completa – isso enquanto a defesa evolui um nível mesmo perdendo peças. Entretanto, como dessa liga tudo podemos esperar e sempre nos surpreendemos, Washington talvez seja um time que valha esperar um pouco para ver, mesmo que saibamos que, na maioria das vezes, o benefício da dúvida acaba em frustração ou fracasso.

Métodos para evitar a ressaca

Philadelphia Eagles campeão do Super Bowl. Há uns dez anos isso seria uma piada tão engraçada quanto a Libertadores do Corinthians, mas, infelizmente, nos últimos anos tivemos um movimento extintor de piadas esportivas (nos resta o Cleveland Browns).

Após anos ameaçando ser alguma coisa, o Eagles teve experimentos interessantes, como o DREAM TEAM™ de 2011 e a projeto Chip Kelly. Esse legado trouxe Doug Pederson, técnico da árvore de Andy Reid, que passou 14 temporadas nos Eagles, caso o leitor tenha esquecido.

Um QB para o futuro (e outro para usar agora)

A chegada de Carson Wentz deu um fio de esperança a uma torcida acostumada a torcer para o que antes era conhecido como “só o Philadelphia Eagles”. Os primeiros jogos da carreira foram animadores, mas havia a ressalva da queda brusca no final do ano de calouro. Em 2017, houve um salto de qualidade. Wentz transformou o status de melhor prospecto desde Andrew Luck (todo Draft tem um) em um jogo de alto nível, impressionando ao ponto de ser o principal favorito à corrida de MVP em certo ponto da temporada.

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Porém, um scramble ao fim do jogo contra os Rams em Los Angeles (semana 14) parecia colocar a temporada dos Eagles em cheque. Carson Wentz rompeu o ligamento cruzado anterior (vulgo ACL), o que, pelo timing da lesão, coloca inclusive em dúvida seu status para a abertura da temporada. Sabemos que o torcedor da Philadelphia ficou com o cu na mão, temeu que as atuações de Nick Foles criassem um cenário em que tudo iria por água abaixo, como o jogo do dia de Natal contra os Raiders.

Sem seu quarterback titular, era inevitável que o destino reservasse mais um ano de Philadephia Eagles é isso aí mesmo, errado é quem espera diferente, evidenciado pelo fato de Vegas colocar o time como underdog para a primeira partida dos playoffs, mesmo jogando em casa. O jogo foi feio, mas o time venceu, com parte da glória sendo dividida com a implosão mental de Steve Sarkisian nos instantes finais. Contra os Vikings no NFC Championship Game, novamente o Eagles era considerado zebra nas casas de apostas, mas acabou humilhando o adversário, para desespero de 20% do site.

Porque sim.

O Super Bowl LII é história e vimos que Nick Foles não apenas evitou a esparramada de farofa, mas foi fator determinante para a vitória contra os Patriots, algo previsto por absolutamente zero pessoas (quem falar que previu tá mentindo, mesmo que mostre provas). Em condições normais de temperatura e pressão, seria fácil os Eagles enganarem alguém, conseguindo até mesmo uma escolha de primeira rodada pelo jogador, mas a situação de indefinição do retorno de Wentz fez necessária a permanência de Foles. Até o momento em que fechamos esse texto, Carson foi liberado pelos médicos para os treinos de time, mas não se pode garantir a presença do produto de North Dakota State na abertura da temporada regular.

Panorama Tático do Ataque

Se nos playoffs os Eagles revolucionaram a NFL fazendo as pessoas esquecerem da existência do play action fake, em 2018 o uso da Run/Pass Option pode ser mais cauteloso. A “desvantagem” de ser campeão é a dificuldade de o manter desempenho no ano seguinte. Assim, é necessária a reformulação do sistema a fim de evitar que as tendências mostradas no ano anterior não sejam facilmente combatidas na temporada seguinte. A vantagem é que, ao contrário de outros sistemas que invadiram a NFL nos anos anteriores, como a wildcat formation e a read-option, o RPO ainda não foi exaurido, ainda podendo apresentar uma infinidade de variações de jogada sem esgotar o sistema.

Em contrapartida, o bom e velho pro-style offense ainda será necessário sobretudo para alavancar o jogo de Carson Wentz, que ainda tem muito a evoluir na carreira, apesar do que já foi mostrado ser surpreendente para um jogador vindo da segunda divisão universitária.

Como é comum em times vencedores, os Eagles tiveram muitas perdas de jogadores na offseason, sobretudo no ataque. Saíram os RB LeGarrette Blount e Kenjon Barner; os TE Trey Burton e Brent Celek e o WR Torrey Smith. Outro ponto de interrogação é o retorno do LT Jason Peters, que vem de uma ruptura de ligamentos cruzado anterior e medial colateral. Seu substituto Halapoulivaati Vaitai (tente escrever sem jogar no google), está com dificuldades na pré-temporada, apesar de ter sido consistente na metade final de 2017. Apesar dessa dúvida, o restante do grupo de protetores de Wentz é bem sólido, contando com Stefen Wisniewski, Jason Kelce, Brandon Brooks e Lane Johnson.

O dinamismo entre os running backs deve ser a tônica para o ataque, com Jay Ajayi sendo o peão de carga, enquanto Corey Clement e Darren Sproles (retornando de lesão) devem aumentar a dimensão do jogo aéreo. Complementando o jogo de passes curtos e as terceiras descidas, o TE Zach Ertz deve aumentar sua importância como arma do ataque. Alshon Jeffery é o cara responsável por esticar o campo, e Nelson Agholor finalmente contribui em campo após a cirurgia para remoção das raquetes que tinha no lugar das mãos. O nome novo na WR room deve ser Mike Wallace, que é uma espécie de seleção inglesa dos jogadores de NFL: após anos decepcionando quando se esperava protagonismo, finalmente deve produzir alguma coisa no papel de coadjuvante.

Uma defesa consistente

A profundidade de talento nos Eagles é tão grande que atinge o outro lado da bola. E dessa vez é de verdade, não como no lendário Dream Team de 2011. Se no Super Bowl não teve defesa, a unidade contribuiu bastante durante a jornada até lá, garantindo resultados que encaminharam a campanha de 13 vitórias.

Apesar das perdas do DE Vinny Curry, DT Beau Allen e do OLB Mychael Kendricks, o front office de Philly buscou uma estratégia utilizada por nomes como Al Davis e Bill Polian (na época em que sabiam o que estavam fazendo): fortalecer ainda mais a principal virtude da unidade, nesse caso o front seven. Os Eagles trouxeram o NT Haloti Ngata e o DE Michael Bennett, nomes veteranos mas que ainda contribuíram bastante nas últimas temporadas por Lions e Seahawks, respectivamente.

Um pass rush tão forte deve ajudar sobretudo a secundária, que deve ter problemas para encontrar soluções para a posição de nickel após a saída de Patrick Robinson. O segundanista Sidney Jones deve assumir a posição, enquanto Jalen Mills e Ronald Darby devem ser os outside corners. Os safeties Rodney McLeod e Malcolm Jenkins completam a secundária, com papel importante de ajudar sobretudo Jones, que na prática é calouro, já que perdeu quase toda a sua primeira temporada por lesão.

