Análise Tática #7 – Como provamos que kickers não servem para nada

26/out/16


Arizona Cardinals e Seattle Seahawks protagonizaram um dos jogos mais bizarros da história da NFL. Sem muita inspiração ofensiva no tempo normal, que terminou com o ridículo placar de 3×3, os times acabaram trocando FGs na prorrogação e empataram por 6×6, em uma sequência de eventos que desafia nossa capacidade de acreditar no impossível.

O Arizona Cardinals teve a primeira posse de bola no tempo extra e saiu na frente com um FG de 45 jardas do K Chandler Catanzaro. Para continuar vivo, o Seattle Seahawks precisava pelo menos chutar um FG e empatar a partida, o que acabou acontecendo, com um chute de 36 jardas de Steven Hauschka.

A partir daí, qualquer pontuação venceria o jogo. Mas o improvável aconteceu: depois de dois bons drives, em que os ataques conseguiram chegar muito perto de marcar o TD da vitória, Catanzaro e Hauschka perderam FGs de 24 e 28 jardas, respectivamente, e nos presentearam com o primeiro empate na NFL desde 2014. Além da emoção dos dois chutes perdidos no final da prorrogação, tivemos também a consolidação da nossa certeza de que kickers não são seres humanos e não merecem respeito. Pelo menos não foi nos playoffs, não é verdade, Blair Walsh?

Assim como a capacidade dos kickers de acertar chutes curtos, a performance ofensiva de Cardinals e Seahawks no tempo normal foi péssima, na prorrogação os ataques conseguiram mover a bola e quase marcaram TDs que evitariam a vergonha dos kickers. A seguir analisaremos duas jogadas que poderiam ter vencido a partida na última posse de bola de cada time.

David Johnson:

O Arizona Cardinals teve a bola na linha de 5 jardas do Seattle Seahawks, na melhor chance de marcar o TD e acabar com o jogo ali mesmo. A melhor opção para entrar na endzone era entregar a bola para o RB David Johnson, certamente o melhor RB da liga nesse ano. O Cardinals colocou dois WR na parte de baixo da tela que fariam o bloqueio para Johnson, enquanto o Seahawks congestionou o meio do campo. Com o bloqueio dos WRs, Johnson teria apenas um marcador individual na parte de baixo da tela.

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Quando recebeu a bola, o RB do Cardinals percebeu que não conseguiria nada pelo meio e cortou rapidamente em direção à lateral. A movimentação do jogador do Seahawks no meio do campo, em cima da linha da endzone, seria decisiva para o desfecho da jogada.

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Johnson conseguiu abrir vantagem em relação aos defensores e parecia ter caminho livre para marcar o TD da vitória.

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Mas a persistência dos defensores do Seahawks fez com que Johnson parasse a cerca de 5,37 cm da endzone e forçou a demonstração de brilhantismo do K do Cardinals.

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Doug Baldwin:

Após o chute errado de Arizona, foi a vez de Seattle mover a bola desde a sua linha de 1 jarda e chegar em posição de anotar os pontos da vitória. A jogada mais espetacular do drive foi uma recepção do WR Doug Baldwin, posicionado no slot e com rota em direção à lateral. A movimentação em direção ao meio do campo do WR posicionado na parte de baixo da tela foi decisiva para que Baldwin recebesse o passe e pudesse tentar o avanço.

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Quando recebeu a bola, Baldwin tinha apenas um CB em marcação individual. O safety, na linha de 20 jardas, já se movimentava em direção à bola. Ambos seriam vergonhosamente batidos.

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Primeiro foi o CB que não conseguiu acompanhar a velocidade de Baldwin e perdeu o tackle.

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Depois foi a vez do S, que tentou um tackle baixo e foi basicamente humilhado.

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Baldwin só foi parado na linha de 10 jardas, em uma excelente posição para que o kicker ganhasse o jogo. Infelizmente, como já mencionamos, kickers não servem pra nada.

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