Palpite

No papel, os Eagles tem o melhor elenco da NFL, e ainda pode evoluir. Para um time tão dominante no ano anterior, sempre há a possibilidade de regressão, enquanto as saídas de Frank Reich e John DeFilippo podem ou não ter um impacto na capacidade criativa de Doug Pederson. Na defesa, Jim Schwartz vai para sua terceira temporada como coordenador, reconquistando o prestígio que perdeu quando esteve em Detroit. Schwartz é bom o suficiente para manter o nível da defesa e até mesmo melhorá-la, mesmo se ocorrerem algumas lesões. Mediante esse cenário de continuidade do trabalho vencedor da última temporada, é praticamente impossível não colocar os Eagles como os favoritos a vencerem o título da NFC East, e até mesmo postulantes à homefield advantage. Uma campanha de 12 ou 13 vitórias deve ser suficiente para manter o time como uma das seeds mais altas da conferência. 

A(s) última(s) chance(s) de Eli Manning

Em novembro de 2017, Eli Manning era o QB em atividade com o maior número de partidas consecutivas como titular de uma franquia da NFL. Sua sequência de 210 jogos ficava atrás apenas dos 297 que Brett Favre iniciou pelo Green Bay Packers. Eli era o único quarterback que a torcida do New York Giants tinha visto começar um jogo desde novembro de 2004, há exatos treze anos.

O problema é que treze foi, também, o número de derrotas da franquia em 2017. A pior temporada da história do time foi suficiente para que Eli Manning, um dos 12 QBs a vencer dois ou mais Super Bowls, fosse vítima de uma injustiça que jamais será esquecida.

Eli foi colocado no banco em uma temporada que já estava perdida e sua sequência histórica como starter foi interrompida. A justificativa, segundo o então Head Coach Ben McAdoo, era observar jogadores que não precisavam ser observados: Geno Smith, um QB horrível dentro e fora de campo, e Davis Webb, uma escolha de terceiro round do draft que não era nem de longe o futuro da franquia. Não demorou muito para que jogadores em atividade, ex-companheiros de time e até o ex-técnico Tom Coughlin manifestassem publicamente solidariedade a Eli.

Mesmo com pressão de todos os lados, inclusive da torcida, a decisão de McAdoo foi mantida. Jerry Reese, o então General Manager, apoiou o Head Coach com a justificativa de que “todas as posições precisavam ser avaliadas”. Geno Smith entrou para jogar no terrão de Oakland e ali se encerrava uma era. Injusta ou não, a substituição de Eli Manning representou o que parecia ser o início da reconstrução de um dos times mais vitoriosos da última década, começando pelo seu QB.

Reconstrução?

McAddo e Reese, é claro, não resistiram ao desastroso 2017 e já estão bem longe de New York. Para substituí-los, chegam o Head Coach Pat Shurmur, que até ano passado era coordenador ofensivo do Minnesota Vikings, e o General Manager Dave Gettleman, que trabalhou treze anos no próprio Giants antes de ir para o Carolina Panthers. Schurmur e Gettleman parecem discordar da necessidade de reconstrução do time a partir da posição mais importante do esporte. Ao invés de procurar o substituto de Eli Manning, escolheram construir ao redor dele.

A aposta é que Eli, aos 37 anos, ainda pode liderar a franquia a um terceiro Super Bowl. É algo, no mínimo, arriscada. Por mais que seja legítimo defender Eli no episódio de 2017, é necessário admitir que sua performance está muito distante do que um franchise QB deve proporcionar ao seu time; ele não tem mostrado ser capaz de elevar o talento ao seu redor. Na verdade, é extremamente dependente do que seus colegas de time podem fazer. A boa notícia é que falta de talento não será problema em 2018.

Odell Beckham Jr. está saudável e com a conta corrente recheada com o maior salário de um WR da história da NFL. Há infiéis que consideram os US$ 90 milhões em cinco anos de contrato um desperdício de dinheiro e cap space, mas Odell provou ainda mais o seu valor através da ausência. Sua contusão na semana 5 foi decisiva para o desastre que foi o desempenho ofensivo do time em 2017. Beckham parece mais maduro e motivado para assumir de vez o lugar de melhor WR da NFL. Não é exagero dizer que o renascimento da carreira de Eli Manning passa por Odell Beckham Jr.

Além de Odell, Manning conta com o que talvez seja o melhor grupo de jogadores que já teve à disposição em sua carreira. Sterling Shepard já se mostrou um recebedor confiável e eficiente. Evan Engram não vai bloquear ninguém, mas é um bom TE que precisa apenas de mais consistência e menos drops.

Mas a grande novidade e o provável diferencial do ataque para 2018 é o jogo corrido. A campanha horrorosa do ano passado rendeu a segunda escolha do draft e fez com que o New York Giants tivesse uma decisão a tomar: escolher um QB para o futuro ou o jogador mais talentoso disponível? O time ignorou Sam Darnold e escolheu o RB Saquon Barkley.

A importância da posição de QB e a desvalorização dos RBs fazem com que os críticos se encham de razão para dizer que o Giants errou. Mas a torcida, que não vê um jogo corrido minimamente eficiente desde que Ahmad Bradshaw foi embora, não consegue conter a empolgação. Barkley é um RB completo que trará uma dimensão nova ao ataque.

A linha ofensiva, que tem sido um fracasso há muito tempo, recebeu investimentos consideráveis. Nate Solder chega do New England Patriots para que nunca mais Ereck Flowers tenha que proteger o blind side de Eli Manning. O rookie LG Will Hernandez, que muitos consideram uma das melhores escolhas do draft, chega para consolidar o lado esquerdo da linha. Flowers deve continuar desapontando como RT (e talvez como ser humano), mas com consequências menos desastrosas. É provável que Solder e Hernandez não consigam fazer milagre, mas qualquer evolução, por menor que seja, é bem-vinda para um grupo que flerta com o desastre há anos.

O outro lado da bola

Depois de ter uma das melhores defesas da NFL na temporada 2016, o New York Giants entrou em colapso e foi para o fundo do poço em 2017. Além de seguidas contusões, o time ainda teve que lidar com três suspensões por razões disciplinares. No final da temporada, o caos estava instalado e o Giants tinha que colocar em campo literalmente um bando de desconhecidos.

O talento, porém, não desapareceu, só foi mascarado por um ano em que tudo deu errado. Os principais jogadores que fizeram a defesa brilhar em 2016 – Damon Harrison, Olivier Vernon, Janoris Jenkins e Landon Collins, todos jogadores de elite em suas respectivas posições – retornam para 2018. Apesar dos principais nomes serem os mesmos, a impressão é que a defesa do Giants está começando do zero.

A única perda considerável foi Jason Pierre-Paul, que foi trocado para o Tampa Bay Buccaneers. Além do alto salário e de não ser um encaixe ideal no novo esquema 3-4 do coordenador defensivo James Bettcher, Pierre-Paul parecia desinteressado e não desempenhou o papel de liderança desejado quando tudo começou a desmoronar (junto com seu dedo).

Para compensar a perda de Pierre-Paul, chega o edge rusher Kareem Martin, que trabalhou com Bettcher no Arizona Cardinals e parece ser o típico homem de confiança do treinador. O LB Alec Ogletree chega via troca com o Los Angeles Rams para reviver uma posição que tem sido sistematicamente negligenciada pelo time nos últimos anos. Junto com Damon Harrison e Olivier Vernon, Martin e Ogletree formam um front seven versátil e respeitável.

A secundária perdeu Dominique Rodgers-Cromartie, um dos jogadores suspensos por violar regras do time na temporada passada, e agora terá que depender do problemático Eli Apple, que parece ser tão detestável que foi chamado de câncer por Landon Collins no meio da confusão de 2017. Janoris Jenkins e Landon Collins são titulares acima da média, mas o grupo peca pela falta de profundidade. Caso contusões aconteçam, o resultado pode ser desastroso.

Palpite:

Em uma divisão em que a rotatividade de campeões é grande e que parece mais difícil do que realmente é, o Giants deve ser, ao menos, competitivo. Uma sequência brutal de jogos no início da temporada deve tornar a missão de chegar aos playoffs um pouco mais difícil. Um recorde de 8-8 trará a dignidade de volta à franquia e a certeza de que 2019 será a verdadeira última tentativa de Eli Manning. Mesmo que não dê certo, Eli continuará fazendo parte da história da NFL onde o merecido reconhecimento virá: Canton, Ohio – quer você goste ou não.

Procurando uma identidade

Uma nova identidade. Para a temporada de 2018, esse é o principal objetivo do Dallas Cowboys. Após Tony Romo ter nos dado mais um motivo pra ligar o SAP nas tardes de domingo e Jason Witten substituir Jon Gruden como COLOR GUY™ no Monday Night Football, cabe ao time encontrar novas lideranças.

Em uma despedida menos glamorosa, Dez Bryant foi defenestrado do Texas, por motivos que vão da queda de produção a ser um péssimo coleguinha de vestiário (fonte: nós achamos isso). Nesse caso, é necessário que Dak Prescott e Ezekiel Elliott assumam seus papéis como líderes do vestiário, tanto técnica quanto pessoalmente.

Uma offseason mais tranquila

Se em 2017 tivemos o circo armado pela punição de Ezekiel Elliott, em 2018 o Dallas Cowboys teve mais paz para trabalhar. Na medida do possível, claro. É intrínseco ao America’s Team a presença nos tabloides, então um circo menos intenso nos jornais ajuda a criar um ambiente em que a  liderança jovem tenha a tranquilidade para trabalhar. A questão Dez Bryant de certa forma é um percalço, porém é mais simples blindar um time às tuitadas de um jogador do que ter um dos seus principais nomes do ataque com problemas com a justiça.

Além dos nomes já citados, Dallas também perdeu o RB Alfred Morris, o WR Brice Butler e o CB Orlando Scandrick como os jogadores mais notáveis (aqueles que o leitor já ouviu falar o nome). Em contrapartida, o time trouxe o WR Allen Hurns, o OT Cameron Fleming e o DE Kony Ealy (o cara-que-seria-MVP-do-Super-Bowl-50-se-os-Panthers-tivessem-ganhado), todos nomes que buscam se firmar. O principal deles, Hurns, vindo de duas temporadas interrompidas por lesão, vem buscando espaço como titular na rotação de recebedores, que está em uma situação de time-que-precisa-de-mais-um-para-completar-a-pelada.

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Outro ponto importante da offseason é a volta do DE Randy Gregory, escolha de segunda rodada no draft de 2015. Após problemas com o uso de maconha (o que não deveria ser problema – mas isso é outra discussão), a NFL aceitou o plano de recuperação do jogador, permitindo sua reintegração após uma suspensão por tempo indeterminado. Gregory, que teve o melhor ano de sua carreira em 2014 na Universidade de Nebraska, era cotado como talento top-5 do draft à época. Agora, o jogador busca espaço em uma liga com tendência de rotações de pass-rush bastante numerosas.

Recarregando (do inglês reloading) 

O Dallas Cowboys fez nove picks no draft de 2018, algumas delas conseguindo bons valores, em escolhas abaixo da cotação de mercado. Na primeira rodada, a escolha do LB Leighton Vander-Esch de Boise State dá a entender que o time busca peças de reposição para Sean eternamente-Lee(sionado). 

Uma substituição quase perfeita, já que o calouro já chega à liga com dúvidas sobre a saúde de seu pescoço. Vander-Esch está em uma daquelas situações de lesões que não se vê ocorrendo em campo (até por que quase ninguém assiste jogos de Boise State) mas aparecem magicamente na época do Combine. Traçando um paralelo, é um boato semelhante ao que ocorreu com Myles Jack, de Jacksonville, à época em que jogava em UCLA. Dallas arriscou a escolha dezenove em Vander-Esch, agora joga a sorte na moedinha para ver se o jogador permanece saudável.

A escolha de Michael Gallup, WR, na posição 81 pode ser o respiro para um grupo de recebedores com déficit de peças, assim como o TE Dalton Schultz, que precisa pisar em sapatos grandes (traduções literais.inc). O recrutamento de Dallas se encerrou com a escolha de Bo Scarbrough, RB do tipo tanque de guerra vindo de Alabama, que provavelmente deve ser familiar ao leitor.

Jason “The Clapper” Garrett

O Homem-Laranja (Garrett, não o outro) merece um tópico especial quando falamos de Dallas Cowboys. Após ser escolhido técnico do ano (sério, isso aconteceu mesmo, por mais absurdo que possa parecer) quando teve Dak Prescott e Ezekiel Elliott em grande fase quando calouros, o homem teve uma temporada de 2017 digna dos melhores momentos de Chuck Pagano.

O ataque comandado pela dupla Garrett e Scott Linehan teve a regressão personificada na atuação do QB Dak Prescott. Se em 2016 Prescott teve 67.8 % de passes completos, 3667 jardas aéreas, 23 TDs e o assustador número de apenas 4 INTs para um QB calouro, em 2017, a produção caiu bastante. 62.9% dos passes completos, 22 TDs e 13 INTs. Ainda, a queda do rating, de 104.9 para 86.6.

Além de números, no game tape vimos um Prescott bastante exposto, principalmente nas partidas em que não teve a ajuda de Zeke Eliott. Uma atuação do nível de 2016 gera a atenção da NFL, e com coordenadores defensivos adversários tendo longos sete meses para estudar as tendências do jogador, Dak teve um rendimento aquém do esperado  em 2017. Nesse aspecto, adivinha, Jason Garrett e Scott Linehan não foram capazes de adaptar o plano de jogo, se é que existe um (o nosso dinheiro está no “não [existe um plano de jogo]”).

No jogo corrido, a perda de Ezekiel Eliott por seis jogos trouxe um problema tanto para o time quanto para o jogador. Zeke  não conseguiu render o esperado antes da punição começar a ser cumprida e até mesmo quando voltou, destacando-se a péssima atuação na altitude de Denver (não é desculpa). Embora falar que Zeke jogou mal é quase uma súplica para gerar a revolta do torcedor de Dallas, é inquestionável a queda de produção quando vemos que as jardas por tentativa caíram de 5.1 para 4.1. Acima das 4 jardas por tentativa é ainda considerado um bom número para RBs, mas a queda de conversão de primeiras descidas para 22.7% ajuda a regular esses números.

A linha ofensiva, outrora melhor da liga, agora tem que lidar com o problema da ausência por tempo indeterminado do center Travis Frederick. Outra questão importante é trabalhar as posições do LG Connor Williams e RT La’el Collins. Linhas ofensivas estão geralmente a uma lesão de serem ruins, e Adrian Clayborn fez suco de Dak Prescott quando Tyron Smith se lesionou contra os Falcons. Para incrementar a rotação, os Cowboys trouxeram o OT Cameron Fleming, que pode acabar sendo o titular no lado direito, mais pela falta de opção que pela sua qualidade técnica.

Uma defesa com duas caras

Ainda na questão da busca de identidade, a defesa do Dallas Cowboys pode ser explicada como a imagem e semelhança de Sean Lee. Como Lee luta contra as lesões, a defesa foi deficitária pela maior parte da temporada.

No pass rush, a atuação de DeMarcus Lawrence de certa forma mascarou o jogo tímido de Taco Charlton, escolha de primeira rodada de 2017. Nesse bolo, adiciona-se a chegada de Kony Ealy como mais uma peça de linha defensiva, sendo importante nas situações de terceira descida. David Irving provém uma boa opção no meio da linha, embora seja uma peça quase única jogando em 3 e 5-tech.

A principal deficiência defensiva a ser tratada por Rod Marinelli é a secundária. Byron Jones, Jeff Heath, Xavier Woods e Chidobe Awuzie são os titulares de uma unidade que além de tudo não tem muitos atletas para profundidade de elenco. A esperança se dá que o trio de LBs com Lee, Vander-Esch e o excelente-but-yet-to-be-seen Jaylon Smith consiga cobrir o passe.

Palpite

A NFC East é mais uma daquelas divisões em que raramente o vencedor do ano anterior consegue defender o título. Se Dallas conseguiu aparições nos playoffs nos últimos anos de Tony Romo e no ano de calouro de Dak Prescott, essa não deve ser a realidade de 2018. O grupo de recebedores é muito fraco e mesmo se os novatos tiverem impacto, não será suficiente para fazer frente aos rivais. A temporada será de reconstrução em Dallas, possivelmente com a demissão de Jason Garrett ao fim do ano. A partir disso, será necessário trazer uma mente moderna para o ataque, que saiba explorar melhor com as habilidades de Prescott e Elliott, enquanto uma escolha no top 10 do draft de 2019 será essencial para tapar alguns buracos do elenco. Nessa questão, provavelmente uma campanha entre cinco e sete vitórias será o teto que esse time pode alcançar.

Esperando sentado

A terceira temporada com Todd Bowles no comando não foi exatamente diferente da segunda, permitindo que, como pessoas de bem, esquecêssemos a de 2015 com o lendário Ryan Fitzpatrick (e Chan Gailey, o milagreiro) no comando do ataque, que fez parecer que o time havia encontrado um novo messias no seu head coach. Ao menos, se 2017 deixou alguma nova lição foi a de que não se vai longe sem um QB legítimo, por mais que Josh McCown tenha cumprido seu papel tão bem quanto possível.

Não à toa, o time trocou três escolhas de segunda rodada (para o único time que, teoricamente, não precisava de um QB e estava escolhendo no topo, os Colts) para subir no draft – mesmo ganhando apenas dois jogos dos últimos 11, os Jets estavam em sexto lugar na ordem de escolha – atrás daquele que acreditavam ser o lançador ideal para seu futuro: Sam Darnold, de USC.

É interessante apontar a sequência de decepções que têm sido os QBs saídos da universidade do sul da Califórnia nesse século: o mais marcante para os verdes, obviamente, será Mark Sanchez, que chegou duas vezes à final da AFC antes de cair na realidade da sua mediocridade e virar piada nacional; além disso, temos Matt Leinart, vencedor do Heisman (e 10ª escolha do primeiro round de 2006) que passou muita vergonha em Arizona e faz parte da extensa lista de QBs que tentaram atrapalhar a carreira de Larry Fitzgerald; J.D. Booty e Matt Barkley tinham boas expectativas, mas foram desmascarados até mesmo antes do draft e não jogaram muito na NFL apesar do destaque na universidade; por último, Cody Kessler teve suas chances em Cleveland, mas hoje é apenas reserva do grande Blake Bortles.

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O único exemplo favorável é Carson Palmer, que fez boas temporadas por alguns times medianos da NFL, e apesar dos bons números, não chegou a conquistar exatamente tudo o que se gostaria de uma primeira escolha geral (2003) e Sam Darnold, para ser considerado um verdadeiro sucesso, deve conseguir mais do que isso (#qbwinz).

Até o momento, as performances têm sido encorajadoras (29 passes completos, 244 jardas, 2 TDs e 1 interceptação) e Sam sequer deve dar a oportunidade para seus competidores começarem a temporada enquanto Bowles nos enganaria dizendo que “era tudo uma competição e o melhor joga”, apenas para colocar Darnold em campo depois de duas derrotas.

Sobre McCown e Bridgewater

Os que estivessem mais desconfiados da capacidade da turma de QBs de 2018 – ou mais fiéis ao valor de três escolhas de segunda rodada – têm, após alguns jogos da pré-temporada, argumentos também para ir contra a escolha de Darnold. Josh McCown não foi horrível em 2017 (enquanto o ataque ao seu redor é, esse sim, abaixo da média) e é tão sólido quanto se esperaria de um veterano (venceu, por exemplo, Jaguars e Chiefs em 2017) e talvez aguentasse mais uma temporada esperando um reforço realmente diferenciado.

Por outro lado, Teddy Bridgewater chegou em Nova York por uma miséria (6M, mas apenas 1M de dólares garantidos) pelo famoso VAI QUE. E, não fosse pela necessidade óbvia de utilizar Darnold porque ele é a primeira escolha, o desempenho na pré-temporada de Teddy seria mais do que suficiente para colocá-lo como titular que traria um futuro melhor para os Jets.

Nota: o autor é um fã e não falará mais sobre o assunto para não ficar chorando sobre joelhos explodidos.

A defesa de Mark Sanchez

Já que aproveitamos mais um ano de texto sobre os Jets para mencionar Mark Sanchez e cutucar a ferida, usemos ele também para reviver boas memórias e trazer esperança para a galera – naquela época, é válido lembrar, a defesa comandada por Darrelle Revis engolia os ataques adversários. A de agora está em processo de se construir para tentar igualar a receita.

Já no começo da temporada passada, Sheldon Richardson foi trocado por um dos second round que se tornou Sam Darnold, e agora Muhamad Wilkerson vazou para os amigos de Aaron Rodgers, transformando uma linha defensiva outrora dominante, especialmente no jogo corrido – nessa linha de trabalho, o time também perdeu Demario Davis, maior número de tackles e sacks (5!) do time em 2017.

Para tentar ocupar o espaço na linha ao lado de Leonard Williams e Steve McLendon, 143kg de Nathan Shepherd foram draftados para New York. Além disso, o time realizou outra troca com os Colts para trazer Henry Anderson com o objetivo de melhorar a pressão nos QBs adversários: mesmo que não tenha nunca conseguido produzir em Indianapolis (ninguém consegue sem Luck por lá), saiu da universidade muito bem cotado e ainda é jovem, além de ter passado muito tempo lutando contra lesões.

Para reforçar o grupo de LBs, o time contratou Avery Williamson de Tennessee e Kevin Minter, que vem dos Bengals, mas foi importante nos anos anteriores em Arizona, mas nenhum dos dois como pass-ruhers. A menos que alguma troca aconteça (deveria) por Khalil Mack por exemplo, ou algum dos jogadores disponíveis hoje (como o atlético Darron Lee, o jovem Jordan Jenkins ou o veterano Josh Martin) dê uma virada absurda, é bem provável que qualquer linha ofensiva semi-competente gere bastantes espaços contra a equipe.

Uma nova ajuda disponível para a luta contra o jogo aéreo adversário (sempre válido lembrar que estamos na divisão de Tom Brady) é a existência, agora sim, de um CB1 para acompanhar uma jovem dupla de safeties (duas primeiras escolhas do time em 2017, inclusive), além de Morris Claiborne e Buster Skrine. Trumaine Johnson recebeu aproximadamente 1 bilhão de reais (72,5M de dólares) para ficar até morrer (5 anos) com os Jets e ancorar uma defesa que tem altas expectativas da torcida e, como vimos, não tem muita ajuda à frente.

Apoio para o rookie

Outro ponto essencial para formação de uma carreira feliz para um rookie é o grupo que lhe dá suporte. E enquanto a defesa produz uma miséria de sacks, o ataque cedeu 47 – aproximadamente três por partida. Sendo Sam Darnold um pocket passer do estilo tradicional e amado pelos clássicos, a linha ofensiva tem que fazer um trabalho melhor (de acordo com o site PFF, é a segunda pior da NFL, na frente apenas do seu time. Exato, qualquer fã de futebol americano sabe que a linha ofensiva é a pior da liga e matará seu QB).

Para isso, complementando Kevin Beachum e James Carpenter, que estiveram bem do lado esquerdo da OL, o resto deve evoluir: o C Spencer Long veio de Washington, onde era mediano; Brian Winters já deve jogar saudável, o que também é uma evolução em relação a 2017; e, por último, Brandon Shell deve ser o RT, um ano mais experiente.

O grupo de RBs deverá ajudar também na proteção do QB, já que Bilal Powell é bom nessa linha e o time ainda trouxe Charcandrick West, outro que é conhecido por ser um bom apoio no pass block. Em relação a realmente produzir jardas, a expectativa ficará por conta do rookie de 6ª rodada Trenton Cannon (63 jardas na pré-temporada), de Virginia State, e Isaiah Crowell, que foi produtivo nos últimos anos pelos Browns.

Como alvos interessantes para Darnold, temos Terrelle Pryor, o ex-QB maloqueiro de Oakland e Washington, que inevitavelmente deve evoluir para WR1 por razões de talento, além de Robby Anderson (que foi de zé-ninguém para relevante a partir da metade de 2017) e Jermaine Kearse, mesmo que este esteja lutando contra lesões. De novo, é difícil enxergar um grande alvo no time dos Jets, e a produção deles é difícil de prever até enxergarmos do que Darnold é realmente capaz.

Palpite:

Como qualquer time que começa a temporada com um novo QB, especialmente um novato de 21 anos, os planos são apenas ver o garoto florescer e evoluir ao longo da temporada. Porrada nele não deverá faltar ao enfrentar Jaguars, Broncos e Vikings em uma sequência de apenas quatro semanas, por exemplo. Além disso, é até bom que ele demore um pouco para se desenvolver e assim a gente não perde tempo falando de competição na AFC East – divisão que Tom Brady ganhará outra vez ou enquanto estiver vivo.

O fim está próximo (mas não será agora)

A dinâmica entre Tom Brady e Bill Belichick provavelmente nunca mais será vista na história do esporte. Primeiramente, porque o futebol americano é o único esporte coletivo que tem uma posição tão desnivelada em relação às outras: um quarterback tem muito mais impacto no jogo que qualquer camisa 10 ou pitcher.

São raríssimos os casos em que um jogador consegue carregar um time como um QB pode fazê-lo. O único exemplo contemporâneo que vem a mente (além de Yago Pikachu no Vasco) é LeBron James em Cleveland e, mesmo assim, ele só conseguiu vencer a NBA porque tinha uma estrela jogando do seu lado. Em segundo lugar, porque são igualmente raros os técnicos que transcendem o jogo. No futebol, o exemplo mais notável é Alex Ferguson, que você provavelmente já sabe quem é. Porém, em terceiro lugar, e mais improvável ainda, é o alinhamento entre esse jogador e esse técnico: nenhuma parceria entre nomes tão grandes durou tanto tempo quanto a de Brady e Belichick.

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Você já deve ter ouvido que chegar ao topo é fácil, o difícil é se manter lá. Não cabe entrar no mérito da primeira máxima, provavelmente uma grande bobagem. Mas se manter no topo é com certeza mais difícil que chegar, porque, para isso, você precisa de tudo aquilo que foi necessário para atingir aquele posto, e por um período de tempo maior. Este ciclo de alternância é muito bem exemplificado pela NFL: muitas vezes o melhor time de uma temporada não consegue nem chegar aos playoffs no ano seguinte. As dinastias, se é que elas existem em outro lugar, não duram muito tempo.

O Patriots é a exceção que confirma essa regra. Nenhuma outra dupla QB HC teve um intervalo de 15 anos entre aparições no Super Bowl, muito menos de vitórias no Super Bowl. Se Brady venceu o Super Bowl em 2001 e 2016, Joe Montana venceu em 1981 e 1989. Se Belichick venceu o Super Bowl em 2001 e 2016, Vince Lombardi venceu a NFL em 1956 e 1967. Nem mesmo outros grandes nomes da história conseguiram tamanha consistência por tanto tempo.

Tudo tem seu fim

Por mais estranho que pareça para o fã brasileiro da NFL, que em sua maioria aprendeu a gostar do esporte no meio da dinastia de New England, um dia nós assistiremos uma liga em que a dinâmica em torno do Patriots – e de toda NFL, por consequência – não será a mesma.

É irreal para alguém como eu pensar nesse cenário. Desde o meu primeiro contato com o futebol americano, em uma noite de finais de Conferência onde um jogador desmaiado chamou minha atenção (na época era um grande fã do UFC – RIP), todas finais da AFC foram jogadas em Foxborough. Porém, essa realidade parece estar finalmente próxima do fim e, se Deus quiser, é o que 2018 nos reserva.

No início deste ano, logo após a temporada regular e antes dos playoffs, a ESPN americana publicou uma extensa matéria mostrando como a relação entre Tom, Bill e Robert Kraft, dono da franquia estava abalada.

Belichick tinha o desejo de deixar o esporte com um legado ainda maior que o que vemos hoje. Além de seus títulos e reconhecimentos, ele queria que os Patriots tivessem o sucesso encaminhado para os anos seguintes – isso incluía, principalmente, estabilidade na posição de quarterback. Para isso, ao longo dos anos, Bill sempre procurava um plano de sucessão para Brady: desde 2008, foram 4 QBs escolhidos nas três primeiras rodadas do draft. Na medida que o tempo se passava, esse “plano B” se mostrava mais importante, afinal não se sabia/sabe até quando Tom continuará jogando em alto nível. Por isso, em 2014, a escolha de Jimmy Garoppolo parecia ser aquela que implantaria a segunda etapa do legado de Bill. Depois de alguns anos aprendendo, Garoppolo poderia ser o  enfim sucessor de Brady.

Porém,  no ano passado, o último do contrato de Jimmy em New England, Tom vinha da maior vitória de sua carreira (um oferecimento Atlanta Falcons). Suas atuações de MVP ainda não ajudavam no plano de sucessão, afinal o Patriots não poderia simplesmente se desfazer de seu maior ídolo  enquanto este ainda jogava em alto nível.

Apesar disso, Belichick ainda queria contar com Jimmy, mesmo que isso significasse carregar dois QBs – e seus altos salários – no roster.  A ideia não agradava Brady, que não escondia de ninguém seus planos de continuar atuando até os seus 40 e tantos anos. Assim, em uma suposta queda de braço interna, o camisa 12 saiu vitorioso, e Garoppolo foi trocado para os 49ers, mesmo contra a vontade de Bill.

Se Tom tinha suas discordâncias com o plano de Belichick, a recíproca era verdadeira. Nos últimos anos, Brady tem se alinhado com Alex Guerrero, uma espécie de personal trainer. Juntos eles têm vendido o “método TB12”, baseado nas crenças de ambos sobre como tratar seu corpo e trabalhar para melhorar o rendimento. Até então esse método tem mostrado sucesso, afinal Tom não apenas ainda apresenta um bom nível de atleticismo, como podemos até mesmo discutir se ele não está melhorando.

O “método TB12” foi, então, levado para dentro da organização Patriots. Porém ocorreram discordâncias quando os processos de Alex Guerrero entraram em colisão com os de Bill. Assim, Guerrero foi proibido de trabalhar dentro da franquia, e sua “consultoria” acabou limitada. Acabou-se criando dois grupos de jogadores: os adeptos de “TB12” e aqueles que seguiam as orientações passadas pelo time. Tudo isso só serviu para inflamar o conflito entre Brady e Belichick.

Tom Brady & Amigos

O Patriots chega em 2018 em meio a esse turbilhão. Com seus dois principais nomes em rota de colisão (mesmo que neguem), a franquia vem enfraquecida para essa que pode ser a última temporada da dupla Tom e Bill.

O ataque terá Rob Gronkowski como principal recebedor, mas, depois dele, o único nome que inspira confiança é Chris Hogan. Julian Edelman, além de suspenso para o início da temporada, vem de lesão grave e pode estar se aproximando do final da carreira. Seu status como jogador é uma incógnita.

A linha ofensiva perdeu Nate Solder para o Giants e a escolha de primeira rodada desse ano Isaiah Wynn por lesão, mas ainda conta com jogadores interessantes. A unidade não deve ser um problema, já que Dante Scarnecchia, o OL Coach, é um verdadeiro mago capaz de tirar leite de pedra.

Por fim, a saída de Dion Lewis não deve gerar um impacto muito grande, já que a estratégia do time gira em torno de revezamento de jogadores na posição. E, mesmo assim, o Patriots já mostrou no passado que não vê problemas em abandonar o jogo corrido e depositar as fichas em Tom Brady.

Bill Belichick & Amigos

A defesa foi o ponto fraco da equipe em 2017, e isso ficou bem claro no Super Bowl. Nick Foles não sofreu pressão nenhuma enquanto deflorava secundária de New England. Para ajudar a resolver as deficiências, Belichick foi atrás de Adrian Clayborn no mercado e ainda realizou trocas por Danny Shelton e Jason McCourty. A linha defensiva reforçada pode ir bem, já que Malcom Brown é bom jogador e Trey Flowers é (discutivelmente) um dos 10 melhores defensores da NFL.

A secundária conta com nomes interessantes, como os irmãos McCourty, Eric Rowe e Stephon Gilmore. Se esses dois forem mais consistentes esse ano, vai ser difícil passar a bola contra o Patriots. Por fim, a maior fragilidade do grupo está no corpo de LBs. Kyle Van Noy e Elandon Roberts são quebra-galhos de grife, e a responsabilidade fica toda nos ombros de Dont’a Hightower. Quando ele se machucar, a tendência é o buraco ser tão grande que sugará toda a defesa junto.

Palpite: Apesar das desavenças em New England, ainda tem bambu para uma última flecha. A AFC East ainda é fraca e permitirá que o time chegue aos playoffs com um bye. Talvez não sobreviva dentro da AFC, mas, se chegar de novo no Super Bowl, Tom Brady terá que fazer mágica pra enfrentar um time certamente mais forte que o dele. Temos que aproveitar: talvez esse seja o último ano da dinastia.

Seja o que Deus quiser

Todos já passamos por isso: aquela prova complicada chegando, você não sabe nada, tampouco começou a estudar. Os dias se passam e, para não se desesperar, você simplesmente desiste: “na hora dou um jeito. Ninguém nunca tira 0, não vai acontecer comigo né?”. O resultado chega e, bem, digamos que agora você se planejará melhor para a prova (ou para o ano que vem, já que o semestre já era).

Essa estratégia, apesar de burra, é vista não apenas no seu mundinho particular. É algo que vemos no universo dos esportes o tempo todo, e o mais recente exemplo disso é o Miami Football Dolphins (sim, aquele). Não, não estamos comparando o Dolphins com um estudante incompetente. Estamos comparando com você. Se achou que a primeira frase estava errada, bem, aí é porque a carapuça serviu. Não podemos fazer nada.

Chegando aqui

Precisamos fazer um mea culpa. Se você leu o preview de Miami no ano passado sabe do que estamos falando. O panorama que traçamos apontava uma equipe em crescimento, e nem a ideia de Jay Cutler nos fez colocar a mão na consciência: “os Dolphins possuem boas chances de retornar aos playoffs.” Você já sabe que não rolou. Erramos feio, erramos rude.

Além de não chegar a pós-temporada, o time não jogou bem – por mais paradoxal que possa parecer. Não é só o record 6-10 que mostra isso. Nos rankings de DVOA (a única estatística possível), os Dolphins tiveram seu ataque ranqueado na 27a posição, e a defesa foi ainda pior, uma colocação abaixo.

Assim, em apenas um ano, a lua de mel com Adam Gase acabou. Se antes o técnico era apontado como uma das mentes mais promissoras da liga, agora sua situação é o inverso disso: caso sua equipe repita a temporada medíocre, é provável que Gase esteja sacando o FGTS em 2019.

O processo de (des)construção

Ainda em 2017 Miami trocou o RB Jay Ajayi para Philadelphia por quatro barrinhas de proteína. Na época, foi dito que a comissão técnica queria “punir” o jogador pela sua indisciplina. Provavelmente alguém viu os Patriots enviando Jamie Collins para os Browns e quis replicar o conceito, mas talvez esse alguém não tenha capturado a essência da questão.

A situação de Jarvis Landry, como era previsto, foi se arrastando até que o jogador recebeu a franchise tag apenas para ser trocado para Cleveland (ei! Talvez alguém tenha entendido) por não apenas outras quatro barrinhas, mas uma caixa delas.

Além deles, o Dolphins ainda cortou o DT Ndamukong Suh e o C Mike Pouncey. O primeiro de forma questionável, já que era o melhor jogador da equipe e um dos melhores defensores da liga. O segundo, apesar de ter sido um dos pilares da linha ofensiva no passado, sofria com lesões há algum tempo.

As reposições foram questionáveis. Para o lugar de Landry, chegaram Danny Amendola e Albert Wilson que, somados, totalizam 73% de um Wide Receiver. Robert Quinn, já bem longe do auge, e Josh Sitton, também velho mas ainda bom, chegaram em Miami.

Junta tudo e vê no que dá

No draft, Miami buscou o S Minkah Fitzpatrick, que pode vir a formar uma dupla interessante com Reshad Jones, talvez o melhor jogador da equipe hoje. Além dele, foi escolhido o TE Mike Gesicki, com o objetivo de substituir Julius Thomas, que conseguiu enganar na NFL por três temporadas após se divorciar Peyton Manning.

Como você já sabe, não fingimos entender sobre o processo de recrutamento da NFL, então as escolhas mais baixas não costumam ser comentadas – mas, nesse caso, vale citar o RB Kalen Ballage. Alguns relatos davam conta que o time esperava muito do jogador, mas recentemente ele ganhou as manchetes por ser xingado por Ryan Tannehill após fazer alguma merda. Irrelevante? Talvez. Divertido? Com certeza.

Falando em Ryan Tannehill, vale mencionar a situação do QB. Após sofrer nova lesão no joelho, ele teve que assistir a inaptidão de Jay Cutler comandando seu ataque em 2017. Para esse ano, imaginava-se até que ele não seria opção, já que o Dolphins estava em posição de ir atrás de um substituto no draft. Não aconteceu, e como o roster tem apenas David Fales, Brock Osweiler e Bryce Petty (somados, não dão 0,73% de um quarterback), Tannehill será o signal caller sem controvérsia.

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O ataque comandado por Ryan terá uma linha interessante. Laremy Tunsil, Josh Sitton e Daniel Killgore não estão entre os melhores de suas posições, mas o primeiro um dia pode chegar lá, o segundo já esteve lá e o terceiro flutua na linha da mediocridade – o que, para um OL, é melhor do que muito do que vemos pela liga. O lado direito ainda é incerto, já que Ja’Wuan James tem oscilado e o segundo-anista Isaac Asiata não conseguiu se firmar.

Dentre os WRs, preocupa a falta de um grande nome. Kenny Stills e DeVante Parker não conseguem nada acima da média, sendo que esse último não consegue desenvolver o seu jogo, mesmo entrando no quarto ano na NFL. Albert Wilson e Danny Amendola não são o complemento necessário, apenas mais do mesmo.

O corpo de running backs conta com o promissor Kenyan Drake, que já mostrou flashes quando ganhou a titularidade ano passado. Além dele, temos o calouro já citado Ballage e os restos do que um dia acredita-se ter sido Frank Gore.

A defesa ainda depende de Cameron Wake gerando pressão na linha defensiva, já que Charles Harris ainda precisa se provar e não esperamos muita coisa de Robert Quinn. Sem Suh, a DL não tem nenhum nome de impacto, apenas veteranos de calibre médio para baixo. Vale mencionar a adição de William Hayes, faamoso por não acreditar em dinossauros, mas acreditar em sereias.

O miolo do sistema defensivo não conta mais com Lawrence Timmons se arrastando em campo, mas mesmo assim Kiko Alonso ainda precisa se provar em Miami. Se eles jogarem tudo que já foi dito sobre eles, pode ser uma dupla interessante, entretanto esse cenário é pouco provável.

Por fim, a secundária conta com uma dupla de Safeties interessante e alguns CBs de potencial, como Xavien Howard e Cordrea Tankersley. Se eles continuarem a trajetória de crescimento, talvez esse seja o ponto mais forte não apenas da defesa, mas de toda a equipe – o que, bem, diz muito sobre aquilo que o futuro reserva.

Palpite:

Miami montou um time de forma esquisita. As movimentações na offseason, principalmente o mercado, não apontaram para nenhuma estratégia bem definida na construção da equipe. Porém, o Dolphins ainda tem bons jogadores e conta com a sorte de jogar em uma das piores divisões da NFL. Sendo razoável, é possível crer que cenário não seja tão catastrófico como alguns apontam (1st pick), e um record 6-10 ou até mesmo 8-8 não seria surpresa.

 

Ainda há muito a ser feito

Não é segredo para ninguém que o Buffalo Bills estava insatisfeito com Tyrod Taylor – Rex Ryan (que Deus o tenha) sempre deu indiretas sobre a situação do QB e, bem, diante do Chargers na temporada passada o Bills optou por Nathan Peterman em uma das experiências mais constrangedoras que o football já presenciou. Mesmo assim, Tyrod superou a punhalada e conseguiu levar Bufallo aos playoffs após alguns séculos; como recompensa, não teve seu contrato renovado.

Mas ao quebrar uma seca de 17 anos sem chegar a pós-temporada, o Bills deu aos seus torcedores uma razão para sonhar – durante o caminho, o novo GM Brandon Beane e o HC Sean McDermott ganharam as chaves da cidade. É fato, porém, que caso Buffallo tivesse um ataque mais consistente, eles poderiam ter aproveitado um pouco mais sua aventura em janeiro – e não uma eliminação amarga para o Jacksonville Jaguars (10-3) no Wild Card.

Além disso, é notório que a classificação só veio após o evento, já cunhado na posteridade, como o MILAGRE DE ANDY DALTON – que venceu Baltimore quando nada mais estava em jogo, além do AMOR PRÓPRIO.

Um (não tão) belo futuro

Para 2018, Buffalo buscou AJ McCarron nos Bengals mas, claro, seus planos estavam passavam pelo draft e após uma suruba (troca de escolhas), a franquia selecionou Josh Allen – ninguém quer seu futuro nas mãos de um morfético como McCarron. Se o jogador não consegue sequer disputar posição com Andy Dalton, tem-se muito a refletir sobre tal.

O jovem de Wyoming é móvel e tem força no braço (marque na sua cartela), embora ainda seja considerado por especialistas (reforçamos: categoria na qual não nos enquadramos) extremamente cru. O plano inicial era que AJ fizesse a transição inicial enquanto o jovem QB é preparado, mas aparentemente McCarron morreu (mas passa bem) já na pré-temporada (tem que acabar a pré-temporada) e Allen será jogada aos leões já nos próximos dias.

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E talvez não no sentido figurado, visto que linha ofensiva está aos pedaços (e perdeu três bons nomes na última offseason: Richie Incognito e Eric Wood estão na fila do INSS e Cordy Gleen rumou para o Bengals). Dion Dawkins entra em seu segundo ano com mais responsabilidade – e há espaço para evolução, já que sua temporada como rookie foi empolgante para o então sofrido torcedor de Buffalo Ao seu lado ele terá Russel Rodine, titular por um bom tempo em Cincinatti (o que pode dizer muito e, ao mesmo tempo, nada). Wyatt Teller, rookie de Virginia Tech selecionado no 5º round também reforça o setor.

Por tudo isso, não restará muita opção (ao menos no início) além de entregar a bola para LeSean McCoy e torcer para que a magia aconteça – LeSean correu para 3300 jardas (média de mais de 4.5 por tentativa) e 22 TDs desde que desembarcou em Bufallo há três anos em uma troca com o Eagles que, a cada dia que passa, parece ser boa demais para ser verdade. Há, ainda, a adição de Chris Ivory – que se não empolga, servirá ao menos para dividir a carga de trabalho e dar alguns minutos para McCoy tomar seu Gatorade (e foder o seu fantasy).

De qualquer forma, se a OL for capaz de manter Allen em uma posição minimamente vertical (seja lá o que isso signifique), o conjunto ofensivo entregará melhores números – bom, não é como se existisse muito espaço para regredir, embora dependa de um ataque aéreo problemático.

Kelvin Benjamin chegou na offseason e seu passado inspira pouca (para não dizer nenhuma) confiança; já Zay Jones entra em sua segunda temporada precisando provar a que veio (spoiler: vai dar merda, vide suas aventuras durante as férias, devidamente registradas em vídeo na rede mundial de computadores).

Restam o WR Jeremy Kerley e o TE Charles Clay, que vem da melhor temporada de sua carreira – novamente: pode dizer muito, mas ao mesmo tempo pode não dizer nada (e é mais provável que não diga nada).

O perigo mora ao lado

O Bills cedeu menos de 17 pontos em 10 partidas em 2017 – e isso inclui a eliminação para o Jaguars. Muito disso se deve a uma das melhores secundárias da liga; o então rookie CB Tre’Davious White foi excepcional, enquanto os Safeties Jordan Poyer e Micah Hyde, também brilharam. Esperar uma nova temporada sólida e com poucos pontos cedidos é uma aposta quase certeira; os três combinaram para 246 tackles e 14 INTs.

A perda de EJ Gaines, agora em Cleveland, será sentida; para seu lugar o Bills trouxe os restos mortais de Vontae Davis e, por mais que a nostalgia encante, você sabe que não dará certo.

Outra seleção de primeira rodada no último draft foi o linebacker Tremaine Edmunds, para reforçar um setor que foi apenas digno no ano que passou – Edmunds terá ao seu lado Matt Milano, agora em sua segunda temporada, e o eterno Lorenzo Alexander – uma inegável referência em Buffalo, mas de quem se espera, compreensivelmente, uma queda de produção.

Já para exercer pressão no ataque adversário, o Bills conta com Jerry Hughes e Shaq Lawson – Kyle Williams e Adolphus Washington completam o quarteto que combinou para 12 sacks na última temporada. Espera-se também que o novo milionário do pedaço, Star Lotulelei (que recém assinou um contrato de cinco anos e US$50 milhões sem o menor sentido lógico), faça algo (spoiler: não fará. Você leu aqui – e em vários lugares – primeiro).

Palpite

Ao chegar aos palyoffs pela primeira vez desde o longínquo 1999 o Bills enlouqueceu as ruas de Buffalo. Foi bonito, mas é o momento de voltar à realidade: Tyrod Taylor pode ter suas limitações, mas tinha experiência e números dignos (22-20). O plano de McCarron dar tempo para Josh Allen se preparar ruiu antes mesmo do bom senso mandar abortá-lo. Em geral, se a defesa seguir em alto nível e McCoy carregar o ataque nas costas, é possível sonhar com a segunda colocação da AFC East, mas dessa vez sem playoffs. Para Josh Allen, o futuro imediato é negro: cinco das sete primeiras partidas serão fora de casa e sua adaptação não será facilitada. Como timing é uma mera questão de perspectiva, tudo pode dar certo daqui cinco ou seis anos, quando os WRs atuais forem substituídos por atletas profissionais e um certo Tom Brady já estiver aposentado.

Agora ou nunca (nunca)

Um ano atrás, antes da PELOTA subir, o Bucs bradou aos quatro ventos sua relevância  na NFC South – mas, ao contrário do que pretendia, terminou com apenas cinco vitórias e assistiu as outras três franquias da divisão visitarem os playoffs.

Agora Jameis Winston está entrando em sua quarta temporada e (espera-se) recuperado de uma lesão no ombro que o fez perder três jogos em 2017. O torcedor mais otimista, porém, pode pensar que houve tempo também para Jameis encontrar a sinergia dom DeSean Jackson e reconstruir a defesa – mesmo que a seca por ver TDs em janeiro (uma década repleta de frustrações) continue ali.

“É sobre esse playoffs, cara”, disse Winston durante a offseason. “É sobre conquistar algumas vitórias, trazer a torcida para o nosso lado e realmente mudar a cultura por aqui – estamos caminhando nessa direção, e agora é a hora de fazer acontecer”.

Altos e baixos (e mais baixos)

Se a segunda temporada de Winston mostrou sinais claros de evolução, seu último ano pareceu um passo atrás; ele foi extremamente inconsistente e, se havia bons lampejos em determinadas partidas, Jameis parecia completamente perdido na maioria delas.

Você pode afirmar que Winston tem talento de sobra para fazer um excelente 2018 – e não estará errado –, mas a grande questão é se ele estará focado para dar o próximo passo. O que parece, infelizmente, não ser o caso – o quarterback já está suspenso pelas três primeiras partidas e será substituído por (provavelmente) Ryan Fitzpatrick – como já diria o sábio:

O problema de ter um pereba no elenco é que, invariavelmente, alguém fará merda ou se lesionará e, bem, o pereba precisará jogar.

O fato é que se o Bucs não chegar aos playoffs (spoiler: não chegará, e errado é quem espera diferente), Winston receberá boa parte da fatura, mas, se vivemos em um mundo justo (spoiler: não vivemos), é preciso apontar outros “culpados”.

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Mike Evans é uma aberração física e parece ter o talento natural a um WR de elite – mas questiona-se muito sua conduta profissional; em 2017, por exemplo, ele teve apenas 71 recepções (uma queda significativa se comparadas as 96 recepções de 2016) – mas, mesmo assim, Evans chegou a quarta temporada consecutiva com mais de 1000 jardas. Pelo pacote completo, Tampa decidiu apostar no garoto e ofereceu um novo contrato de cinco anos e mais de US$ 80 milhões. Se Mike não corresponder ao dinheiro investido, é certo afirmar que Tampa estará em apuros. No game tape, podemos analisar Evans como o recebedor que deixa as bolas fáceis passarem para só pegar as difíceis.

Ao seu lado, Evans terá DeSean Jackson e… bem, estamos em 2018, você ainda acredita em DeSean Jackson? DeSean é (talvez) um dos WRs mais superestimados da NFL (seu primeiro ano em Tampa foi um fracasso: 50 recepções para pouco mais de 650 jardas) e sua principal habilidade é tornar piores os sistemas ofensivos por onde passa.

Por outro lado, os Bucs tem um bom slot receiver em Adam Humphries e uma promissora dupla de TEs, com Cameron Brate e OJ Howard (de quem se espera uma evolução nítida em sua segunda temporada, para que se torne um alvo mais efetivo para Winston, sobretudo na redzone).

Chris Godwin, WR selecionado no terceiro round em 2017, também deixou uma boa impressão final e de quem é possível esperar um pouco mais de protagonismo – foram 111 jardas na despedida da temporada contra New Orleans.

Há esperança, também, em uma melhora no jogo terrestre (convenhamos: piorar não é uma possibilidade). Graças ao bom Deus, Doug Martin foi despachado – com pelo menos duas temporadas de atraso – para iludir o já sofrido torcedor de Oakland e a camisa 22 agora será usada por Ronald Jones II, selecionado no segundo round do último draft; o jovem teve 12 corridas para mais de 40 jardas durante seus anos em USC, o que mostra bons sinais para o futuro – Martin, por outro lado, teve duas temporadas de 1400 jardas por Tampa Bay, mas nos dois anos derradeiros na Flórida os números despencaram e o RB conseguiu menos de três jardas por tentativa.

Razões para acreditar

Os Bucs parecem ter focado na reconstrução de seu sistema defensivo. Com sua primeira escolha no último draft, eles selecionaram o DT Vita Vea, um monstro em Washington que inevitavelmente conseguirá pressionar o ataque adversário (pior que tá não fica, diria o outro). Além disso, ele será um ótimo complemento para Gerald McCoy, um dos melhores atletas de sua posição (que merece muito mais reconhecimento do que lhe é conferido).

Tampa ainda apostou alto, e buscou no atual campeão, Philadelphia Eagles, Beau Allen e Vinny Curry. Além disso, trouxe Jason Pierre-Paul, ex-Giants – o entrosamento, claro, pode demorar um pouco para chegar, mas de qualquer forma já é um cenário animador para aquela que até então era uma das piores defesas da liga.

A secundária, porém, levanta algumas interrogações: Brent Grimes e Vernon Hargreaves ainda estão ali – Grimes, contudo, já beira os 35 anos e esperar um declínio em suas atuações não seria absurdo. Os rookies MJ Stewart, de North Carolina, e Carlton Davis, de Auburn, competem com Ryan Smith pelo posto de CB3 – e, conforme se saírem, podem também beliscar a vaga de Grimes.

Já o corpo de linebackers segue o mesmo: Lavonte David é excelente e Kwon Alexander (espera-se) livre das lesões é um reforço considerável. Kendell Beckwith deixou a desejar em 2017, mas era apenas seu primeiro ano e, claro, há espaço para evoluir, sobretudo com Noah Spence, do qual se espera finalmente alguma contribuição em campo.

Palpite:

Em 2018 Winston precisa se estabelecer como um quarterback capaz de liderar uma franquia – e, por consequência, levá-la aos playoffs. A tabela, porém, é cruel: nos três primeiros confrontos, Tamba enfrenta Saints (fora), Eagles e Steelers (em casa), todos sem Jameis. Na sequência visita a Chicago e Atlanta e, bem, esperar apenas uma vitória nas cinco primeiras partidas não é uma previsão irrealista. Se tudo der errado e, ao menos, levar a demissão do HC Dirk Koetter, poderemos considerar que foi um bom ano – resta aceitar uma campanha semelhante a de 2017, com no máximo cinco ou seis vitórias, a lanterna da NFC South e planejar o futuro com um HC capaz de colocar Winston nos eixos.